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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Do flagelo que é o atendimento nos tempos que correm

Tenho para mim que as livrarias deviam adoptar uma nova forma de estar no mercado e partir para um conceito mais automático. Tipo self service, mesmo. Só para evitar que as pessoas sejam atendidas por mentecaptos.
Encomendei um livro na Almedina do Atrium Saldanha. Isto porque me disseram que o tinham em stock. O que omitiram é que o tinham em mau estado. Quando a jovem grunge/gótica aparece com o título, depois de perguntar três vezes o meu nome e se tinha encomendado por mail ou por telefone, como se isso fosse uma coisa extremamente relevante, vejo que o livro tem um dos cantos vincado e três marcas profundas na capa. Torço o nariz, mas vá, o que me interessa é o que está lá dentro e o estúpido título estava esgotado na Bertrand, o que nunca é bom sinal, e eu precisava mesmo dele. Resolvo-me a levar o livro, mesmo esteticamente estropiado, e vou à minha vida.
Quis o destino que fizesse uma paragem ainda no centro comercial e, num compasso de espera, abri o livro para dar uma vista de olhos. O primeiro scritch deixou-me logo preocupada. Mais umas páginas viradas e novo scritch...'Mau, pensei eu, este livro não chega a velho'. Abri nas páginas centrais... e claro, desconjunta-se-me tudo nas mãos. Oh joy!
Volto à loja. A miss strange olha para mim bovinamente quando eu lhe mostro o cadáver do livro, todo ele folhas e capa soltas, e lhe peço, com civilidade, porém com visível ironia, se por acaso não teria um exemplar que não se estivesse a desintegrar. Ai mas que chatice, que frete tão grande para a senhora, que teve de ligar para um tal de Gonçalo, que lhe disse que não, que não tinha. E, oh que maçada, as outras lojas já tinham fechado (às sete da tarde...) e não me conseguia confirmar se havia mais, mas de qualquer forma, 'mesmo que trocasse o livro, ia ter o mesmo problema porque a culpa era da cola usada pela editora'. E eu, já a contar de dez em dez para não lhe partir a cara, perguntei-lhe 'e então o que sugere para resolver a questão?'. Que não pode fazer nada, só trocar por outro livro, porque não devolvem o dinheiro. Explico-lhe com toda a calma que eu não quero a devolução do dinheiro, porque se fiz uma encomenda é porque preciso do livro. Daquele livro. Não de outro livro. Mas que, já agora, queria que alguém se responsabilizasse por vender um produto visivelmente defeituoso. Diz-me a tontinha que me mostrou o livro, e que eu podia ter visto antes de comprar. Não sei se mais alguém concorda comigo, mas eu sempre parti do princípio que uma livraria que se preze vende livros em bom estado e que o incauto comprador o compra de boa fé e não está a inspeccionar as costuras ou as colagens. Mas ali parece que não. Portanto, aproximei-me da mocinha e disse-lhe, com bons modos 'fazemos assim: eu levo o livro comigo, que já o paguei, e deixo uma reclamação e os senhores quando puderem tentam ver se outras lojas têm o título e trocam-me por um exemplar em condições'. A mulher ia-me comendo! 'Mas vai fazer uma reclamação porquê?????' (hello!!!!!'assim de repente, deixe cá ver...porque este livro não está em condições!?') e a moça continou 'mas vai fazer uma reclamação da livraria para um problema que é da editora????' (hello!!! Quem é que me vendeu o mono?). Olhei para ela, já bastante irritada, e disse-lhe ' Ouça (fujam se eu algum dia começar uma frase por 'ouça'), eu encomendei um livro que os senhores disseram que estava disponível para venda. Não disseram 'está disponível, mas a capa está em mau estado'. Não. Não disseram nada. Eu vi uma capa defeituosa. De onde eu venho, este livro está defeituoso. E, se eu fosse dona desta livraria nunca venderia um livro nestas condições. Contudo, estava na disposição de passar por cima do aspecto, mas o mínimo, o MÍNIMO, é que o consiga ler sem perder folhas no processo. E isso não é culpa da editora, é culpa do representante da editora perante o consumidor, que na circunstâncias são vocês. Por isso, sim, vou fazer uma reclamação!'. E fiz, quase dez minutos depois, quando a débil mental voltou com o livro, e me anunciou 'ah, entretanto falei com a gerente e excepcionalmente podemos devolver o dinheiro'. É curioso como os procedimentos mudam quando se acena com uma reclamação. Pois temos pena, que eu, excepcionalmente, até estava com tempo para preencher o papelinho. Agradeci muito à menina, e expliquei-lhe, pela terceira vez, que não estava em causa o dinheiro nem a devolução, que eu queria o livro, simplesmente queria um exemplar em condições, e como não me davam solução, era mesmo a reclamação que eu queria fazer.
Cheguei a sentir-me culpada, perante o ar chocado da moça, quase a achar que devia ser a única ave rara que alguma vez fez uma reclamação da loja. Mas foi só até ter de folhear dois terços do livro até achar uma página vaga. Agora já começo a achar que fui branda demais...
Cereja no bolo: entrego o livro, a moça destaca a folhica e devolve-me, obrigadinha e até sempre (tipo, não voltes cá que me dás muito trabalho). Eu olho para o que ela me devolveu e constato que tenho o original e a cópia. Olho para ela, e devolvo-lhe o original. Ela diz 'ah, não, nós só ficamos com o triplicado'. Eu olho para ela novamente. Ela chama o colega, porque bom, é de facto difícil ler um formulário. O colega confirma que só ficam com o triplicado. Eu digo 'oouuça: eu fico com o duplicado. Os senhores ficam com o triplicado para vocês e com o original para enviar para a inspecção das actividades económicas'. Ele diz 'não, não, a senhora é que tem de enviar'. Eu começo a ler em voz alta o que está escrito em letras garrafais no papel da reclamação: 'este original deve ser remetido pelo prestador de serviço...bla bla bla... não sei, assim de repente parece-me que os prestadores do serviço são os senhores, por isso o original é para vós! O moço capitula. 'Ah, pois é. É que aqui no livro só estão os triplicados (no shit!!!). Se calhar os originais já foram enviados, por isso é que não estão aqui'. É amigo, tu também tiraste folga no dia em que Deus distribuiu a inteligência e ficamos já por aqui...
Em suma, mal posso esperar pelo final da semana quando lá for levantar outro livro, que não estava em stock. Se eu podia anular a encomenda? Podia, mas já agora, levam comigo outra vez!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ganda lata!


Quebro a minha solene promessa de não vir ao blogue durante o expediente, mas tenho de partilhar a minha indignação.

Venho de uma conceituada gelataria lisboeta, situada nos Restauradores, e cujo nome começa por Venez e termina em iana, onde aportámos para tentar beber um café. Digo, tentar, porque, sumítica como sou, apercebi-me (a tempo) de umas letrinhas ranhosas no cardápio, que rezavam: café 0,85-1,70. Especulámos um momento sobre se o café de 1,70 seria maior ou com cheirinho, e eu a dizer, olhem que não, olhem que não, é o preço de esplanada. Decidimos perguntar:

- 'olhe, faxavore, quanto é o café?'

- 'é €1,70 cá fora'

Silêncio sepulcral. (eu a pensar 'told you so...' mas num disse, que é feio)

A menina ficou ali à espera, enquanto conferenciávamos sobre o pedido, até que perguntou:

- 'então, trago ou não trago?'

Deu-me a veneta:

' - Olhe não traga, sabe porquê? Porque é um escândalo estar a cobrar mais 85 cêntimos para andar mais 5 metros com uma chávena. Pedimos desculpa, mas não queremos.'

Levantámo-nos perante o olhar espantado de um casal de turistas (paguem voces, otários!!!) e voltámos ao escritório para beber o belo do Nespresso do patronato, cremoso, cheiroso...e de borla!

É certo que eu já paguei 6€ por um café, mas era viennois, cheio de natas e toppings e enorme, e eu estava em Paris, no quartier chiquésimo onde cresci, com a Tour Eiffell a 500 metros. E agora ia pagar €1,70 por uma bica vulgar numa esplanada ranhosa e com vista para o metro, não? Tenham mas é juizo!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cabras da minha vida

Que a minha vida é um caos, já toda a gente sabe, de tanto que já aqui me chorei de falta de tempo.

Hoje não é excepção: depois de ter finalmente visitado quase todos os meus blogues favoritos e escrito meia dúzia de comentários tontos, e outro tanto de comentários francamente imbecis, eis que bate a uma da manhã e eu ainda aqui estou, a começar um post que era para ter sido escrito ontem, em substituição de outro que queria postar há dois dias, mas que entretanto passou de prazo e pertinência. O costume, portanto.

Mas não me queria ir deitar sem contar a minha história de cabras.

Para começar, eu gosto imenso de cabras (por esta altura do campeonato, calculo que seja uma surpresa para todos).

A minha infância e adolescência estão pejadas de cabras e relembro com carinho aquela vez em que fui visitar uma quinta com a escolinha e que nos disseram para ter cuidado porque as cabrinhas comiam tudo. Depressa confirmei o facto, pois fiquei sem metade do gelado que levava na mão. Aliás, sem o gelado inteiro, porque depois não me deixaram comer o que tinha sobrado. Maricas!


Anos mais tarde, já moçoila, fui fazer uma mini visita de estudo à Serra da Estrela com os colegas do 9ºD. Pernoitámos em Manteigas, VILA que me é muito querida, e onde, acabadinha de sair do autocarro ao pé do Café Central, encontro o meu tio, de cabra a 'tiracolo'. Abraços e beijos, 'ó menina, segura-me aqui na cabra que eu vou ali beber um copito ao café'. E lá fiquei, de cabra na mão, com os colegas todos a rir, até que se fartaram e se foram embora sem mim. Mas não me importei, que a cabra era giríssima e eu adorava o meu tio.
Entretanto cresci, o meu tio morreu, e já não temos cabras nossas em Manteigas.


Estava resignada doravante a cruzar-me apenas com as cabras ( e seus correspondentes masculinos) de duas patas que foram aparecendo no meu trilho, e que tentei, na medida do possível, erradicar do meu pensamento, quando ontem, ao contornar um furgão estacionado em cima do passeio (lógico), com Sasha Margarida pela trela, dou de caras com... uma cabra. E mais outra, e outra ainda, a saltitar ao nosso lado. Quando dei por mim estava no meio de um rebanho, que tranquilamente atravessava a estrada. É a beleza de se viver no campo. Sasha Margarida, essa inútil de 38 Kgs, meteu o rabinho entre as pernas e ficou a olhar para mim, como quem diz 'Help?'. E a cabra líder, a avaliar a situação 'marro a gorda, não marro a gorda' (a gorda sendo a Sasha, obviamente). Momentos de tensão em Santana City...

Muitos anos com cabras, de duas e quatro patas, ensinaram-me um ou dois truques: ou se ignoram, ou temos de lhes bater. Estava com pressa, por isso empurrei Sasha Margareth o melhor que pude sem correr o risco de deslocar um braço, passei rente à cabra sem olhar para ela, mandei (à cautela) um dos 3 sacos que levava para a minha zona posterior (não fosse ela entusiasmar-se e marrar em mim), e lá desci a rua aos 'esses' com Sasha Margareth, já recomposta e armada em locomotiva, a fugir do dlim dlim dos chocalhos. Bela defensora tenho ali! BAHHHH, dêem-me um chihuahua, que me safo melhor!

Pronto, agora vou reflectir um momento sobre a pertinência deste post, e depois vou dormir.


Banda Sonora:
I'm a Bitch - Meredith Brooks
(claro! era esta ou o 'La Cabra'... sim, o vídeo é um Manga estúpido mas não consegui nada melhor)

domingo, 17 de maio de 2009

Há coisas que me irritam...

Eram dez da manhã de um sábado de aspecto ranhoso, e eu, a pé desde as seis e meia, já tinha ido e voltado de Lisboa, passeado os dois cães, e dado um jeitinho à casa(=tirar a tralha do caminho para a D. Rita poder trabalhar). Faltava-me só comprar comida para os gatos -que, chatos como sabemos que são, se não tiverem Purina não comem-, pelo que passei num instante na Cooperativa Agrícola, o único sítio onde se encontra ração Purina no estúpido concelho. Infelizmente, também se encontram os agricultores, com uma média de idades de 83 anos, meio esclerozados e ainda com uma mentalidade pré-salazarista sobre o papel da mulher e dos mais jovens na sociedade actual.


E porque é que eu estou a atacar os velhinhos indefesos tão virulentamente? pois porque, como em tudo na vida, uma pessoa estúpida não melhora com a idade. Au contraire, eu diria até que se apura.
O caso não foi grave, mas a verdade é que ando farta do chico espertismo e da falta de civilidade.


Estacionei o meu carrinho e dirigi-me à porte de ENTRADA, embora se possa igualmente entrar pela porta de SAÍDA, que é o que toda a gente faz porque:
a) é mais perto do estacionamento, e
b) passa-se à frente de quem respeita a sinalética.
Para não pensarem que eu sou:
a) freak das regras, ou
b) incrivelmente estúpida,
deixem-me acrescentar que a purina se encontra logo à porta da Entrada, pelo que entrar pela porta da Saída seria redundantemente idiota.


Pois que entro, pego na minha Purina e vou para as caixas onde estão três pessoas: duas a ser atendidas e duas a aguardar serenamente que as duas mongas de empregadas se despachassem.
Ah, sim, pormenor, a fila é única. E eu coloquei-me atrás da última pessoa, óbvio, na fila para as duas caixas.
Resigno-me a esperar no mínimo um quarto de hora e vou olhando para os frascos de
Entretanto, vejo um velhinho assomar-se a apostar-se logo quase em cima da senhora que estava à minha frente, que por essa hora já estava na caixa, quase despachada. Começo a antever sarilhos e por isso, quando a monga da caixa pergunta 'quem está a seguir', eu dou o passinho à frente e abro a boca para verbalizar o meu direito ao atendimento.
Mas, de lá de trás o velhinho faz o mesmo e atira com o seu miserável pacote de sementes para o balcão e diz 'SOU EU!' Contenho-me para não lhe atirar com os 1,5 Kgs de ração acima e dizer 'és tu, o cacete ó atrasado mental!', mas digo cortesmente ' tenho a certeza que não é, porque eu vi-o chegar' e pouso a minha ração na caixa.
(dir-me-ão: ai que má, só por um pacote de sementes. Não me interessa. Eu tb só tinha um pacote de ração e pesava mais.)


E o velhinho diz-me: ' o meu carro é aquele azul, o primeiro que está lá fora'. Se calhar entrou lá por trás (pela ENTRADA, portanto) e não me viu.

Shocking!!!
O argumento do século!
(Nota mental: estacionar no centro comercial com três horas de antecedência, ir ao cinema e depois passar à frente na caixa do continente porque estacionei no parque primeiro.)
E eu olho para o velhinho, olho para a monga da caixa que sabe perfeitamente quem tem de atender, mas não se quer meter (CABRA!!!) e digo magnânime (mas firme) 'ouça, tá bem, passe lá à frente se só tem as sementes, para não perdemos mais tempo'
Mas o velhinho é chico esperto, mas orgulhoso. Não quer. Arranca as sementes de cima do balcão e vai para trás, a bichanar mais outro velhinho, que 'ainda se fosse dia de trabalho, agora que tanta pressa ao sábado, há gente assim e assado'
Bom, o que eu queria mesmo era pagar e ir à minha vida, já que, e isto os velhinhos não sabiam, eu tenho aulas ao sábado e já estava atrasada. Não sabiam, nem ficaram a saber que eu digo o que tenho a dizer e não mais do que isso, e não tenho de dar satisfações a quem me quer passar à frente. Só tenho pena é que a deferência que devemos mostrar aos cidadãos sénior, e que eu tento sempre aplicar, não tenha o devido retorno. A civilidade é uma estrada de dois sentidos, certo? Há muita gente que entende que a senioridade é posto. Eu discordo. Sou a primeira a ceder lugar no comboio, a deixar passar nas filas, mas sou eu que ofereço. Agora ficar calada quando me passam à frente, velhinho ou não, era o que mais faltava. Há velhinhos detestáveis, e eu não os apaparico como se nada fosse. Uma pessoa detestável em velho foi seguramente detestável em novo, e deve ter tido tanto respeito pelos velhinhos no seu tempo como têm os automobilistas pelas peões na Avenida da Liberdade.


Por isso, amigo velhinho, pateta e resmungão, temos pena! Entra com o carro directamente para cima da caixa se achares que sim, mas se eu estiver na fila (e sobreviver ao embate), pagas na tua vez!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Imbecilidade estática

A imbecilidade é, para alguns, um estado de espírito, uma característica intrínseca. Um inequívoco e indelével traço de personalidade. Para outros, a imbecilidade é como apanhar um vírus por contágio, quando estamos demasiado expostos a imbecis permanentes sem tomar medicação preventiva, ou como uma bactéria oportunista, que se nos imiscua no sistema quando andamos mais stressados, com as defesas mais em baixo e, consequentemente, mais propensos a intoxicação.
Acontece aos melhores. Aconteceu-me a mim, ontem...

Pois que ando a fazer colecção da terceira série de livros a 1€ da revista ‘Sábado’. Como habitualmente, dirigi-me ao quiosque da estação de comboios, e pedi à senhora a ‘Sábado’ e o livro. Isto porque ela tem sempre os livros refundidos algures dentro do balcão. Mas ontem não. Ontem olhou para mim bovinamente e disse-me para tirar do escaparate. E eu tirei. Sou bem mandada. O livrinho, e a revista que estava ao lado.

Pousei no balcão, ainda ajudei a fazer a dificil conta de 2,85€ + 1€=3,85€, ajudei-a a fazer-me o troco, recebendo, após sugestão, os 5 cêntimos que me eram devidos (outra operação de álgebra muito complicada) e fui à minha vida. Sentei-me no meu lugar de eleição no meu comboiozinho suburbano, saquei dos óculos, alheei-me do insuportável ‘huntz huntz’ que saía dos phones da jovem criatura ao meu lado, e peguei na minha ‘Sábado’. Examinei a capa, com muita atenção pois trazia um retrato/desenho do Sócrates, com pormenores muito interessantes de claro/escuro, que é uma das coisas que tenho de dominar nas aulinhas das belas artes e na qual, by the way, sou uma lástima. Depois, olhei para o índice, folheei uma ou duas folhas, e comecei a ler um artigo sobre um CD com covers dos Abba que a 'Visão' estava a oferecer aos leitores. Pensei ‘ A Sábado está a falar da 'Visão'? Que tontos, agora andam a fazer anúncios às prendas da concorrência? Bem, o CD deve ser muito mau, deixa cá ver que mais dizem. Hum... sai no próximo número...bizarro, n tou a perceber’. Confesso que aí comecei a sentir que estava qualquer coisa errada, mas ainda insisti em avançar mais na leitura da ‘Sábado’. E foi só quando vi um texto sublinhado a amarelo que, num súbito rasgo de compreeensão e em pânico, virei novamente a capa da revista para mim. Em letras garrafais, GARRAFAIS MESMO, estava escrito o quê? Vá em coro, todos comigo! VISÃO. V-I-S-Ã-O. VISÃO. Não era a 'Sábado', não, não...Trouxe a revista errada!!!

Quão imbecil pode ser uma pessoa que quer uma revista e compra outra, e só dá por isso mais de 10 minutos depois de a ter na mão? Eu digo-vos: é muito imbecil!

O meu único consolo é que a senhora do quiosque também não prima pela inteligência e deve ter chegado ao fim do dia com alguém muito zangado que tinha revista mas livro népia... Mas, não me sinto muito melhor por isso, até porque não suporto a 'Visão'! Acho até inaceitável que saia no mesmo dia que a 'Sábado' e dê azo a confusões destas.
Portanto, e no fundo, a culpa da minha imbecilidade de ontem foi deles, certo? Claro que sim.

E o dia de ontem foi ainda marcado pela última aula de gym com a professora que me encontrou um alterego na Amy Whinehouse. Vai-se embora :( Não mais serei recebida em apoteose, não mais serei a estrela da sala, com direito a tratamento VIP, ainda que por vezes VIP demais... A partir de terça feira voltarei a ser só mais um um rabo anónimo na luta contra os efeitos da gravidade. Efémera fama...BAH!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O que tu queres sei eu...

Dia de sol e frio cortante, daqueles como eu gosto.
Saio do Metro no Campo Grande. O Estádio do Grande ergue-se orgulhoso à minha frente. Sorrio, e vou contornando, chapinhando alegremente nas pequenas poças que reflectem as cores do arco íris. Ainda não são nove da manhã e eu não estou no escritório! Vou para a Medicina do Trabalho, e é com satisfação que antevejo as cerca de duas horas que vou passar em medições, pesagens, exames respiratórios e quejandos. Sempre são menos duas e uns pós que passo lá no sítio do demo.
Tenho o meu plano delineado: vou queixar-me muito ao sr. Doutor e fingir-me muito desgraçada, para ver se em vez do 'apto' me aparece um 'condicionado' na ficha, e se tenho de ser assim tipo, reformada mais cedo!
Corre tudo dentro do normal. A técnica de análises observa-me os braços e pergunta-me em qual prefiro. Digo' Tanto faz' (não fiques é três anos a apalpar-me as veias, que não suporto), e ela põe-me o garrote no direito. Inicio o meu ciclo de concentração, encosto-me e respiro fundo. A agulha aproxima-se e eu fecho os olhos. Mas não acontece nada. Abro um olho. A moça olha dubitativamente para o monstro inchado de azul e decide que não gosta daquela veia gigantesca. Muda de braço, e diz 'esta é melhor'. Eu olho, e não há veias à vista ali, mas ela deve saber o que faz. Digo um oração rápida, apelando aos santinhos do anti trombolho, para que o meu braço não se torne num. Resulta. Saio com os dois braços funcionais, rumo à espirografia.
A espirografia mede a nossa capacidade pulmonar. Fixe. Soprei três vezes e aquilo não passava do 'suave'. Tem de soprar com mais força, diz a mocinha. Eu soprei com força. Pois, mas tem de ser mais. Peço desculpa por não consiguir arfar como um cavalo, mas repito até estar no 'normal'. Saio dali cansadíssima, e ainda sem pequeno almoço. Questiono-me se é normal fazer um exame até que dê normal, mas como não sou médica, sigo para a consulta.
Desta vez não é a médica despachada que me diz olá e adeus num instante. Não, não, não. Hoje calha-me um mongo by the book, que me debita as perguntas todas que o seu monitorzinho lhe manda e não se ri das minhas piadas, que eu mando para o ar, na tentativa de o fazer entender que não tenho culpa se ele não conseguiu entrar para neurocirurgia, mas que tenho mais que fazer que estar a contar o meu historial clínico desde o fim dos anos setenta! Até porque já está na minha ficha. A conversa ganha interesse quando ele me pergunta se tenho queixas físicas decorrentes do meu trabalho. Recosto-me e pergunto-lhe quantas horas é que ele tem. O 'Trombas' não se ri. Suspiro, e debito-lhe laconicamente: stress, opressão, dores de cabeça, taquicardias, choro convulsivo on occasions e agora também estou pitosga. Pergunta-me: e o que pode fazer para alterar o estado das coisas? Olho para ele e digo: se calhar mudar de emprego, não? DAHHHHHH!! HELLO!!!!!
Confesso que o trombas me irritou deveras. Mandou-me também tomar fontes de um ácido qualquer, de nome irreproduzível, e quando eu lhe perguntei onde é que eu encontrava o estúpido ácido olhou para mim como se fosse de Marte e, como se eu tivesse dois anos, repetiu: então, onde é que encontra o ácido n sei das quantas? Ora eu, que gosto pouco que me façam de parva, voltei a dizer-lhe que não fazia ideia, e que se o ácido tivesse outro nome que eu pudesse reconhecer sem um compêndio de medicina talvez fosse mais fácil. Ignora-me e responde-me: nos citrinos, não é? Concluí que o tal ácido devia ser o cítrico na sua fórmula amaricada e desejei mentalmente que lhe caisse o candeeiro na cabeça.
Depois de sugerir veladamente que talvez não fosse pior ser seguida (por quem, não sei, mas palpita-me que devia estar a referir-se à minha saúde mental, o grande estupor) mandou-me para o exame de visão, no gabinete 15.
Passados 10 minutos ouço chamarem o meu nome no outro lado do corredor, muito muito longe do 15. Pego nas dez mil tralhas que carrego sempre comigo só Deus (e a minha mãe) sabem porquê, e apresso-me a percorrer o corredor, maldizendo o médico que nem um nº de gabinete sabe indicar em condições. Entro numa sala com biombos e aparece-me um homem de bigode e bata branca, que me diz:
- Bom dia! Ponha as suas coisas em cima dessa mesa e dispa-se da cintura para cima.
Excuse me????
Fico a olhar para ele...euh...tenho de me despir para um exame de visão?
E ele diz: não, vai fazer um electrocardiograma
E eu: quem, eu? Olhe que não.
E ele: sim, sim
E eu: Não, nao. não tenho isso na minha grelha, e saco do meu papel onde não estava nada que envolvesse tirar a roupa.
E ele: tem, tem. E saca da dele, onde dizia que sim.
Já eu me imaginava a ser barbaramente violada por trás do biombo, quando felizmente aparece uma enfermeira que constata que pos a cruz no sítio errado. Pego nas minhas coisas e fujo a sete pés do rebarbado. O que tu queres sei eu! Ainda se fosses giro...vai mas é pregar eléctrodos no barrigudo que está lá fora!
Haverá alguma coisa banal que não se transforme num acidente cósmico quando é comigo? Não sei, pergunto, assim desinteressadamente....

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Eu só queria beber o meu chocolate quente em paz...

No outro dia decidi convidar a minha mãe e a minha irmã para tomar um chocolate quente numa pastelaria ali perto de casa.

A dada altura, enquanto eu estava junto da caixa a pagar, ouço-as em dissimulada risota, o que, invariavelmente só pode significar uma de duas coisas: ou estão a gozar comigo, ou estão prestes a fazê-lo.
Com o mode em red alert, regresso a mesa e com seráfico sorriso, grunho:
O que é que foi? Vá!!
A Mana: nada, nada, estava a pensar numa coisa que me disseram...
E a minha mãe vá de olhar para o ar, e a minha irmã vá de se matar a rir. A coisa prometia...

Recostei-me calmamente, o sobrolho esquerdo franzido em not amused inquirição.

Por entrecortadas frases, pontuadas de gargalhadas e faltas de ar, consegui que o monstrinho me pusesse a par. E o que gostei da revelação!

Parece que o chefe dela – com quem, de todo, não privo, e a quem não creio ter alguma vez endereçado palavra– acha que eu seria ideal para um amigo dele que andará pelas ruas da amargura. Parece também que o rapazito amargurado, apesar de pouco atraente, é culto e muito atinado, mas que precisa de uma mulher mais velha (note-se a delicadeza do animal chefe!). E que tinham – a minha irmã e ele - de nos arranjar um encontro.
Toda a gente sabe que eu ABOMINO estas palhaçadas. Como tal, o meu grau de pré apoplexia foi em crescendo desde a frase 'o meu chefe tem um amigo...' até ela acabar a exposição da coisa. Limitei-me a olhá-la fixamente, em mode ‘não posso crer que me estás mesmo a contar isto’ e a tentar afastar da minha mente esta imagem:




...mas consegui controlar-me e quando reganhei consciência ainda a ouvia a falar:


Ela (a tentar redimir-se): eu sei que não queres...ha ahahahah
Eu: que perspicaz da tua parte!
Ela: mas foi tão engraçado...hahahahah...
Eu: é, estou aqui que não posso de tanto rir!
Ela:...a tua cara...hahahhahaahhaha


E vá de rirem as duas.

E é isto a minha vida...

Da Mana tratarei oportunamente (não há Acqua di Gio este ano, que é para aprenderes!). Agora só tenho de descobrir que carro é que conduz o chefe, e redecorá-lo com uns riscos a mão livre. Tenho uma chave de fendas muito jeitosa para o efeito. Depois pode pedir ao amigo amargurado que o ajude a polir!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Já não se fazem mães como dantes...

Diálogo entre a minha excelente pessoa e a minha digníssima progenitora, no outro dia, enquanto víamos a roda da sorte:

Eu: epá, não arranjavam uma mulher mais feia para assistente?

Progenitora: mas quem?

Eu: Ó Mãe, aquela coisa que tá ali, horrorosinha e parva.

Progenitora: Mas o que tem a moça?

Eu: ai, sei lá, é tótózinha. E é aquele cabelo horroroso...

Progenitora: E já viste o teu?

Eu (depois do choque): E o que é que tem o meu cabelo???

Progenitora: Tá horroroso, parece que foi lambido por uma vaca!


Os astros que conspiram contra mim já conseguiram comprar a minha própria mãe. Ok...

domingo, 5 de outubro de 2008

Hoje está um glorioso dia de sol...



Mas, como eu sou uma rapariga bafejada pela sorte, o momento mais glorioso do meu dia há-se ser mesmo a próxima dose de cêgripe! Estou é a precisar de uma coisa destas:








A não ser que o Sporting ganhe. Isso também seria um momento deveras excitante! E quem sabe mais eficaz no combate a este estúpido estado gripal...

...que vem, como sempre, na altura ideal. Não podia ficar doente no tempo do patrão. Não. Tinha de ser no meu. Amanhã estou de férias e vou estar de choco. Não é para todos, só mesmo para os felizes eleitos do GCGA (Grande Círculo do Galo Absoluto) de que sou, como é sabido, membro honorário há largos anos.

E como não posso sair sem arriscar uma pleurisia (arriscarei mais logo para ir ver o jogo, mas como vou enrolada no meu cachecol leonino, não deve haver problema), vou-me entretendo por casa a fazer vídeos sádicos. Teria muito gosto em partilhar convosco o excelente 'Os últimos instantes da varejeira Alice' mas tem 17 megas e, obviamente, não consigo fazer o estúpido upload. É pena, Boris esteve particularmente cooperante e consegui uma filmagem de grande qualidade das suas frenéticas investidas sobre a pobre mosca. O audio dos zumbidos de agonia ficou perfeito...

Bom, está decidido: amanhã, nem que esteja com 40º de febre, vou pedir a instalação do MEO com internet supersónica, que já não se aguenta a connect box da vodafone. ME AGUARDEM!

E agora, com licença, que vou voltar para o choco :(


(curioso, tinha vindo escrever um post sério, mas saiu-me isto...se calhar o cêgripe e o vinho que bebi ao almoço deram-se melhor do que eu esperava...)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Alguém lá em cima não me grama!

Duas da tarde. Vou finalmente almoçar.
O coelho com mostarda e tomilho crepita no microondas. Retiro-o e pouso o tupperware cheiroso, no lava loiça, enquanto pego no resto da tralha para ir para o terraço. Ouço os colegas exclamar 'ai, ai, ai', um baque surdo e depois 'xii...'.
Viro-me.
No chão, o coelho jaz ainda mais cadáver, numa cama de arroz agulha...
A estúpida janela fechou-se e arrastou o tupperware no processo!
Para além de ficar sem almoço, passei meia hora a apanhar bagos de arroz do chão.
Não acho isto normal!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

curtinha

Vinha eu muito airosa, avenida abaixo, aos saltinhos para não prender os saltos na estúpida calçada, quando ouço um ‘boa tarde!’ao meu lado. Ouvi, mas não liguei. Continuei a andar, e lá estava o ‘boa tarde!’ de novo. E de novo, mas mais alto ‘BOA TARDE!!’.
Virei-me - era manifestamente comigo – enquanto pensava «caraças que já dei barraca outra vez, passei por alguém conhecido e não lhe falei».
Dou de caras com um débil mental que me repetiu, yet again, ‘BOA TARDE!’ aos gritos, ao mesmo tempo que erguia um polegar em sinal de grande optimismo por estar vivo. E repetia:
BOA TARDE!
BOA TARDE!
BOA TARDE!

Não o conhecia de lado nenhum, claro, mas acabei por grunhir-lhe um ‘boa tarde, ok?’, e o homem lá se calou.

Continuei o meu caminho com a convicção de que a minha vida não é normal...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Tiro no pé...


Mais uma para a categoria 'coisas parvas a não fazer': Nunca, mas nunca, comprar essências de perfume em bazares da Tunísia. E, se se fizer essa estupidez, certificar-se que não se coloca mais do que uma gota de cada vez. Errado, muito errado, colocar um algodão com essência de jasmim na gaveta dos 'sustentáculos anti gravitacionais'
O que os amigos do bazar tunisino não explicaram é que a porra da essência se vai intensificando ao longo do dia e é activada pelo calor corporal. Vai daí, o que se pretendia ser uma subtil nuvem de perfume, tornou-se um pesadelo ambulante. Nem eu aguento comigo!
Argh...

Ps: Zabour, se fizeste isto com a tua essência deves andar a precisar de uma caçadeira a esta hora...LOL (private que não posso partilhar sem a autorização dela...sorry)

sábado, 17 de maio de 2008

Como um acidente doméstico se transforma num ensaio filosófico...

Passei pelo sítio do PsychoMind e voltei de lá a sorrir com este post sobre advertências estúpidas escritas em diversos produtos. Retive esta, por razões que em breve vos serão reveladas:

Na embalagem da tábua de passar a ferro da Rowenta:"Não engomar a roupa sobre o corpo"

Sobre esta frase ocorrem-me dois pensamentos:

a) Há aí uma liberdade de utilização que é completamente castrada, porque sendo o acto de passar a ferro resultante da vontade do dono da tábua, do ferro, da roupa e do próprio corpinho, porque diabo é que há-de vir um tipo qualquer dizer como é que havemos de passar a ferro?

b) a minha tábua de engomar claramente não é da Rowenta, porque se fosse, e eu tivesse lido a advertência, talvez tivesse pensado melhor e não tinha ficado assim, marcada a ferro e fogo, qual vitelinho da 'Ponderosa':


Antes que me considerem mais débil mental do que já me dou a parecer, deixem-me dizer três coisas:


a) Eu não passo a roupa no corpo habitualmente. Mas tinha um vinco no punho do camiseiro, que me tinha escapado aquando da passadela inicial, que ocorreu, como é suposto, em cima da tábua, e estava cheia de pressa.

b) quero enfaticamente chamar a atenção para o formato da queimadura, que lembra um peixe. Estou muito orgulhosa pelo facto de conseguir queimar-me artisticamente!

c) deste episódio, que não resultou de estupidez nem ingenuidade , mas tão somente de um risco calculado que calculei um bocado ao lado (eu sei que não é suposto engomarmo-nos com a roupa vestida, mas estava com pressa. E tentei ter cuidado. Obviamente, sem sucesso!), estabeleci um paralelo com outras experiências passadas: quantas vezes não sabemos do perigo ou riscos envolvidos em determinada acção na nossa vida e não nos atiramos de cabeça na mesma? É tudo uma questão de estar preparado para o resultado final e aceitar as consequências com a graciosidade possível. Se eu não sabia que me podia queimar? Claro que sabia. Mas também sabia que podia não me ter queimado, e despachava-me mais depressa. Correu mal... paciência. Vou deixar de engomar um punho de camiseiro em cima do punho? Durante uns tempos, provavelmente. Mas será que nunca mais vou engomar um punho de camiseiro em cima do punho? Dificilmente! Terei mais cuidado se o voltar a fazer? Com toda a certeza! Erra e aprende, para poderes errar melhor no futuro. (Claro que sim. Para a próxima, pelo menos ponho o ferro no mínimo!)
Mas agora a sério: fazemos isto todos os dias. Talvez não o engomar a roupa no corpinho, felizmente, mas todos os dias somos confrontados com os resultados das nossas escolhas. Importante é que as façamos, as escolhas. E que calculemos o risco. E que estejamos preparados para aceitar qualquer desfecho. Com mais ou menos cicatrizes. Cada uma conta-nos uma história; cada uma é um pontinho no nosso mapa. As mais fundas dizem-nos para não voltar a passar por ali. Outras, para passarmos com mais cuidado. E outras, por fim, aquelas que já quase não se notam, servem para nos fazer recordar e sorrir, seguindo em frente. Essas são as melhores. Que nunca ninguém menospreze o valor de uma cicatriz! (especialmente se ela tiver a forma de uma dourada anoréctica)

Portanto, e no limite, ainda bem que me queimei, pois tive a oportunidade de produzir estas extraordinárias cogitações...Além disso, deu azo a imensas demonstrações de simpatia no trabalho e no círculo amigável. Pelo menos até eu explicar o porquê do 'burn-aid'... ;)
E estou ainda particularmente orgulhosa da forma positiva como estou a encarar isto porque esta bodega doeu-me como o caraças!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Toma lá que (não) almoçaste!...

Sabemos o quão importante somos na hierarquia familiar quando a nossa própria mãe nos envia o tuperware da comida do cão em vez do belo bacalhau com natas...
Alguém me quer pagar o almoço?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Pergunta (im)pertinente

É normal estar no comboio, descansadinha da vida a ler, e a senhora (=mulher; =sexo feminino) sentada à minha frente dar-me um toque (supostamente acidental) com o joelho , e logo de seguida passar-me a mão pela perna toda, ao pedir desculpa? Não é, pois não?...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Não há quem não me chateie

Fim de semana. Para muito felizardos, dois dias de lazer. Para esta vossa desgraçada amiga, dois dias de reunião de condomínio. Não, não estou a gozar. Tive uma ontem, em que se levou hora e meia a realizar que não aparecia mais ninguém e que não havia quorum. E vou ter outra daqui a dez minutos, com as mesmas pessoas que apareceram ontem, para constarmos que não há quorum na mesma, e decidirmos que as pessoas presentes vão aprovar as decisões. Ok... não podiam ter feito isto ontem, não? Tenho de perder a minha happy hour por causa dos atrasados mentais dos vizinhos????
Que neura!!! E ainda por cima são burros. Ontem eu disse que a minha chave da garagem não funcionava e vem um dos condóminos, a quem toda a gente trata por doutor, suponho que por usar óculos e ter ar de professor pardal, e diz-me: mas já mudou a pilha??? Olhei para ele como se ele fosse de Marte e disse: ' mudar a pilha a uma chave?? Hum... parece-me estranho! Diz ele: não, não é a chave, é o comando. E eu: mas eu estou mesmo a falar da chave, que não abre o portão! E ele: ah, julguei que era o comando!
DAHHHH!!! Hello!!! Que paciência.
Olha, nem a propósito! Tocou-me agora o telefone. Era da PT... ao domingo!!! Isto do telemarketing está cada vez mais apurado! Mas achei piada porque a moça começou logo por dizer que se calhar era chato estar a ligar ao domingo de manhã... Não, é lá agora, a malta curte estas acções publicitárias logo de manhã! Especialmente quando estão a anunciar o MEO... especialmente quando eu digo que a própria PT me mandou uma carta a dizer que o sinal ainda não cobria a minha zona, em condições. Ao que ela responde: mas aqui no sistema diz que a sua zona tem cobertura provável. E eu: pois, provavelmente não vou correr riscos, por isso se não se importa ligue-me quando tiver cobertura de certeza!
Epá, PORRA!!!! Estou possessa!!!!~
E agora deixa-me cá ir aturar a vizinhança histérica outra vez.
UMA VIVENDA ISOLADA!!!! O MEU REINO POR UMA VIVENDA ISOLADA!!!!!!