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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Olhem quem está de volta


Estreia dia 13.
Sou capaz de ir ver. Embora ache que sem o Viggo Mortensen (Aragorn) isto é capaz de ter (muito) menos piada. Não sei, digo eu assim de repente.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

É chato...

...Quando nos 'roubam' o assunto de que queríamos falar e vemo-nos compelidos a reescrever o post à pressão para não sermos acusados de plágio doméstico...

Chato, mas não incontornável, que também qual é a piada de fazer um post para dizer que adormeci no cinema, qual octogenária narcoléptica? Na sessão das 21h30. Sim, qual é a piada? Se fosse na sessão da meia noite ainda conseguia enfiar aqui um fait divers qualquer a justificar a coisa mas, às nove e meia da noite, não estou a ver o que possa ter sido. Até porque estava tudo bem até acabarem as pipocas...A não ser que fosse do filme, claro, mas não me parece, então um tema tão excitante como o subprime americano e mais os activos tóxicos e os dinheiros e mais não sei quê, e as mariquices à volta disso, porque o outro estava na cadeia e depois saiu, e outro devia estar lá em vez dele (como deviam estar tantos que eu por acaso até conheço), e vá de falar em escroquerias e jogadas duvidosas (ah, nos filmes também há disso? pensei que era só na vida real) e mai não sei quê. Ora, a malta começa a fazer paralelos com o que vai vendo todos os dias (eu até diria no emprego, mas se calhar não convém muito, que agora é moda despedir as pessoas pelo que elas escrevem em páginas pessoais), e o subconsciente começa a achar que 'já viu o filme muitas vezes', e vai daí, desconecta. Mais vale dormir. É legítimo, é até fofinho da parte do subconsciente zelar pela minha sanidade mental em tempo de lazer, mas podia era ter pensado nisso antes de me fazer comprar o bilhete! É que, incompreensivelmente, não me devolveram o dinheiro. Isso é que eu achei mal!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fraude descarada

Nota editorial: Não, não vou falar do Face Oculta, nem da Inês de Medeiros, nem do salário do Mexia, nem nada dessas coisas que até têm algum relevo e podem de facto chocar alguém mais crente no Pai Natal e na justiça e nos princípios éticos e morais and so on and so forth. Este é um post sobre fraude, mas é declaradamente fútil.

Andava cheia de curiosidade para ver a adaptação cinematográfica do livro 'My sister's keeper', brilhantemente traduzido (como sempre) para 'Para a minha irmã', de Jodi Picoult. Gostei imenso do livro, mesmo que seja uma coisa assim para o meio 'lamechas e coitadinho', mas está bem escrito e a história tem uma fina ironia de permeio, que culmina no final. Passei no blóguio da Parisiense, e vi que ela tinha visto o filme. Como sou copiona, decidi alugar no MEO. Pois que estava tudo a correr mais ou menos, porque eu já ia com a expectativa baixinha com o elenco:Cameron Diaz como mãe não me convenceu, apesar de chorar benzito. O actor que faz de pai é um tótó, nem sei o nome dele e nem me vou dar ao trabalho de googlar. Alec Baldwin como o advogado matador...enfim...As a única que se aproveitam são as duas miúdas. Ponto. Ah, e o cão, que também esteve bem.

Portanto, estava eu com as minhas Lays Vinagreta (Sorry, J, não sobrou nada para ti), a ver as partes do livro serem debitadas à velocidade da luz, em takes desgarrados e sem alma, com um vago sentimento de 'mais valia ter alugado a 'Abelha Maia vai às compras'', quando chega a altura do final em que supostamente, e a seguir o livro, a malta chora copiosamente. Eu comecei a chorar devagarinho, em anticipação, à espera da brutalidade do final, à espera de não poder aguentar a emoção. Uma lagrimita, duas...então?...mas não tou a perceber... mas não é agora que....e depois ela...e é...por um...e vem o pai e... depois... hospital a correr...morre... Pois aparentementem NÃO!!! Só vejo o argumento todo a descambar para um sítio muito, muito escuro... Ainda gritei 'K. não sigas a luz, para o outro lado, é suposto ires para o outro lado', mas qual quê, a rapariga era doente terminal e surda, com certeza!


Imaginem que estão a ver a adaptação da Bela Adormecida e que o príncipe, quase quase a beijar a linda Aurora para a despertar do sono eterno, vê ao longe o porta-estandartes do Reino e descobre que é gay. Larga Aurora a roncar e vai enrolar-se no feno com o moço, e depois vão ambos montados num cavalo branco e desaparecem ao por do sol.


Pois tirando os enrolanços no feno, e a parada gay, foi mais ou menos isto que aconteceu. O final não é o mesmo! E não é o mesmo assim por 367 km!!! O FINAL É MESMO COMPLETAMENTE DIFERENTE E PROFUNDAMENTE MISERÁVEL.
É que não tem nada a ver.
É que quero mesmo o meu dinheiro de volta, e um processo ao realizador por arruinar o meu serão de profunda choraminguice.
Estúpido!


2000 calorias de batatas fritas para nada! Mais valia ter passado a ferro. DAMN!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

2012


Fui ontem ver...
Sugiro duas novas categorias para Oscar:

Oscar para ‘Tá bem, abelha’ ( sub categoria ‘claro que consegues pilotar um Antonov com brevet de monoplano’) e
Oscar para ‘És o maior' (subcategoria'Melhor evasão de carro, avião, e roulotte em cidade a desmoronar-se’ )

Ok...não é tão mau como ‘O dia depois de amanhã’ e rejubilem os que, como eu, reviraram os olhos na cena dos lobos famintos, que escaparam do zoo, e foram logo refugiar-se num cargueiro russo arrastado pelo Hudson enfurecido, e depois congelado algures em Manhattan, porque imaginaram que poderiam devorar os pobres moços que lá foram procurar penicilina (porque tiveram uma premonição, claro) para não sei quem que estava pré sepsis, quase a morrer, (e depois ressuscitou, claro). Em 2012, não há lobos, nem gente quase a morrer. Ali morre-se logo, não se faz de conta...Tem-se tempo para ligar aos entes queridos (que sorte as antenas de telemóvel continuarem a passar o sinal depois de serem englutidas pela terra), mas morre-se. Há outras coisas, que não posso contar para não estragar o suspense, e que são a modos que um nadinha bizarras, mas pronto, não se pode esperar muito de um filme americano sobre o apocalipse...

Mas enfim, holliwoodismos à parte...o fim está próximo. À cautela, já encomendei um bote... :)
(não posso mudar a música que o chefe tá na sala...Lamentamos!)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

He's just not that into you...

Um filme leve e cheio de humor, mas ainda assim carregado de reflexões pertinentes sobre o inesgotável tema das relações entre homens e mulheres.
Dá-nos um insight sobre a linguagem secreta de uns, os sinais que enviam (ou não) e as deturpações da outra parte, que trabalha os ditos sinais de forma muy artística por forma a não ter de enfrentar dolorosas verdades, como as dos exemplos abaixo:


“Maybe he lost my number or is out of town or got hit by a cab- Or maybe he is not interested in seeing you again?”


ou


'if a guy acts like he doesn't give a shit about you, he probably doesn't give a shit about you'.


Mais simples do que isto, é difícil. Caberá naturalmente a cada um(a) decidir como lidar com estas insofismáveis verdades...


Outra coisa que me fascinou no filme foi tentar perceber o que aconteceu à cara do Ben Affleck. Não consegui concluir se pôs botox nos olhos, ou se fez uma cirurgia maxilo facial e tirou ou acrescentou algo, mas o homem está bizarro.

Bizarro é também o melhor adjectivo para caracterizar o personagem da Jennifer Connelly: coisinha mais insípida nunca vi. Como também não suporto o seu ar de mártir à espera da crucificação final, passei as cenas todas em que ela entra a ranger os dentes. De facto, a mulher é do mais chato que existe na sétima arte.

A minha amiga Jennifer Anniston está muito bem e recomenda-se (sinceramente não percebo como é que o imbecil do Brad Pitt a trocou pela beiçola e demais acessórios insuflados da Jolie), e faz de pessoa mais 'normal'do grupo. Protagoniza uma das cenas com a qual mais me identifiquei (numa versão mais magra e mais gira do que eu, mas enfim), o que naturalmente também lhe dá pontos.

A Drew Barrymore vai de certeza ganhar o Óscar para o penteado mais medieval do ano... e sobre a Scarlett Johansson não falo, que não acho normal ser-se assim tão gira e ter um peito daqueles. Cabra!


Espreitem o trailer...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O que é um bom actor?

O que nos leva pela mão ao contar a história, fazendo-nos acreditar que a está de facto a viver? Sim...
O que se transfigura, e renova a cada interpretação? Sim...
O que nos comove, nos faz chorar, nos faz querer gritar 'cuidado!' para uma tela qualquer? Sim...
Todos os acima, e muito mais do que isto.

Mas, para mim, e desde ontem, tenho mais um critério a acrescentar : um bom actor é aquele que permite que reconheçamos a pessoa que serviu de base à sua personagem sem a ter visto previamente e sem ter, à partida, qualquer elemento que permita distingui-la de um qualquer anónimo.

Eu explico. Ontem estava no ‘zapping’. No Odisseia aparece-me um indivíduo a entrevistar uma presidiária no corredor da morte. Não sou mórbida, mas confesso que é um tema que acho interessante. Portanto, fiquei a ver. Durante dois ou três minutos tentei perceber sobre o que falavam, e ouvia a senhora a falar sobre as condições na cadeia, que tinha inimigos e tal, e que nunca mais a executavam, que estava farta da espera. Não havia alusão ao crime dela, nem ao nome. Mas, uns tiques começaram a intrigar-me. Tinha a sensação de já ter visto alguém comportar-se assim, falando com a projecção do maxilar para a frente, fazendo trejeitos com o nariz. A própria cadência do discurso tipicamente americana, com os ‘ya know’ e os ‘fuckin’ a cada três palavras, a excessiva agitação ao falar...

De repente, ela diz ‘espera!’ ao entrevistador, saca de uma escova e começa freneticamente a pentear o cabelo oleoso. E aí, tive a certeza. Fiquei só à espera de ouvir o nome para confirmar.
A senhora chama-se Aileen Wuornos, é uma serial killer e as suas proezas macabras deram origem ao filme ‘Monster’ de 2003. Ela foi magistralmente interpretada pela Charlize Theron. Tão bem que foi a personagem que me levou a descobrir a pessoa real. Isto é brutal...
Confiram: a cara de anjo da Charlize, transformou-se nisto:



E esta é a Aileen Wuornos.

Mas mais do que a caracterização, importa a essência da coisa... Eu já tinha achado o desempenho muito bom, só de observar a Charlize em acção. Mas ela tornou-se mesmo na Aileen. E não se tem consciência disto até ver a dita cuja ao vivo e a cores...