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terça-feira, 12 de março de 2013

E mais um que já cá canta...

Lembro-me de ser miúda e adorar o dia do meu aniversário. A antecipação começava um mês antes. No dia 9 de fevereiro lá começava eu a matraquear:  'sabes uma coisa? daqui a um mês é o meu aniversário. Já tens prenda para mim?'. A resposta, invariavelmente negativa, não me desmotivava minimamente. Continuava alegremente a massacrar tudo e todos à minha volta. Ainda o faço, mas já só pelo prazer de chagar a cabeça à humanidade. Os resultados são nulos, visto que continuo a aguardar o meu ipad, mas isso agora não interessa nada.

Passei um aniversário feliz (mesmo sem Ipad...), junto dos meus, mas sem grandes euforias. Começa a preocupar-me o tic tac inexorável do relógio e os malditos cientistas sem descobrirem o antioxidante que nos garanta a imortalidade de que preciso para ler os meus livros todos. Acho mal. E como acho mal, não vejo grandes razões para celebrar. De birra, não fiz nem comprei bolo. Cheguei ao escritório na segunda feira e tentei passar entre os pingos da chuva.  Debalde (adoro esta expressão). À hora de almoço, comecei a estranhar o sururu à volta do frigorífico e o vai vem de pessoas que já tinham almoçado e que estavam a voltar. Desconfiei que havia marosca mas só no último minuto. E, de repente, surge-me este bolo (com as respectivas velas, que obviamente omiti da foto já que ninguém tem nada de saber que fiz quarenta há um ano atrás!), carinhosamente feito pela MJ, e transportado a duras penas num autocarro da Carris apinhado,  num dia de chuva. 


Há coisas que nos emocionam. Este bolo emocionou-me. Ter os colegas todos a complotar nas minhas costas para me surpreenderem e me cantarem os parabéns, emocionou-me. Não chorei, que isso não é nada fashion, mas tocou-me bastante. São estas coisas que nos fazem sentir especiais. Alguma coisa de bom devo ter feito para ter amigos que me mimam assim. E isso é mesmo muito bom.

Ah, o bolo...uma maravilha! Querem uma fatiazinha? Ainda há, mas não por muito tempo...



terça-feira, 21 de julho de 2009

Todos temos um Vício na nossa vida

Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito") é uma tendência habitual para certo mal, sendo oposto à virtude.

As virtudes são sempre menos espectaculares do que os vícios, ou pelo menos fazem menos história do que estes. Por exemplo, se eu disser que sou uma virtuosa do ponto cruz, o interesse da coisa anda na vizinhança do zero. Já se eu disser que amiúde dou por mim a visualizar o Jon Bon Jovi -ou o Viggo Mortensen, que não sou esquisita-, a sair do meu chuveiro, a coisa torna-se mais gira.
Ambos (o 'acorda-mulher-és-tão-atrasada-mental' e o ponto cruz) são vícios, embora não sejam omnipresentes. E como eu tinha de arranjar o vício dos vícios e não me consegui decidir entre os gatinhos e os livros, tenho de declarar um empate técnico entre os dois, que resultou na bela composição abaixo.


É que não há mesmo nada que combine melhor do que um bom livro e um gato a ronronar no nosso colo (exceptuando talvez aquela história do Bon Jovi e eu no chuveiro, mas adiante, adiante, que isto é um blog sério... cof cof)

E com mais mais este pensamento pro fundo encerro a crónica de hoje, que como os mais atentos terão percebido pelo canto inferior da foto que tive de tirar a mim mesma só com uma mão e com grande espírito de missão, tem mais um Vício a sorrir para a objectiva. Parece que esse moço faz anos hoje (ah pois é!) e esta conversa toda era mesmo só para lhe desejar um dia muito feliz e dar a dica à malta de um Vício que é inócuo e à borla!

PARABÉNS VÍCIO!!!!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É uma vergonha...

... ser a última a publicar, mas mais vale tarde que nunca.




PARABÉNS VANI!!!

É verdade, a nossa Grafonola paralelepípeda completa hoje mais uma primavera e aqui o gatil não queria deixar passar a data em branco, apesar da manifesta falta de inspiração.

Vani, moça, tu desculpa, mas isto não tem andado fácil. :)

Já agora, e porque não sei quando é que apanho o chefe fora da sala de novo para poder dar aqui uma fugida, aproveito o título do post para manifestar a vergonha que por vezes sinto em viver neste país. Não acho normal que se apupem cantores líricos como se de saltimbancos de rua se tratasse. Não acho normal pagar horrores para me ver no meio de grunhos, que não sabem comer e não gostar, mas calar, e humilham quem esteve ali três horas a dar o litro.

Falo da representação de 'D. Giovanni', ópera do nosso estimado Mozart, que teve ontem lugar no Teatro Nacional de S. Carlos. Ia com muita expectativa, e francamente, não gostei. Odiei a encenação, os décors e a roupagem dos cantores. Não creio que resulte muito adaptar uma ópera clássica aos tempos de hoje, e de facto custou-me ver um Leporello, que eu imaginava com roupagem do séc. XVII, meio bouffon, vestido com um casaco freaky e cor de laranja e boné com a pala para trás. Custou-me ver uma Sevilha de 1600 e picos transformada em réplica da zona J e acho que os artistas mereciam melhor. E acho que fizeram o que puderam. Não achei que estivessem fabulosos, mas gostei do Leporello e da voz de D. Ottavio (embora tivesse pouca expressão dramática no olhar e postura) e de Zerlina (que reconheci como a Musetta de 'La Bohème' ).

Não gostei do espectáculo, mas ainda assim fiquei chocada quando no final se ouviram BUHHHHHHHH BUHHHHHHHHHHHH e batidas de pés no chão. Odiei que tivessem vaiado individualmente dois artistas, quando fizeram a sua vénia. Se calhar é muito comum, mas eu, leiga que sou nestas matérias, acho que, comum ou não, é grosseiro. Depois admiram-se que Portugal seja olhado de lado e os seus habitantes sejam considerados uns saloios. A cara de choque de Kevin Short (Leporello) e o beijo de apoio que deu à Katherina (Elvira) depois da vaia monumental que esta recebeu, fizeram-me corar de vergonha mesmo estando na segunda fila a aplaudir furiosamente.

Acho isto, de facto, inacreditável.

quinta-feira, 19 de março de 2009

I'M NOT 50, JUST 18 WITH 32 YEARS OF EXPERIENCE!

PARABÉNS INÊS!!!!

Que venha mais meio século de alegria e boa disposição, e que este nosso anjo demoníaco nos atente e encante durante muitos e bons anos.

Toma lá uma música para abanar o capacete como a ocasião merece, e como a tua inesgotável pedalada exige...

Um grande beijo para ti, sua cinquentona enxuta e gostosuda ;)

domingo, 8 de março de 2009

Happy Birthday to me!!!


Dizem que os homens são como o vinho: quanto mais velho, melhor.
Ainda que possa encontrar assim de repente 453 exemplos da tanga gigantesca que essa crença representa -porque, que eu saiba, o vinho não engorda nem fica careca - hoje, vou fingir que acredito. E mais, vou aplicar à minha própria pessoa, ainda que não sendo, graças ao Supremo, um homem. Tirando a ocasional dor nas costas ou o ossinho a estalar quando me levanto de repente, e, claro, a maldita gravidade, e um ou outro fio de cabelo branco, não tenho de que me queixar. Nem conheço ninguém que se tenha queixado e tenha ficado em bom estado depois, por isso é melhor irem na onda.


Sinto-me em plena forma. Venham mais 37!

E não, não me vou por na choraminguice dos presentes. Mas, se alguém conseguir que o Jon Bon Jovi me salte de um bolo, terá a minha gratidão eterna. E, pronto, ok, uma fatia do bolo. Do Jon, não, que nestas coisas gosto pouco de partilhar :)

Enquanto esse dia não chega (vou ali buscar um banquinho) fico a ouvir as Chordettes na pedinchice, o que fazem com muita graciosidade. Adoro esta canção, apesar de ter muito pouco que ver com aniversários.

Banda sonora
: Mr. Sandman - The Chordettes



Special delivery

Não, não se trata de um remake da Árvore dos Patafúrdios.


Nem tão pouco de uma experiência genética de reconstrução molecular em floricultura.


No sirs, no!
Este fabuloso bouquet resulta do esforço conjunto de um bando de desocupados que trocaram mais de 60 emails (ouço dizer :)) para conseguir desejar um dia muito especial à nossa birthday girl.


Por isso, sem mais demoras, que já só tenho dois minutos para publicar em sintonia com os outros, aqui fica:

PARABÉNS TETÉ!!!!!!!!!!!!

Que tenhas um dia em grande (e já agora umas flores a sério, sem estas ricas prendas agarradas! ;)
Muitos beijinhos

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Keep the Faith


Psst...Hey, you, birthday boy!
Tu sim, tu aí com o rabinho a abanar e a baba a escorrer... Sim, tu, Rafeiro Perfumado. Este post é para ti. Infiltrei-me nos blogues de uns amigalhaços teus, que gostam de ti a valer, e iniciaram uma corrente para te desejar um feliz aniversário. Como a malta anda sem cheta para te oferecer o maldito plasma, pagaram-me a mim para fazer uma pose sexy e deixar um pedaço de luxúria no ar. (Antes que comeces a ter ideias, repara bem no título do poste, e fica ciente que também podia ter sido 'In your dreams', só que não havia nenhuma música dos Bon Jovi com este nome...)
E agora devolvo a antena à criatura Safira -que, ouço dizer, é tão ou mais gira que eu - para que te diga umas palavrinhas, que o meu cachet não cobre lamechice.
Obrigada pelas tuas gentis palavras, querida 'Nariz Fictício'. Leva lá o teu rabo inexistente de volta para a Austrália, que agora falo eu!
Querido Rafeiro, pois que sabes que por ti faria tudo (excepto ser sócia do blargh...Benfica) e só por isso acedi a por este pau de virar tripas ex-bulímico no meu blogue... Invejices à parte, o que quero mesmo é desejar-te um excelente dia e convidar quem me estiver a ler a ir deixar-te votos de parabéns e entupir-te completamente o tasco! ;)
Agora a sério, um dia muito feliz!!! Aliás, muitos dias muito felizes, que tu mereces. Montes deles! Beijinhos e...
...PARABÉNS!!!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dois em um...

Uma das tradições francesas que faço questão de não abandonar, ainda que esteja agora por terras lusas, é o de festejar o dia do Santo com o nosso nome de baptismo. Existem aliás calendários próprios para o efeito, com a indicação do nome festejado dia a dia.
Para além de uma saudação especial, geralmente um sonoro ‘Bonne Fête!’, não está excluída a oferta de uma lembrança, pormenor que sempre foi do meu agrado ;).

Por isso fui recebida esta manhã com uma linda rosa, dada pela minha linda mamã. Sim, hoje é o meu dia no calendário!

E neste mesmo dia, há trinta (glups) anos atrás, foi-me oferecida a melhor prenda de todas. Vinha ‘embrulhada’ num babygrow cor de rosa, de onde espreitava uma carinha vermelhusca e esfomeada, que anunciava a sua chegada ao mundo a plenos pulmões. A minha mana linda nasceu no meu dia. E esta, hein?

Para ti, M. com um grande beijo de parabéns!!!