segunda-feira, 12 de abril de 2010

Feeling... bitchy!

Por uma questão de logística pessoal ando a chegar ao trabalho muito mais cedo. Quase uma hora mais cedo. Saio à mesma hora, e não, não me pagam mais por isso, mas também não faz mal porque estar aqui mais cedo não significa obrigatoriamente começar a trabalhar mais cedo. Era bom (para o patronato), mas não é isso que acontece. Mas a culpa não é só minha. Há várias coisas que me impedem de começar a trabalhar logo que aqui chego. Começa logo por ser a minha fraca força de vontade. Olho para a agenda e...não me apetece. Pronto. E depois, convenhamos que é difícil uma pessoa concentrar-se no trabalho com a senhora da limpeza a borboletar com o seu pano do pó e a borrifar-nos a sala com sabe Deus o quê. By the way, senhora da limpeza, não gosto do novo ambientador: cheira a (mau) perfume avulso e faz-me lembrar as tias entradotas e cheias de pó de arroz que se apanham no metro e que nos fazem rezar por uma máscara anti-gás por mais inestética e fashion que a coisa seja.

Mas o problema mais grave do chegar mais cedo é que toda a gente que vai chegando acha que queremos companhiá. Não queremos. Não queremos conversa, especialmente às segundas feiras. E se dizemos 'bom dia' e voltamos a mergulhar no que estamos a fazer, e não perguntamos nada, é porque se calhar, mas assim só mesmo se calhar, não nos apetece conversar. E se, enquanto nos contam os problemas com os filhos, os periquitos e as idiossincrasias de outros colegas, nós respondemos por monossílabos, e não adiantamos mais conversa, se calhar é porque não estamos mesmo nada interessados. Há alguma dificuldade das pessoas entenderem que alguns de nós não precisam socializar 24h por dia e partilhar os problemas existencias antes das nove da manhã. E que a nossa empatia acaba onde começa o profundo tédio. Ora eu dou-me muito mal com o tédio, e dispensava perder tempo a ser cortês e educada e a fazer acenos de cabeça e hum hums como se quisesse saber. Não quero. Sou antipática? Temos pena!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Limpeza

Li hoje no jornal que o FCP terá alegadamente aliciado pela porta do cavalo o Sr. André Villas-Boas para substituir mister Jesualdo e que, por isso, o sr. André Villas-Boas já não será o próximo treinador do meu Sporting. Sobre isto, três palavras: GRAÇAS A DEUS!

Portanto, o meu público agradecimento ao FCP por impedir que o tiozeco do nome com hífen vá para Alvalade. Já lá temos tiozecos a mais, e não precisamos de mais candidatos a cabelo Pantene, que o Miguel Veloso já trata da coisa sozinho.

Já agora levavam também o sr. Costinha, que ninguém percebe muito bem o que lá anda a cheirar. Tenho nada contra o senhor, que até é casado com uma ex colega minha e com quem já privei num casamento (o homem não abriu a boca, não é lá muito simpático ao vivo), mas parece-me a mim que insistir em colocar ex jogadores como directores desportivos não leva a lado nenhum. Especialmente quando esses ex-jogadores nem sequer jogaram no clube, têm o carisma de uma lagarta da couve e uma credibilidade ao nível da de uma ameba acéfala. Disse o Sr. Costinha: 'comigo o Izmailov não joga mais'. No jogo a seguir, Izmailov é convocado. Dir-me-ão: o Sporting precisa do Izmailov. E eu digo: precisa com certeza. De quem não precisa é do Costinha. DAHHHHHHHHHHHH!!!!!!

Continuaria a dissertar, mas preciso ir googlar para ver se os melros piam. Assaltou-me esta interrogação esta manhã, ao descer a avenida. E também tenho de ir ver o que quer dizer sonhar com uma morsa albina e um lago cheio de rãs... Voltarei com as respostas a estas pungentes interrogações oportunamente.

Obviamente não consegui encontrar uma foto de uma morsa albina... há registos de crocodilos albinos, lontras albinas, escorpiões albinos, esquilos albinos e um golfinho cor de rosa, mas morsas albinas népia! É o que eu digo, o Universo conspira contra mim. Tenho de sonhar com bichos que não existem! Damn!!!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mudasti!

Ando há uns tempos a reflectir sobre este espaço lúdico. Não muito, é certo, como se pode deduzir pelo tempo miserável que lhe tenho consagrado ultimamente, mas só esse facto per se é prova evidente de que algo está mal no reino da postagem.
Que os facebooks e twitters e afins têm andado a matar a blogosfera não é novidade para ninguém. Não serei com certeza original nesta minha consideração. Compreende-se que as pessoas tenham menos tempo para dedicar à escrita se estão ocupadas a brincar aos latifundiários e têm horas marcadas para apanhar as couves e os ovinhos (sim, estou directa e inequivocamente a atacar o Farmville. So shoot me!). Não que seja o meu caso, obviamente, que tenho plantas e animais a sério e esses precisam mesmo de comer, mas é um facto que a blogocoisa tem andado mais abandonada e menos interactiva ultimamente.
Que tenho tido alterações significativas na minha vida que também me têm substituído a atracção pelo teclado por outro tipo de descobertas e pequenos prazeres há muito esquecidos, como o simples acto de passear ou andar de bicicleta, também não é menos verdade. Tenho tido menos tempo livre. Ou melhor, o tempo livre que tenho tem sido empregue de outra forma, e não sobra quase nada.
E depois temos também o facto da auto-censura, que acaba inevitavelmente por colocar-se ao fim de uns tempos de escrita e interacção com quem nos lê. Se contar pequenos episódios caricatos do dia a dia não tem mal nenhum, e só compromete, quando muito, a minha dignidade pessoal, já tecer considerações sobre a imbecilidade do patronato, coisa recorrente nos meus dias úteis, pode complicar-me a vida. Tenho andado anestesiada pela picada do bicho do 'politicamente correcto', e modero muito o que escrevo (ou não escrevo de todo) sobre muita coisa porque sei que pessoas que eventualmente me lerão poderão ficar, digamos, melindradas. Por acaso sou de opinião que é saudável a argumentação de pontos de vista diferentes, mas também já me tenho chateado à conta de amuos e nem sempre tenho pachorra para isso. Por isso, tenho evitado temas sensíveis. Tem sobrado os gatinhos, o Sporting e pouco mais, e, pese embora tenha forte apreço por ambos os temas, parece-me que se calhar já chega. E, porque já recebi queixas formais (olá Luís! ;)), se calhar deixava-me de mariquices e salamaleques, e voltava a ser corrosiva quando me apetece.
E é nesse princípio que declaro reactivado a full time o tasco.
E começo já por dar Graças por finalmente se ter lançado a suspeita da mácula sobre a pretensa Santidade do ex Cardeal Ratzinger. Tenho para mim que aquela alma é o anticristo, e ninguém me convence do contrário. Há anos que faço o sinal da cruz de cada vez que a criatura aparece na TV, não por devoção, mas por medo. Medo que aqueles olhos de fuinha apanhem boleia das hertzianas e se me cravem na alma para minha danação eterna. Medo. Aquele homem mete MEDO! Era um feeling... Agora o Mundo começa a abrir a pestana. Não sei factualmente se a criatura é culpada de conivência com pedofilia ou não. Imagino que sim. Sei que não gosto do homem e que isso não me surpreenderia. Sei que a Fé Cristã e a Igreja que a processa merecia mais digno representante, isso garantidamente. Ou, vistas as coisas por outro prisma, se calhar a Igreja tem em Ratzinger e afins, aquilo que merece. Seja como for, a verdade é que os fieis merecem, seguramente, uma Igreja Católica Apostólica Romana mais limpa e mais virada para os seus rebanhos do que para o seu próprio umbigo. Digo eu...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Adeus Girassol


O meu afilhado Girassol partiu dia 15 de Março.

É incrível como um gatinho que eu nunca vi, e em que nunca toquei, me consegue marcar assim.
Este post é para o Girassol, e para os muitos gatos e cães que diariamente morrem anónimos nos canis, que felizmente os recolhem após serem abandonados e maltratados, ou nas bermas das estradas.

Este post é também para quem queira de alguma forma contribuir para aumentar o conforto dos animais recolhidos nas diversas instituições quando não se lhes pode dar uma casa. Façam-no! E, mesmo sabendo que é pouco, mesmo sabendo que não se consegue chegar a todos, chegar a algum já é muito bom. Se não se pode adoptar, apadrinhe-se. Nem chega a um almoço por mês. É um pequeno gesto, mas as associações agradecem.
Eu também tenho a agradecer à União Zoófila por me ter informado pessoalmente da morte do Girassol. E à Sofia, uma das voluntárias, por de forma desinteressada e espontânea, me ter contactado porque lidava de perto com o Girassol e me podia dar notícias. Esta foto, por exemplo, foi a Sofia que me enviou. Também se ofereceu para me receber na UZ, quando fosse visitar o Girassol, visita essa que adiei... e que já não poderei fazer. Fica-me essa mágoa. Lembrete para não voltar a adiar demais.
E tenho de me penitenciar por ter sido injusta há uns tempos atrás. Não está esquecido. Mas ainda não vai ser hoje.


Hoje é só para lembrar o 'meu' menino Girassol.

terça-feira, 16 de março de 2010

Preso por dar moeda, preso por não dar nota

Desço a avenida com o solinho a fazer-me companhia. Entretida com os meus botões, só vejo o homem quando já quase passei por ele. Assusto-me quando ele me interpela 'Dê-me um euro, é para comer'. Olho para os olhos encovados, para o cabelo e barba desgrenhados que não escondem a idade e as privações, e não tenho coragem para seguir em frente. Páro. Mentalmente revejo o conteúdo da minha lancheira e concluo que não tenho bolachas nem bolos ou fruta que lhe possa dar. E faço uma tontice. Tiro a carteira à frente dele. Remexo nas moedas e dou-lhe um euro. Mas ele, mais alto, consegue ver duas notas de cinco. Pede-me uma. Chantageia-me descaradamente 'Dê-me os cinco euros...é para comer. Um euro nem para uma sandes dá. Não me compra um prato de comida? Ainda não comi nada hoje'. Hesito. Acabo por dizer 'não pode ser, tenha paciência'. Passo ali todos os dias, não quero criar precedentes. Não posso alimentar todos os pobres de Lisboa.
Mas sinto-me mal na mesma...
Fuck.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Galo strikes again

Depois de um dia cão, daqueles bem irritantes, em que tudo o que pode correr mal corre ainda pior do que o previsto, chego a casa e constato que o meu fiel Mégane, que ficou de férias ontem, tem um papel no parabrisas. 'Oh joy!' pensei eu, mais um panfleto para a festa da espuma numa qualquer discoteca decadente da zona. Mas não...não era. Era mesmo um bilhete que rezava 'Boa noite, dei um toque no seu carro. Favor contactar-me no 96...'. É claro que, com cerca de 25 carros na zona, tinha de ser o meu. Mas tudo bem. Fui ter com o moço, que é meu vizinho, e ele muito atrapalhado lá me explicou que foi a namorada, que tirou a carta há uma semana, bla bla... Identifiquei-me com a moça, coitada. Eu, com duas semanas de carta, raspei a traseira toda num muro, e o mégane, que tive já com mais de cinco anos de carta, tem vários riscos de 'excesso de confiança'. Acontece, pronto. E, como para mim um carro não é extensão nenhuma de feminilidade ou seja lá o que for que se possa comparar à tara que têm certos homens com os carros (os que passam o fim de semana a aspirá-los e a afagá-los com a camurça, e de certeza só não dormem com eles porque o buraco do depósito deve ser corrosivo), não estou por aí além preocupada com a chapa amolgada.
Até porque tenho o porta bagagens em pior estado. Aliás, neste momento não uso o porta bagagens. Ficou-me nas mãos no parque de estacionamento do Modelo no mês passado. Ao que parece, partiram-se os pernes (seja lá o que isso for. Mas são dois, aparentemente, e estão ambos partidos. A partir, parta-se em grande!).Isso sim é um acontecimento radical: estar 15 minutos a segurar um porta bagagens preso por uma unha à espera do cavalheiro salvador que, montado no seu branco corcel, me tirasse daquela situação. Antes de este chegar ainda passaram vários cavalheiros. Mas vinham a pé. Deve ter sido por isso que nenhum achou pertinente perguntar se eu queria ajuda, apesar de terem olhado com algum interesse antes de carregarem os seus carros, cujos porta bagagens tinham os pernes inteiros, e se aguentavam lá em cima sozinhos, contrariamente ao meu. Devo ser muito gira a segurar um porta bagagens, é a conclusão a que chego.


Anyways...duas considerações a reter disto tudo:
a) Constato com feliz agrado que ainda existem pessoas cívicas e responsáveis, que deixam o contacto quando batem num carro e se prontificam a suportar a reparação. Menos mal.
b) Tenho o Mégane todo estropiado. Aceitam-se donativos para aquisição do Mazda.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Blog interessante para os amantes de animais


Tomei a liberdade de nomear este feneco (ou raposa-do-deserto) embaixador do blogue mais giro que encontrei nos últimos tempos e não resisto a partilhar o link:


Aqui podemos assistir ao nascimento de belugas, ver crias de urso polar a fazerem tropelias, admirar o aspecto das crias de animais bizarros (como o pangolim) e derreter com os bébés animais em geral. Eu cá sou fã!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nunca entendi muito bem esta coisa de comemorar os ‘dias de...'. O Dia da Mulher então passa-me completamente ao lado. Tão ao lado que já por duas vezes hoje respondi aos ‘parabéns!’ de colegas com um inocente ‘Obrigada, mas não é hoje, é só amanhã’, pensando que teriam feito confusão com a data do meu aniversário (sem no entanto compreender muito bem como, dado que apregoei a coisa com uma semana de antecedência, e com várias insistências diárias).

O facto de eu também passar a vida a andar de metro mas nunca estar à hora certa ou na estação certa onde estão a dar uma flor às mulheres que vão passando também não ajuda a que eu não me lembre que há um dia da Mulher, e que por acaso é hoje. Na verdade, varreu-se-me de todo. Pronto.

Não tenho nada contra o dia em si, ou as Mulheres e as suas conquistas em geral, mas irrita-me que toda e qualquer mulher seja celebrada. Há grandes cabras por aí. Eu gosto de cabras, mas só das que fazem bééée-béeee enquanto saltitam no pasto. E, não sei... eu cá quando homenageio alguém, gosto de saber que essa pessoa fez alguma coisa de valor. Ter mamocas não constitui um grande feito para mim e, portanto, sou muito pouco permeável a essa mariquice do dia da Mulher. Se fosse feriado ainda via alguma vantagem na celebração. Agora receber um ‘parabéns pelo dia da Mulher’ do senhor que vem entregar as compras do Jumbo online ao escritório não contribui lá muito para a minha felicidade. Mas posso ser eu que sou esquisita...

Eu gostava mesmo era que houvesse um dia Nacional do Atrasado Mental. Isso sim, seria celebrar uma excepção (embora a excepção seja cada vez mais a regra neste país) e um esforço reconhecido. Não é qualquer pessoa que pode ser um Atrasado Mental. São necessárias extraordinárias valias para conseguir reduzir uma massa encefálica à partida normal ao tamanho de uma avelã seca, e conjugar uma inteligência equiparável à de uma ameba num dia mau com os modos sociais de um javali do monte. É preciso ser-se muito bom para perder toda e qualquer noção de civismo, cortesia e interacção social. É dura a vida do Atrasado Mental.
Portanto, eu acho que nesse dia, sim! Devíamos todos dar azo à nossa vontade de recompensar o esforço do Atrasado Mental e torná-lo inesquecível para todo o feliz homenageado que se nos atravessasse no caminho. Se nesse dia o uso da força excessiva para infligir ofensa corporal grave e intencional não fosse penalizada, garantidamente eu seria a primeira de marreta na mão, à coca de um Atrasado Mental que ainda estivesse de pé. Ou que, já deitado, ainda mexesse, que bater em mortos não tem graça nenhuma porque a circulação sanguínea pára, o sangue já não jorra e a vítima já não estrebucha sequer. Um desperdício de energia, portanto.

Esse seria um dia interessante de celebrar, e que traria diversão às massas. A mim, especialmente, que convivo com vários diariamente e encontro novos todos os dias. Agora o dia da Mulher...pfffffff, big deal!

Apesar de tudo, a todas as Mulheres que (ainda) passam por aqui (e que assim se destacam pelo seu apurado bom gosto) desejo um dia em grande!
Banda Sonora: You make me feel like a Natural Woman - Aretha Franklin

segunda-feira, 1 de março de 2010

1...2...3...




...foi a conta que o Leão fez!


Eu sei que não se faz... mas não resisto...
E como o blogue até é meu...
Jesualdo, vai buscar!!!!


Banda Sonora: Time to say goodbye
(se não podes vencer, leva um dos inimigos ao buraco contigo...)

(ironia? não, não, não há nenhuma :))

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Modernices



Ainda me lembro da cara de espanto de uma prima minha que mora em Paris ao ver-me pagar a electricidade e o telefone confortavelmente sentada em frente ao PC. Não sei como é agora, mas até há uns anos atrás o conceito de homebanking era uma coisa que não lembrava aos nossos amigos gauleses. Parece-me que nisto somos pioneiros. Se não somos pioneiros somos pelo menos muito bons, e não há cá mais conversa.


Eu não conseguia viver sem homebanking. Quer dizer, conseguia, mas era chato. Eu cá gosto de não ter de ver a cara de tótó do meu gestor de conta no balcão da agência. Ainda se o tipo fosse giro...mas não é. Temos mais que fazer.




E, lá está, estou tão habituada a ver tudo na net e a arquivar (sem ler, confesso) a papelada que banco me manda que me presto a fazer figuras parvas como a que passo a descrever a seguir.

Diálogo entre Safira Maria e o simpático operador do Help Desk online de uma entidade bancária nacional (não queremos cá estrangeiros a guardar o nosso tostão!)

Simpático Operador: Boa tarde, o meu nome é ... em que posso ajudar?
(vou saltar a parte do bla bla em que perguntam quem fala e se estamos bem de saúde e bem dispostos com a vida)
Safira Maria: Boa tarde, sabe o que é, é que eu gostaria muito de começar a reunir a minha papelada para o IRS e ainda não recebi as declarações fiscais de 2009. Pode verificar se há algum problema, por favor?
Simpático Operador: ah, pois não há problema nenhum.
Safira Maria (já a preparar-se para mandar vir): não? Mas eu não tenho as declarações...
Simpático Operador: Tem sim. Estão online. Já não recebe em papel.
Safira Maria (já a bufar): QUÊ???Não recebo em papel? Estão online? Mas eu não sabia de nada, como é que estão online e eu não sei?
Simpático Operador: Mas foi informada no dia tal, também na sua área de informação online. (embrulha!) A sua conta está parametrizada para receber o extracto e as declarações digitais online, e não em papel (ouve-se em fundo a comunidade arborícola a bater palmas de contente)
Safira Maria (à beira da apoplexia): Curioso, eu não pedi para ter extracto digital (eu cá gosto de papel a atafulhar-me dossiers) (ouve-se o resfolegar furioso da comunidade arborícola) (Opá, eu planto coisas e nunca apanho flores na natureza, não me chateiem, sim?!), como é que me parametrizam isso sem eu pedir?
Simpático Operador: Pois não pediu, mas recebeu uma carta no dia Y (vai buscar!), com o seu extracto (o tal que eu arquivo sem ler) dizendo que a partir de 2010 ia ser assim e que todos os clientes com acesso online deixariam de receber correspondência, a não ser que expressassem o contrário por escrito. Como a Senhora não disse nada... (embrulha e vai buscar de novo!)
Safira Maria: (sentindo-se brutalmente imbecil..) Ah!...(silêncio em que o sorriso cínico do simpático operador é quase palpável)...certo...(Bom, you win!...) e então pode ajudar-me a encontrar no site as declarações para eu imprimir?
Simpático Operador (em mode magnânimo): Com certeza. Estão aqui bla bla bla, opção n sei quê, tra la la. Mais alguma coisa?
Safira Maria (bem, era um carro novo, mas pronto): Não, não, muito obrigada pela sua ajuda.

Moralidade: eu fui um nadica totó, mas o que importa é que o meu banco é um espectáculo! Tenho as declarações com um click.
O meu banco, tecnologicamente falando, é um espectáculo!


Este país, tecnologicamente falando, é um espectáculo!
Está pejado de imbecis, mas os não-imbecis tecnicamente bons, são mesmo muito bons!

VIVA O HOMEBANKING!!

Posto isto, deixo aqui uma palavra solidária à malta que não tem homebanking e leva 37 facturas para pagar no multibanco, geralmente quando eu preciso mesmo mesmo de levantar dinheiro: ARDAM NO INFERNO!!!!