sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vão buscar!


Coisa mai linda que é a FÉ!!!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

É hoje que os comemos!!!


Os bifes que tomaram de assalto o Rossio, mais as suas grades de cerveja e estes cachecolitos dependurados dos seus rosadinhos pescoços de porquinhos anglo-saxónicos, podem ir a rastejar para casa.
Digo eu, cheia de fé.
Se a coisa correr mal, amanhã volto para dizer mal do árbitro!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Serendipity




Sempre gostei desta palavra.


Gosto do som (faz-me pensar em serenidade) e gosto do significado. Gosto de saber que há uma palavra gira que consegue descrever uma feliz coincidência. Gosto de saber que existe uma palavra gira e mais curta para 'Anti-Grande-Galo-Universal'.



Assim como Cristóvão Colombo, que procurava a a Índia e virou para o lado errado, acabando por descobrir a América, também eu, volta e meia, encontro coisas boas sem as procurar, ou procurando outras. Como no mês passado, em que encontrei 25€ num bolso do saco de ginástica quando procurava umas meias!


Este não é com certeza o mais glamoroso nem o mais significativo episódio 'serendipético' que conto no meu currículo, mas apeteceu-me prestar aqui homenagem às grandes conquistas inesperadas e aos fortuitos acasos que nos fazem felizes e nos dão também a coragem necessária para nos mexermos pelo que queremos.

Enquanto o Sporting não ganha e tal...a malta tem de ir escrevendo sobre outras coisas.


Banda sonora
: At my most beautiful - R.E.M

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ó júbilo, ó incomensurável alegria! Aí está o Carnaval de novo...

Chego ao ginásio envolta num casaco comprido. Só eu e poucas testemunhas ( entre as quais três gatos assustados e um labrador circunspecto) sabemos o que ele esconde.


Entro no balneário. Fátima, o palhaço, e Cristina, a menina da escola, com o seu bibe verde, já estão na finalização das pinturas. Olham para mim com ar reprovador até verem os traços brancos que tenho na cara. Nasce-lhes um sorriso de esperança.


Desaperto o casaco. A tensão sente-se no ar. Parece um filme do Brian de Palma. O palhaço e a menina da escola não tiram os olhos mim à medida que vou revelando o feltro cor de rosa que me envolve desde meio da coxa até ao pescoço, salpicado por uma mancha branca na zona da barriga. Não sabem bem o que pensar até verem o pompom branco que trago acoplado ao rabo. A colocação das orelhas já só é mera confirmação.

Se eu podia ter-me inscrito num ginásio que não nos obriga a ir mascaradas (de coelho obeso) para a aula? Podia...mas não era a mesma coisa.




Não era bem isto, mas em termos de ridiculo andou lá muito perto...


E fazer os abdominais com o pompom no rabo? Do melhor!!! Lá fiz o frete, mas raspei-me assim que pude, mesmo a tempo de evitar a triste demonstração do meu miserável sambar, e consequente - e inevitável - comparação com um saco de batatas com uma crise de epilepsia.


Banda Sonora: Não deixe o samba morrer - Maria Rita

(opá...por mim podem sambar até cair para o lado. Desde que eu possa estar a fazer outra coisa qualquer)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Interrompemos esta emissão para dar conta de uma notícia especial


SOU OFICIALMENTE DO SPORTING DE BRAGA!


Banda Sonora: The Unforgiven - Metallica
(carinhosamente dedicado ao palhaço do João Pereira, que ainda por cima me custou um jantar para sete!) (João Pereira, se me lês, por favor não me processes por difamação. Chamo-te palhaço com o mesmo carinho com que te chamaria atrasado mental, a ti e a mais meia dúzia dos teus colegas!)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Feeling...Narcisa



Digam lá que não gostavam?... Ah pois é!

Tenho para mim que é uma tentativa da linda calcadinha portuguesa se redimir pelos saltos todos que já me estragou, a grande cabra! A lambe botice desceu à rua, é o que é.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Há 28 anos...


...Que não te vejo.

...Que não ouço a tua voz.

...Que não ouço o teu giradiscos a tocar os albums do Joe Dassin.

...Que não fico sentada em respeitoso silêncio a ver-te manusear os catálogos e os selos.

...Que não me ralhas quando desenho desalmadamente arabescos num papel, porque estou a gastar tinta da esferográfica para nada.

... que demasiadas coisas estão mais pobres sem ti e que odeio profundamente o mês de Janeiro.


Há 28 anos recebemos o telegrama do hospital. E eu, do alto dos meus 10 anitos, a armar-me em forte, fui buscar um vestido preto e vermelho, porque era o que de mais escuro tinha. Ninguém reparou que eu tinha mudado de roupa. Não era sequer importante, mas foi o que me ocorreu na altura. Tinha de mostrar que compreendia o que se passava, embora me quisesse dissociar porque doia demais e era uma mudança demasiado brutal.

Nunca falei da tua partida. As pessoas vinham ter com a mãe e eu via-a a chorar, mas eu nunca me fui abaixo em frente a ninguém. Quando me falavam de ti, desconversava. Para não dar parte de fraca, acho eu. Abafei a dor, e só a deixei sair muitos anos depois. Revoltei-me, culpei-te por nos teres deixado, culpei-te por uma série de coisas que não aconteceriam se cá estivesses. Fi-lo porque era mais fácil culpar-te a ti do que crescer um bocadinho e assumir as minhas próprias escolhas sem culpar o mundo e arredores.

Entretanto cresci. Hoje sou mais forte. Também graças a ti, e aos ensinamentos que retenho do pouco tempo que tivemos juntos. Afinal, foste tu que me ensinaste a andar de bicicleta e me ajudaste a acreditar que não ia cair. Foste tu que me disseste 'levanta-te e monta de novo' quando o cavalo me atirou ao chão. E eu chorei, porque tinha medo, porque me doia, mas levantei-me e voltei a montar o cavalo. Mais por orgulho que por vontade. Ainda hoje sou assim. E é este orgulho teimoso de que me lembro amíude e que me mantém de pé quando a vida não me corre bem. Tenho domado alguns cavalos. Tenho caido de muitos outroas ao longo da vida, como sabes. E lembro-me sempre daquele paddock poeirento e de comer areia, e das lágrimas a picarem-me nos olhos. Mas também me lembro do meu primeiro galope, do orgulho que senti por saber que estavas a ver e a sorrir de orgulho também. E essa vontade de te fazer orgulhoso acompanha-me sempre, embora nem sempre a entenda completamente.

Há 28 anos que tenho saudades. E que me pergunto como seria se ainda estivesses por cá. E resolvi dizer-to hoje. Levei 28 anos a chegar aqui, mas cheguei.

Beijinho, Pai.

Banda Sonora: Hurt - Christina Aguilera

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Wishing you a Merry Little Christmas



Este ano não te escrevi, Pai Natal. Acho que mereces uma folga, que bem farto deves andar de distribuir PS3s e plasmas e empanturrares-te com os biscoitos que as poucas crianças que ainda acreditam em ti te vão deixando na chaminé. Pessoalmente acho que fazes mal em comer essas porcarias, mas hey, os triglicéridos são teus!

Por isso, Pai Natal, este ano não quero nada. Tenho tudo o que preciso. O meu Mégane ainda só me deixou na mão uma vez por causa do nevoeiro, e hoje consegui aparafusar a porta para não me ficar o puxador na mão, portanto, por mim, o Mazda não precisa vir já já.

O Jon Bongiovi, vi-o recentemente e achei-o acabadinho, andou ali botox de certeza, de modos que também não sei se o quero no sapatinho after all.

Roupinha tenho com fartura graças a Deus, e descobri agora uns sucedaneos de perfume que cheiram como o original, mas têm um frasco mais foleirinho, e olhem que ralada que eu estou com isso!! De modos que de fragrâncias para andar cheirosa, também ando servida.

Livros é para esquecer, aliás agradecia à Bertrand que não me desse mais vales para desconto em futuras compras, porque é um círculo vicioso e eu não me consigo controlar. Já agora, se por acaso a minha irmã te tiver dito que eu gosto de livros indianos ou sagas de pobres moças chinesas com os pés enfaixados, é mentira! Mesmo que tenham ganho o Book Award não sei quê, Pai Natal, não me deixes livros indianos nem chineses que não tenho mesma pachorra nenhuma para culturas que ninguém entende!

Ah, e Pai Natal, não precisas mesmo de te estar a chatear a enfiar-me mais um conjunto de paninhos de tabuleiro ou o set para refeições, ou o sapatinho de lã, ou algum dos presentes da categoria 'prendas tipicamente inúteis e ainda por cima foleiras', que alguma tia se encarregará disso de certezinha absoluta.

Portanto, não quero mesmo nada.

Acho que este é mesmo o Natal em que me estou mais completamente nas tintas para os presentes. Talvez porque tenho recebido presentes a sério ao longo do ano, daqueles bons, não tangíveis nem etiquetáveis, que não vêm no embrulhinho pipi, que não se trocam porque são o que de facto gostamos e queremos, e que nos fazem felizes porque sim. Tenho sido afortunada este ano, tenho sim.

Por isso, Pai Natal, se quiseres parar na minha chaminé estás à vontade. Pago-te um copo e dou-te um abraço, e até te dou água às renas, mas não precisas deixar-me mais nada em troca.


FELIZ NATAL PARA TODOS!!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sou pela tradição...

...e parece que está na altura de fazer a árvore de Natal e o presépio.



OH JOY!!!! Aqui está uma ocupação que adoro...


Enfeitar o pinheiro de Natal deve ser uma coisa gira à brava de se fazer quando as luzes não estão todas embaraçadas, os enfeites combinam e não temos três coisas peludas aos pulos a puxar as fitas de um lado enquanto as tentamos puxar para o outro. E isto já é a parte menos divertida, porque gira, gira, é a fase de montar a estúpida árvore. Gosto muito do sistema de árvore aos módulos e com pecinhas em acessório. Gostei especialmente de ter perdido meia hora à procura da base onde encaixar os pézinhos...(nota mental: lembrar-me para o ano que a base já vem acoplada ao tronco...).

Para não variar, o meu espírito natalício anda na zona do menos vinte e três. Tenho nada contra o Natal, só me irritam os histerismos do Natal. Ainda não comprei presentes, não pensei sequer no que vou comprar, a ideia de me enfiar em lojas dá-me urticária e estou-me assim a modos que um bocado nas tintas para as Seasons Greetings ciente de que há gente a morrer de fome e eu vou estar a empanturrar-me e depois a gastar dinheiro em ginásio para abater o rabo. E sei que não posso fazer muito contra o facto de existirem pessoas com menos sorte do que eu, mas posso evitar andar histérica com o Natal. É o que faço, pronto. E também ando a modos que ocupada com coisas mais pertinentes, e até porque assim de repente só tenho mais 324 coisas interessantes para fazer no feriado, resolvi perder parte desse tempo precioso a enfeitar o canto natalício (da lareira para lá) e 'amandar' uns pais natal e uns bonecos de neve e velas de ursinhos com gorros vermelhos por cima dos móveis e colocar uma meia na chaminé e essas coisas, ciente de que o meu Mazda 3 vai lá caber e tudo...
E pronto, da minha falta de pachorra generalizada nasceu isto:




E sim, eu sei que a foto está uma porcaria, mas também não me apetece tirar outra.

A ideia não é original, eu sei. Também temos pena, mas não tenho bonecos novos. Sim, José e Maria e o menino Jesus são os mesmos do ano passado, embora com roupagem mais Woodstock, mas notarão com certeza o esforço em colocar a bicheza que aquecia o menino no estábulo. Claro que a vaca é aqui uma ovelha, o burro fez um upgrade para cavalo empalhado e acrescentei um porco porque não tinha mais nada dado que os gatos me deram cabo dos reis magos do ano passado. Não há mirra, nem incenso, nem ouro nem coisa nenhuma este ano, menino Jesus felino. 'Tá crise. Lamentamos.

Chamo ainda a atenção para o Pai Natal I-am-king-of-the-world que atei ao topo da árvore como se da proa do Titanic se tratasse. Não sei se é uma ideia inteligente andar a ridicularizar o Pai Natal antes de lhe escrever a minha carta, mas pronto, agora que fiz as pazes com o Grande Galo Universal ando a esticar a corda até ver...

Banda Sonora: Do they know it's Christmas time - Band Aid

(carinhosamente dedicada a todas as pessoas que acham esta canção extremamente irritante)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É a chamada ideia cretina...

Dona, eu sei que estou gordinha e preciso de exercício, mas não achas que podias evitar levar-me a pé para o Castelo porque 'ainda não está a chover e deve dar tempo'? Olha, que abraces o Galo Universal eu até acho bem, mas que aches que lhe podes ganhar... Da próxima vez que o quiseres abraçar, não me queres deixar em casa, não?

E não é que não ache que te fique a matar o cabelo a escorrer e colado à cara, e o teu ar globalmente miserável, mas se calhar tinhas levado um guarda chuva, ou pelo menos um impermeável. Ficavas com um ar menos tótó do que com o cachecol enrolado à taliban, mas hey, sou só um cão! What do I know...
Enfim, dona, eu gosto muito de ti, mas quando me dizes 'Anda lá, Sasha, é só chuva molha parvos'...errrr...pois...I rest my case!