sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O 'Areias' revisited



Um amigo disse-me que é terapêutico dizer mal de pessoas de quem não gostamos. Concordo em teoria, embora me preocupe a parte em que essas pessoas que insultamos cobardemente descobrem que dissemos mal delas e nos vêm dar um enxerto de porrada Não que eu receie a dor física per se mas desconcerta-me a possibilidade de ficar menos atraente com um olho negro e de canadianas.

Ora há muita gente de quem não gosto, embora só consiga lembrar-me de um cro-magnon que não tem acesso à internet, o que à partida garante a minha integridade física durante mais uns tempos. Muitos de vós já terão percebido; falo evidentemente no pai de todas as bestas, o meu vizinho do 2º esq.

Não pensem que este meu ódio de estimação se deve apenas ao bandulho proeminente que insiste em exibir em nu integral na escada, indiferente à minha sensibilidade e coração fraco, ou aos decibéis proibitivos que usa para guturralmente comunicar com a prole (pequeno parênteses: como é que não é proibida por lei a procriação em criaturas destas?) ou ao facto de assar choco na varanda directamente por baixo do meu quarto, ou ainda – e esta adorei!- pelo facto de me ter partido os vidros todos quando decidiu fechar a sua estúpida marquise. Não, meus senhores, este ódio tem 25 anos...odeio esta criatura desde o tempo de escola. Andei à porrada com ele, for God sake! E a alma vem morar para o meu prédio! E depois dizem que eu exagero com o Galo Universal.

Sim, ele bateu-me quando eu era chipiti. Aliás, encheu o pé e deu-me uma pézada (tema sesimbrense muito comum e encantador) nos rins. Mas eu não me fico facilmente. Gajo que me bate, ou bate com muita força para me deixar knock out ou leva logo a seguir. E, assim que recuperei o uso das pernas, fui ter com ele e dei-lhe um estalo que ecoou no recreio. Depois os meus amigos separaram-nos e fui elevada ao estatuto de heroína por ter batido no C.. Também vivi em absoluto terror até acabar o ciclo preparatório, mas a Glória não vem sem sacrifício. A não ser no futebol, quando se compram os árbitros. Não que isso aconteça em Portugal... :)


Porque é que ele me bateu? Ah, sim, se calhar convém explicar. Porque não tem sentido de humor e encaixou mal o facto de eu ter escrito uma cover da canção da Suzy Paula, equiparando-o ao camelo Areias, e ter distribuído cópias aos meus coleguinhas para cantarmos no recreio.
Ficou ofendido.
Lá está, no sense of humor...

Banda sonora: I hate everything about you - ugly kid joe

quarta-feira, 30 de setembro de 2009


Chego ao escritório e não há rede. Nada de novo, portanto. Aliás, é minha opinião convicta que ‘server em baixo’ devia constar do nosso logotipo.

Vou ouvindo as conversas telefónicas da nossa S. com o nosso helpdesk externo, divertindo-me com o seu vai vem constante entre o telefone da recepção e o servidor, no fundo do corredor.

Consciente de que me vou arrepender, ainda assim saio do meu gabinete ensolarado para ajudar. Passo pelos dois engenheiros sentados nos gabinetes e fico a pensar porque é que nós, as miúdas giras, é que estamos de volta do servidor defunto. Não que não sejamos capazes de dominar a besta debitadeira de bits sem eles, mas não lhes ficava mal levantarem o rabo, não senhor. Penso, por outro lado, que de qualquer forma também não tenho feitio para esperar que as coisas aconteçam e gosto sempre de perceber porque diabo uma coisa que ontem funcionava hoje entregou a alma ao Criador dos microships e circuitos integrados. Assim, vou para o campo ver a acção de perto.

A S. continuava a receber instruções pelo telefone (já não o da recepção, mas o da colega mais perto do server) e eu ofereci-me para as executar no servidor. Constato que nunca poderia fazer carreira militar porque, é oficial, não consigo cumprir ordens sem as questionar. Por isso perguntei três vezes ‘tens a certeza que queres desligar a alimentação eléctrica a seco?’. Por três vezes ouvi um ‘sim’, o último dos quais num tom que me soou a ‘epá, desliga lá essa porcaria de uma vez e cala-te’. Calei-me, mas não desliguei. (Sou mula. Temos pena). A pobre da S. veio desligar. Ouviu-se um puffff e lights out. E ela voltou a ligar a ficha, e lights on. E depois disseram-nos para fazer restart aos nossos PCs...

(eu não fiz, claro, porque sou mula). Mas, pouco depois, ouvi a S. a ligar de novo para o nosso amigo e dizer-lhe ‘não funciona na mesma’.

Pois...

Eu não sou informática, mas quer-me parecer que tentar resolver um problema de conexão, desligando tudo da ficha de alimentação eléctrica não é grande ideia. Não sei, digo eu...


E pronto. É meio dia, e o server finalmente arrancou. Yuppi! Agora vou ver os emails e fazer tempo até ao almoço dado que este tédio matinal fez overload nos meus circuitos e no meu switch só mexe quem eu deixo!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A arte de dizer ‘não’


Após anos a fio a engolir sapos e a dizer ‘claro, não me importo nada’ quando na verdade me importo - e bastante -, é com grato prazer que informo que se acabou a mama. ‘Não’ tornou-se a minha palavra preferida. Libertei-me. Dei o grito do Ipiranga. Pronto.

ANTES
Amiga/o: queres vir comigo n sei onde, (porque não me dá jeito ir sozinha/o)?
Eu (pensando, damn it, não, não quero, quero acabar o meu livro): euh...claro, vamos.

AGORA
Amigo/a: queres vir comigo n sei onde, (porque não me dá jeito ir sozinha/o)?
Eu: Não, obrigada. Quero mesmo acabar o meu livro.

Ou, a minha situação recorrente preferida:

ANTES
Amiga/o
: estava a pensar ir passar uma semana a tua casa ( mesmo que não estejas lá e que os teus gatos fiquem stressados com a minha presença). Pode ser?
Eu (cortando os pulsos em agonia antecipada): ah, claro. Yuppi, vai ser tão bom.


AGORA
Amiga/o
: estava a pensar ir passar uma semana a tua casa ( mesmo que não estejas lá e que os teus gatos fiquem stressados com a minha presença). Pode ser?
Eu (com incomensurável satisfação): na verdade, não. Prefiro receber quando estou de férias, para ter a certeza de que tudo corre bem e não gosto de stressar os gatos gratuitamente.

Mai nada!

E, embora ainda haja pessoas a quem não basta dizer não uma vez, mas sim duas ou três, para perceberem que não, não estou a gozar, tem sido cada vez mais fácil fazer cada vez mais o que eu realmente quero fazer e menos o que os outros acham que dá jeito que eu faça para lhes facilitar a vida. Pois que não tenho nada contra o facilitar a vida aos outros, desde que a minha não se torne num inferno por causa disso. Cansei-me de ser palerma, peço imensa desculpa.



Agora é só tentar perceber porque é ser honesto causa tanto prurido a tanta gente. Estavam mal habituadinhos, não era? Temos pena.

Banda Sonora: I'm sorry - Brenda Lee

domingo, 20 de setembro de 2009

Update

Já recebemos os resultados da análise dos tumores de Sasha Margarida. Confirma-se o mastocitoma de grau II, embora dentro do grau II seja um dos menos agressivos. Traduzindo por miúdos: não podemos dizer que está curada, mas podemos encarar o futuro com alguma (e digo bem, alguma) tranquilidade.
Se a minha gorda maluca não rebentar mais nenhuma costura entretanto, dentro de uns 15 dias fará um check up completo, para determinar se existe mais algum foco de preocupação e ver o seu estado de saúde geral, e investigar de onde vem a maldita tosse.
O tratamento dependerá do que os testes encontrarem. Existe a hipótese da quimioterapia mas os seus benefícios no tratamento deste tipo de cancro são reduzidos, sendo a radioterapia o mais eficaz. Claro que, vivendo neste país miserável e sem cultura pelo direito dos animais, não há oferta de radioterapia animal em Portugal.
Mas por ora, na opinião da vet, correu tudo bem, as margens de tecido estavam limpas num dos nódulos e com poucas células no outro, pelo que há pouca probabilidade de recidiva. Não vou tentar o destino começando a falar no Grande Galo Universal, e encarar tudo isto da melhor forma possível. Afinal já tive uma rã perneta, três gatos com tinha, um cão cego...o que é um cão oncológico para mim, certo?

Enfim...


Terminando numa nota de absurdo (assim como quem quer deixar de falar de coisas tristes) há gente muito parva neste mundo. Toca-me ontem o telemóvel. Atendo um número que não conheço (porque tenho sempre a esperança que seja alguém a dizer que ganhei qualquer coisa) e sai-me isto.
Eu: estou?
Criatura: queria falar com o 'sé'. (está foneticamente escrito: sé)
Eu: ah, mas olhe que é engano então...
Criatura: ah... e não é a esposa, não?
Eu:...não, não é a esposa, é mesmo engano seu!
Ora digam-me cá uma coisa: ainda que eu fosse a esposa do imbecil do sé, não seria de imaginar que soubesse o nome do meu marido? Especialmente se ele se chamasse sé, com acento no 'o'. Por amor da Santa!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dog day afternoon

Para os fãs de Al Pacino, o título deste post já é sugestivo. 'Dog Day Afternoon', de 1975, mostra-nos o nosso cândido Al Pacino a ser vítima do Grande Galo Universal durante um assalto a um banco. Vejam o filme, que é muito engraçado.


Pois eu, não tendo assaltado nenhum banco (não assaltei ainda, porque com a conta que já levo no veterinário é uma hipótese que considero seriamente), também tive uma manhã absolutamente dantesca por causa de Sasha Margarida.


Esta monga achou que estava farta do dreno e toca de o tirar durante a noite. Toca de ir de escantilhão para o vet. Toca de levar na cabeça porque o dreno saiu. Toca de fazer dois raio X, porque, a somar a tudo o que se está a passar, SM está com uma tosse cavernosa. Toca de vestir vestir um avental de chumbo muito pouco sexy e segurar um cão de 39Kgs durante vinte minutos.

Toca de ouvir a vet dizer que a SM tem os pulmões brancos e que na melhor das hipóteses tem líquido, na pior metásteses. Toca de cerrar os dentes para não desatar a dizer palavrões e amaldiçoar o Altíssimo.

Toca de fazer cara alegre quando a vet nos diz 'ah, mas não vamos entrar em pânico...' Claro que não. Pânico, isso é para os maricas!


Toca de largar mais sessenta euros...

(a preços de hoje, esta odisseia da Sasha já vale uma viagem ao México em regime de TI)


Enfim...


Pego no carro e vou para Lisboa. Não sei se alguém já fez a nacional 378 por volta das onze horas, mas só lá andam velhinhos irritantes que não sabem para que serve um acelerador. Deixam-se ir com o vento...tivesse eu uma xaimite e era um vento que se lhes dava, ai isso era.


Chego à estação e constato que perdi o comboio por minutos. Não estando ninguém na plataforma, entreti-me a dizer os palavrões que mencionei acima. Toca o telefone. Era Mummy.

- (Chuif chuif)...ai, esta malvada....

- ó Mãe, mas o que foi?

- (Chuif chuif) A cadela rebentou os pontos, tá tudo aberto.


CERTO!!!!!


Mais um chorrilho de palavrões depois de desligar.

Toca de me meter outra vez no carro, toca de levar com mais velhinhos movidos a carvão, toca de ir buscar Sasha Margareth, muito orgulhosa do gigantesco buraco que arborava no flanco.

Mais um sermão da vet 'ah e tal, que menina mal comportada' mais um anestésico, mais levantar 39kgs de cão para cima da marquesa e segurá-la enquanto era suturada.


E ainda vou ter de fazer o penso em casa e 'substituir-me' ao dreno o que implica pegar numa seringa com soro fisiológico, enfiá-la no buraco superior onde em tempos havia um dreno e despejar o soro lá para dentro, tendo a bela da compressa a postos no orifício de saída para receber o soro e demais porcarias que vão sair dali. Ou seja, amanhã, alvorada às 5:30 da manhã!


Pergunto: Sou só eu que acho que há uma conspiração kármica para me enlouquecer?


Entretanto, e como daqui a pouco tenho de ir à farmácia comprar o material de enfermagem para amanhã, queria deixar aqui e já o agradecimento a todos quantos me deixaram mensagens simpáticas no post anterior. Embora não o faça agora, irei responder.

Ah, sim, aos anónimos chinocas que já me começam a enervar desejo que se auto-empalem no primeiro poste que encontrarem. Desenho em mandarim disponível por email!


E queria acabar numa nota positiva, porque para tristezas já bastam as desta manhã. Uma pessoa muito querida, fez-me uma surpresa para me animar e enviou-me desta foto por email.



Quando eu for despedida ou atingir a falência técnica - a probabilidade é mais ou menos a mesma neste momento -, a Sasha vai ter que dar o corpinho nas Gôndolas para me sustentar.

Obrigada por este miminho, Sandra :)

domingo, 13 de setembro de 2009

Love is...

...ter pavor de cortes e suturas e ainda assim mudar compressas ensanguentadas à nossa cadela recém operada.


É, no meu último post queixava-me de muita coisa: da falta de tempo, da falta de paciência, dos posts que queria fazer...não me quis queixar da ansiedade de saber o resultado da biópsia da Sasha talvez por pensar que não falando sobre isso tudo correria melhor. Não correu. Os nódulos que lhe encontrei na axila e no flanco revelaram-se malignos e menos de uma semana depois Sasha Margareth estava numa sala de cirurgia para extirpar os 'malvados'.

Correu tudo bem, e ela está óptima. Toma 11 comprimidos por dia, tem um dreno e duas cicatrizes enormes, não pode fazer exercício, e está com um ar muito desgraçado, mas felizmente está bem. Não se queixa a fazer o penso - como não se queixou quando lhe picaram o gânglio linfático a sangue frio - e até dá a pata para a ligadura se poder enrolar melhor. Uma valente, a minha gorda. Mais valente do que eu, que estive (e estou ainda) em suspenso até tudo estar resolvido. Temos ainda de esperar a análise dos tumores para saber o grau de malignidade, e se é necessário fazer mais alguma coisa ou se a cirurgia resolveu o problema. Fingers crossed...

São coisas que acontecem. E nunca é só aos outros...

Ainda assim, passamos momentos divertidos. Como uma das suturas já não precisa de penso e está 'ao ar', a Sasha teria de usar aquele antipático funil, que lhe tolhe os movimentos (e nos retalha as pernas), para evitar lamber a sutura. Em alternativa, a vet teve uma ideia brilhante, que funciona às mil maravilhas, embora resulte neste estranho conceito de moda canina:

As suturas são ambas do lado esquerdo e aquele volume que se adivinha no peito são os 10 metros de ligaduras que a enfaixam para ela manter o dreno no sítio. O resto do volume é a massa adiposa do costume... e eu adoro cada um dos 39.200 gramas de banha da minha Sasha Margarida!

Banda Sonora: She - Charles Aznavour

domingo, 30 de agosto de 2009

Inconstância

Admiro as pessoas que conseguem manter uma disciplina na manutenção do blogue e na assiduidade nas visitas. Eu, claramente, não fui abençoada com esse dom. É certo que estive de férias, mas já regressei e o meu entusiasmo com o teclado continua pelas ruas da amargura. Passam-se dias sem que ligue o pc em casa. Não vale a pena arranjar desculpas, simplesmente não me apetece. Nothing personal, mas tenho pouco tempo. Entre ir ao cinema, surfar na net ou ler mais um capítulo do livro, ver uma série ou simplesmente estar com os gatinhos todos ao colo (o que só acontece se estiver estiraçada no sofá, que chatice!), cheguei a um ponto em que, lamentavelmente, tenho de escolher. Não dá para tudo.


O MEO veio complicar a minha vida substancialmente. Eu assumo que gosto de televisão. ADORO televisão. Adoro as minhas séries, adoro filmes, adoro o canal História e o Nat Geo Wild. Ao domingo à noite, pego no comando e ponho-me a programar todas as gravações da semana. Reparei recentemente que o MEO já começou a apagar programas ainda não vistos, por falta de espaço. Outros, apago eu, porque sei que não vou conseguir ver a tempo, mesmo que me cole ao ecrã até às tantas, o que faria de bom grado se não tivesse esse óbice chamado 'emprego' a consumir-me o espirito (e o tempo, o que é mais grave, a partir das seis e meia da manhã.

Assim, e nos vinte minutos que me restam até ter de ir tratar de outra coisa para fazer render este domingo ao máximo, aproveito para listar algumas das coisas que andam no meu espírito e sobre as quais quero postar proximamente:

- o meu peixe autista

- a união zoofila e um direito de resposta que estou a dever

- 'Animal Hospital' (este dá para vários posts porque falar deste programa implica falar da RSPCA, o que implica falar bem de Inglaterra (e mal de Portugal e outros tantos países em que os direitos dos animais são uma anedota), e ainda do Adam Tjole, que é só o veterinário mais giro do planeta. Meninas, SIC mulher, 19:30 e aproveitem que esta série ainda é com ele.

- a histeria colectiva que anda aí por causa da Stephenie Meyer e dos seus vampiros e afins da saga Luz e Escuridão. Já não posso ouvir as minhas colegas falar do Edward e da Bella, e raios me danem se não começo hoje o 'Crepúsculo' (o primeiro da saga de quatro, cada um a pesar 1kg) para poder perceber este fenómeno e falar dele com conhecimento de causa. Se eu começar a babar e a suspirar por um vampiro vegetariano (!) como elas fazem day in and day out, por favor, dêem-me um tiro!

Starting tomorrow (espero!) vou tentar incluir um saltinho diário à blogosfera para voltar ao ritmo das visitas e das respostas aos comentários, que tenho andado do mais desleixado. É o calor, a malta fica a carburar muito devagarinho...

E só tenho 7 minutos para arranjar uma música...bonito serviço!
Banda Sonora: Bella's Lullaby
(é da Banda Sonora do 'Crepúsculo'. Já fui infectada também...Damn it!!)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O céu, o sol e o mar

Junte bons amigos e uma pitada de cozinha mediterrânea, com muitas saladas e queijo feta. Misture boa disposição e alegria. Termine com um frappé de café bem forte, e remate com um tradicional Ouzo, a famosa aguardente anisada grega. Ou seja mais cretense e atreva-se a provar o Raki, de travo mais áspero.


Salada Mediterrânea (lentilhas, tomate e queijo feta) e polvo em vinho
Tudo isto com o Egeu a perder de vista, num torvelinho de ondas mornas e caprichosas.


Eis uma das receitas para o estado de 'zenitude' absoluto.


Praia do Hotel Ikaros, Mallia




Creta é uma ilha encantadora. Enorme, cheia de contrastes.
Às cidades da costa oeste, que guardam os encantos de outros tempos, como Chania (diz-se Rania) junta-se o reboliço dos novos centros turísticos no centro este, como Malia e Stalida, onde bandos de ingleses tresloucados dão largas aos abusos conhecidos. Evitamo-los sabiamente, bem entendido, nunca indo para o lado esquerdo do hotel após as 22h.
a caminho de Agios Nicolai

Os cretenses são um povo acolhedor, sempre de sorriso nos lábios, sempre prontos para

pescadores em Chania
partilhar um segredo gastronómico, ou a melhor forma de podar uma oliveira. A oferecer fruta no final de uma refeição. No strings attached. Generosidade como há muito não via.

Aproveitei a oportunidade (you only live once) para visitar o arquipélago vulcânico de Santorini, que fica a escassos 110km de Creta.


Por lá vi a mais encantadora cidade de que tenho memória, Oia (pronuncia-se Ia), na ilha de Tera. O místico azul e branco que associamos sempre às ilhas gregas. Confirmo. Azul e branco alvíssimo, como a bandeira. Combina com o mar, o céu e as nuvens.



Só faltou o incontornável por do sol, que já só apanhei no barco de regresso.






Mas não foram só passeios e relaxing pool, embora sinta grandes saudades dessas tardes de dolce far niente e ávidas leituras que incluímos no programa.



Também houve lugar para a cultura com uma visita ao Palácio de Knossos, que se supunha ter contido o labirinto do Minotauro. Big disappointment: nem vi o bicho, nem achei jeito nenhum às ruinas. Pejadas de gente, claro, e tudo muito pequenino para a fama que tem. Normal, se considerarmos que grande parte da reconstrução foi feita com base nas suposições bizarras do estimado arqueólogo Evans. Fajuto, do mais fajuto que pode haver, só mesmo para a foto, e com pouca convicção.

Por isso, fomos direitinhos ao Museu de Arqueologia, em Heraklion, onde aí sim, pudemos ver alguns verdadeiros artefactos e frescos interessantes. Claro que o GGU (Grande Galo Universal) não podia faltar, e só pudemos ver algumas peças porque o museu está em obras.



Foi tal a frustração que acabámos por afogar a mágoa no Cretaquarium, simpática aproximação ao Oceanário de Lisboa, mas ao qual falta muito para lá chegar. A tranquilidade, para começar. Hordas de barbáricos russos e suas audíveis criancinhas, italianos que mesmo a sussurar nos furam os tímpanos. Não admira que alguns peixes desenvolvam esta brotoeja alérgica, ou acabem a flutuar de barriga para cima no tanque...harakiri por desespero, na certa!


Por tudo o que vivi nesta semana, até desculpo a White por atrasar o voo de regresso mais de 4 horas, e nos fazer chegar a Lisboa às três e meia da manhã. E agradeço também ao handling em Lisboa, que conseguiu superar-se: com um único voo a chegar aquela hora, conseguiu fazer-nos esperar quase hora e meia pela bagagem. Ou seja, o costume por terras lusas. Good to be back, portanto...
E já só faltam três dias para ir trabalhar. Why, oh God, why?!!!
Banda Sonora: Le ciel, le soleil et la mer - François Deguelt

domingo, 9 de agosto de 2009

Anúncio

Nota prévia: Eu sabia que isto ia dar barraca...o 'Anúncio' não foi publicado em tempo devido. Estúpido blogger!
Embora fora de tempo, deixo-o aqui na mesma porque me deu um certo trabalho...
E depois volto, com fotos fresquinhas das férias. Agora não posso, que vou para a praia e ainda tenho de decidir que bikini vestir. Há vidas difíceis...
Gostava de vos anunciar em primeiríssima
Instância, que a minha já confirmada (Yes!!!!)

Recente madrinha,
A que escreve aqui umas coisas,
Só volta a partir de 17/08, isto

Se não lhe sair o Euromilhões
Ou o Totoloto entretanto.
Logo que

Possível

A madrinha

Regressa ao
Activo, para contar


As suas impressões sobre a

Dura semana passada num

Oceânico
Paraíso de
Çinco estrelas
Ão largo da costa grega (aceitam-se palpites :))
Over and out, do Girassol, o novo gato do pedaço!




Banda Sonora: My favourite waste of time - Owen Paul


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pré Anúncio

Como sou muito tótó, e estou com o stress pré férias, preparei um post e enganei-me na publicação, pelo que o mesmo saiu antes do tempo e tive de o retirar até à data de publicação. Se o Blogger não der bronca, sairá no domingo...Espero.
Entretanto, a boa notícia é que a UZ me enviou um email e que já sou madrinha oficial do meu gatinho Girassol :)
Happy! Happy!
Pronto, não roubo mais tempo ao patrão...