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terça-feira, 4 de março de 2008

Back to Reality - part One

Balanço da Neve e actualização dos danos físicos e materiais




Hello!!! Estou de volta...




Ainda entorpecida pelo choque do regresso à vidinha diária, e em pleno expediente, como convém, aqui ficam algumas considerações sobre os últimos dias de férias.




Tinha decidido que não voltaria a aventurar-me com os rapazes, mas como eles prometeram a pés juntos que só íamos fazer pistas azuis, deram-me a volta com uma grande pinta, e lá fui para o alto da montanha. Mas não me correu bem a vida...vejam pois:


Rauf: hey, malta, a pista azul é já ali atrás...


(imaginem a malta a skiar através de uma planície, na galhofa)


Safira: (a tentar vislumbrar algo de semelhante a uma pista azul): ó Rauf, tens a certeza? Não vejo nada...


Rauf: Não vês? Então estão ali as bandeirinhas azuis...


Safira (contente): ah, pois estão! Boa!!! Yuppie, não vou partir o pescoço!



Alguns metros à frente, os rapazes param. Safira, a tótó, não percebe muito bem porquê, mas segue-os quando eles viram, muito calados, para outra direcção. Safira, a tótó, só cai na real quando se chega à beira de um declive quase a pique, coberto de gelo, e percebe que tem de passar por ali.



Safira (em negação): não, não, não, isto não é uma pista vermelha horrível...


Rauf: a azul está fechada...a gente não sabia. Pá, anda lá, é fácil...Faz assim...



E zuca!! desaparece, deixando-me plantada no cimo da encosta, com um ataque de pânico a formar-se-me nas entranhas... e o Bruno, placidamente à espera que eu me decidisse a mexer.



Corajosa, (foi mais por não ter outra saída, mesmo) lá fui descendo, de lado. Resvalando e caindo... malhei duas vezes, uma proeza, porque, segundo os testemunhos posteriores dos gajos 'era uma vermelha muito agressiva'. Ficamos todos felizes, mas eu cá queria fazer só azuis!!!!!!



Continuamos... obviamente que estávamos completamente fora da rota azul, pelo que continuamos numa vermelha, mas menos agressiva, ao que parece... Foi nesta que eu perdi o rumo e para voltar para a pista, que diga-se de passagem tinha mais feno e terra do que neve, tentei uma manobra inteligente: agarrar-me à estaca de sinalização que marca a pista de 100 em 100 metros, e aproveitar o impulso para mudar de direcção. Pois... não me correu bem a vida de novo... consegui mudar de direcção, como queria, mas vim com a estaca na mão. Parti aquela porcaria toda!!! Acham isto normal??? Os rapazes só se riam!!! E eu, que entretanto caí redonda no chão, sem perceber muito bem como é que parti uma placa de ferro só com a força do meu micro pulso, muito chorosa, a pensar se sim ou não deveria ir entregar-me e confessar o meu homicídio ao comissariado das placas sinalizadoras de pistas de ski. O rauf rosnou-me um 'não sejas parva', e lá seguimos. A corta mato, literalmente. Até desembocar noutra pista. VERMELHA, claro!!! Por esta altura, eu só queria mandar-me para o chão e morrer, mas com o tráfego de snowboarders alucinados que por ali passava, achei que ia ser uma morte dolorosa e que mais valia levantar o rabo, deixar de ser maricas e começar a descer. E lá fui, descendo... e só caí uma vez!!! Desemboquei num teleférico que nos levou até ao paraíso das pistas azuis, por onde deambulamos alegremente até à hora de almoço. Depois, desci mais uma azul avermelhada sem cair! E, finalmente, fiz batota e regressei de carro para Pas de la Casa. Não quero exagerar, mas seguramente fizemos umas dezenas de kms, a skiar. A menina estava, literalmente, de rastos!


E assim se passou o último dia... foi muito fixe. A paisagem do lado de lá é de facto fabulosa.



Pas de la Casa não é uma estância bonita, mas a alguns kms existe uma vilazinha chamada Soldeu, que é muito mais típica, e não tem a confusão de lojas que tem Pas de la Casa. E tem pistas mais fáceis. Deixo a dica para quem queira ir espreitar esses lados. Foi só isto de que gostei menos, o aspecto demasiado comercial do meio envolvente. E também não são muito simpáticos. Aliás, são umas bestas, mesmo! Especialmente os franceses, com muita pena minha. De resto, passei umas super férias!


E assim se encerra a minha primeira crónica do regresso. Para breve, a saga dos transportes comuns em Lisboa quando caduca o estúpido cartão Lisboa Viva. Surreal!...