quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Se ouvirem falar de um homicídio em massa numa repartição de Finanças à beira mar

Não procureis mais longe. Fui eu. Quereis saber porquê? Prometo que é good stuff!


Terminei o meu ano de 2012 com o envio de uma carta para as Finanças, a reclamar da avaliação do meu apartamento. Depois do choque inicial, fui analisar os dados que constavam da comunicação. Por algum motivo obscuro, o avaliador decidiu aumentar-me a permilagem de 20 para 24, grosso modo o que corresponde a mais uma divisão. Era bom, mas não. Fiz também mais umas investigações adicionais: a vizinha do 1ºESQ, que tem uma area igual (mais um metro menos dois metros) à minha, e uma permilagem de 20, teve uma avaliação de menos 20 mil euros do que eu. Não 200 euros, não 2000 euros. 20 000 euros. Já o meu vizinho do lado direito, que tem mais uma assoalhada e uma permilagem de 24 (começam a ver o Willy, certo?) teve uma avaliação igual à minha. Qual a conclusão que uma pessoa moderadamente inteligente, nada de física quântica, uma quarta classe basta, tira assim de repente? Há um erro de avaliação. O técnico enganou-se. Ou “enganou-se”. Um dos dois. Seja como for, tenho mais 20 mil euros de património que não correspondem à realidade. Facto que reportei, muito solicitamente, ao sr. Chefe do Serviço de Finanças, apontando os erros de facto (permilagem errada) e os factos acessórios (avaliações de outras duas frações do mesmo imóvel). Qual a conclusão que uma funcionária das finanças tirou, e partilhou comigo por telefone no primeiro dia (útil) do ano? Não tenho razão nenhuma e ainda tenho um problema de atitude! 
Deixo-vos uma súmula do diálogo:

Srª das Finanças: Não estou a perceber a sua reclamação. (mau sinal...)
Eu: hum...Qual das partes em que eu digo que há um engano?
Srª das Finanças: A parte em que reclama. Porque não estou a perceber o que está a reclamar. Porque a permilagem não influencia em nada a avaliação (ai não? Bom saber que os dados que as Finanças colocam na demonstração de cálculo não servem para nada). O que influencia é a área e a idade do prédio.
Eu: Certo. Mas se a permilagem está errada, as áreas estão erradas. (digo eu, assim de repente...)
Srª das Finanças: Mas a senhora não reclama das áreas... (ARGGHHHHHH)
Eu: reclamo do que posso factualmente comprovar, donde os anexos que enviei. O que eu não posso comprovar é porque é que o vosso técnico decidiu colocar as áreas que colocou, por isso se calhar era interessante o técnico rever os dados em que se baseou para fazer a avaliação. Porque quando ele olhar bem, vai perceber que se enganou e avaliou outra fracção qualquer.
Srª da Finanças: Mas nós não temos aqui os dados do seu imóvel (OH MEU DEUS!!!!!!)
Eu (confesso que já a perder a paciencia): Como não tem dados???? Então fizeram a avaliação com base em quê? 
Srª das Finanças: com base nas plantas que a Camara nos enviou.
Eu: Então tem dados!!!!! É isso que estou a contestar, usaram dados errados!
Srª das Finanças: Não estou a perceber a sua atitude. Eu não tenho essa atitude. Eu não pretendo entrar em conflito, estou só a tentar ajudar. (é, o Fisco é conhecido pela sua bondade e altruismo...)
Eu: E eu agradeço. A sério que sim, mas eu tenho a atitude de alguém que está a ser vítima de um engano de mais de 20 mil euros e que reclama com toda a legitimidade e que apresenta provas e que ainda assim está a ser colocada em causa. A avaliação está errada. Ponto. Eu não tenho como calcular áreas brutas dependentes porque não sei como foram calculadas, e não posso contestar uma coisa que não sei de onde apareceu. Por isso não reclamei das áreas. Está implícito. O que eu pretendo  é que o técnico reveja os dados, porque não foi buscá-los ao sítio certo. É isso a minha reclamação: há um engano na fracção avaliada. Não é a minha. A minha é igual à da vizinha do 1esq. que tem um valor patrimonial de menos 20 mil euros. É isto que tem de perceber. Quero uma avaliação semelhante à da minha vizinha, que tem um andar IGUAL ao meu, só que dois pisos abaixo!!!! É por isso que mostro a Sisa, onde consta o valor patrimonial inicial, que, por acaso já foi ajustado umas 3 vezes, vá-se-lá saber porquê, porque vocês fazem o que vos apetece e nao comunicam nada a ninguém, a permilagem, as cadernetas prediais, (que, incidentemente, alguém alterou sem o meu conhecimento!e já agora colocavam-me o Bloco correcto, porque isso de certeza que também induziu em erro. Se pedem plantas de blocos errados, a coisa não pode correr bem, não é???????? É só isto, não é atitude nenhuma, quero é que revejam a avaliação porque ELA ESTÁ ERRADA E O PREJUIZO É MEU!
 Srª das Finanças: Continuo a não perceber essa sua atitude (ó filha, o Dr. Phil é nos States, não tenho tempo para gerir estados de alma, resolve-me, mas é o problema e cala-te, ok?). Vamos fazer assim: esqueça que eu fiz o telefonema. Porque eu só queria ajudar o contribuinte e já vi que não vale a pena (WHAT THE FUCK????????? PEÇO IMENSA DESCULPA DE A INCOMODAR AO ATENDER A SUA CHAMADA. E ONDE ESTAVA EU COM A CABEÇA AO RECLAMAR UMA AVALIAÇÂO MAL FEITA. MIL PERDÕES!). Vou dar seguimento ao assunto e depois informamos. 
Click.
Eu: ... (epá, whatever!)

E é isto o país que temos. É este o típico funcionário by the book que não só não sabe ler e ainda assim se acha o 'super sumo' pedagogo, instruído para se focar nas absurdidades mais básicas para não colocar a santa entidade patronal em questão e continuar a lixar a vida a quem, só por acaso, até lhes paga parte do ordenado.  Mas eu sou forte. E resiliente. Já tenho em marcha a obtenção de plantas e ando à procura de um tutorial para aprender a calcular áreas brutas e áreas dependentes para pegar em mim e ir explicar em pessoa que eles não fazem ponta de corno de ideia o que andam a fazer ali, mas que escolheram mal a gaja a quem chatear no primeiro dia do ano.

Tal como disse, se ouvirem falar de um homicídio em massa numa repartição de Finanças à beira mar...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Porque náo sei se o mundo não acaba mesmo hoje


Deixo já aqui os meus votos de Boas Festas, devidamente acolitada pelos meus elfos caninos e felinos.  Um Santo Natal, e muita esperança para 2013.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Natal já não é o que era


Ontem fui às compras. Não me organizei, e ando, como boa tuga,  no desespero. Desespero esse que me fez ligar à minha irmã e perguntar-lhe ‘olha lá, casaco ou pullover, cinzento ou azul eléctrico, agora és S ou ainda M?”. Resposta, tão desassombrada quanto a pergunta: “ Casaco. Azul. Nunca fui S, pá!!!. Espera, em que loja estás?” “na...” Ah, ok, então é mesmo  o M...”

E é isto a magia do Natal este ano... Não estou orgulhosa, pois claro que não,  e tenho de dar razão aos cépticos do Natal e aos arautos da desgraça que o qualificam como época dada à histeria e hipocrisia colectiva. É verdade que gostamos de dar presentes, mas não é menos verdade de que dispensávamos o stress envolvido en comprar presentes para 17 ou 18 pessoas - fora os que estão longe e não vão estar na consoada mas a quem temos/queremos enviar um mimo na mesma. Não é menos verdade que se acaba, não raras vezes, com um ataque de nervos porque não comprámos nada do que gostaríamos e ainda assim gastámos o dobro do que devíamos.  Acaba-se muitas vezes a deitar o Natal pelos olhos ainda antes de ele começar. Este ano estou assim. Sem paciência. A ideia de entrar nas lojas já me causa agonias. Ainda assim esforço-me por encontrar um presente giro ou útil. O que é mais do que muita gente faz por mim. Que a dois dias (uteis) do Natal me enviem um email “Olha, este ano estou sem ideias. O que queres de presente?” não faz nada pelo meu espírito natalício. Mas como a bem da minha sanidade mental adoptei o moto “Nem quero saber” até que as festas acabem, acabei de muito disciplinadamente  enviar uns links da FNAC para a minha amiga de Toulouse escolher um CD e não ter muito trabalho a pensar no que há-de enviar-me. Bem, é certo que eu também lhe enviei um pacote da AMAZON, mas pelo menos perdi tempo a pensar no livro certo para ela, o marido dela e os dois filhos...Mas dá trabalho o inverso. Por isso, eu que escolha, e mande o link e ela paga e manda entregar. Um cheque num envelope faria o mesmo efeito e poupava nos custos de entrega. Digo eu. Mas isto sou eu que hoje dei para me por a pensar demais. Depressa! Modo off. Moto on:  Nem quero saber!
Siga, siga. Siga, que só faltam cinco dias e depois acaba!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quem precisa do Pai Natal quando tem um gajo como o Gaspar


Recebi ontem um presente. Da Autoridade Tributária. Gostamos sempre de ver os envelopeos dos acólitos do gasparzinho na caixa do correio.  Eu gostei imenso. Porque descobri que  é bom viver em Portugal. Aliás, é óptimo viver em Portugal. Especialmente desde que o PSD foi para o poder. Portugal é o único país do mundo onde as coisas valorizam quanto mais velhas e expostas à intempérie estão. Sou uma mulher rica e não sabia, é o que vos digo! Qual bacalhau para a consoada! Caviar, meus amigos. Caviar e Veuve Cliquot, que não faço a coisa por menos. Sou a rainha Midas, tudo o que possuo vale ouro. Ah, tanto ano na ignorância, tanto ano a poupar porque não se sabe o dia de amanhã e afinal estou sentada em cima de um investimento que me valorizou 57% em 3 anos e nem desconfiava! Ando eu maltrapilha a comprar na Mango quando podia por os pelintras dos angolanos da Prada da Avenida da Liberdade todos no chinelinho! Ó Gaspar, pela tua rica saúde, porque levaste tanto tempo a dar-me essa boa nova??? Porque não me disseste mais cedo que a minha casa vale para ti mais do que o seu valor de mercado actual?  Queres comprá-la pelo valor que achas que ela vale, Gaspar???? É que fazemos já a escritura e passas tu a pagar o IMI da tua fantasia, ó meu grande filho da p%#&!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carta abreviada ao Pai Natal


Querido Pai Natal. 

Tenho uma lista preparada para ti, que só te enviarei no dia 22 que não quero que te andes a cansar e a gastar dinheiro se os Maias afinal tiverem razão.

Mas precisava de uma coisa antes de dia 22, Pai Natal, e só tu é que me podes ajudar. É uma coisa que não pode esperar  e que tens de fazer já já.  Antes que seja tarde demais. Antes que trevas de Godinhor se abatam de vez sobre Alvalade. Sabes o que é, Pai Natal? Já que o nosso Chavez do Lumiar não larga a cadeira nem por nada, e só faz merda atrás de merda sem que ninguém o mande internar, peço-te, Pai Natal, tu diz ao Rudolfo que venha cá abaixo num instantinho e dê uma cornada no outro palhacinho do Jesualdo que o mande de volta lá para o planeta de onde ele veio, antes que  bote o pé no estádio e e me dê cabo do resto.

Pai Natal, imploro-te! Já ontem tive de tirar a faca das mãos da minha irmã para ela não abrir os pulsos e a duras penas não meti eu a cabeça dentro do forno.


O caso é sério, Pai Natal! Tic tac tic tac... O outro já lambuça os beiços incompetentes, não podemos deixá-lo chegar a Lisboa!!! 

MANDA-ME JÁ ESSA RENA!!!! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Foi só para me lixar o serão, não foi?


Querida FOX via MEO

Não sei se o Relvas também te botou a mão e anda a brincar aos programadores para chatear (ainda mais) os honestos assalariados que chegam a casa cansados e querem relaxar, mas, se não foi ele, foi alguém por ele e gostaria, ainda assim, de lhe ir à tromba. Porque - e não sei se reparaste - a terceira série dos “Walking Dead”, que ainda não tinha acabado,  desapareceu do mapa. Puft...onde estão os mortos vivos?  NO CIBERESPAÇO!!!! Ora eu sei que é uma série desprovida de conteúdo, fútil e inverosímil, mas eu gosto. Gosto de ver cabeças a explodir e sangue a jorrar de feridas impossíveis. Gosto do som dos crânios a rachar quando se lhes dá uma catanada furiosa. Gosto da agonia desesperada do morto vivo quando a carne humana lhe escapa. É a minha droga das quartas feiras. E acho francamente mal uma pessoa querer relaxar, dar ao comando e... nada. Ninguém quer saber da nova série que estreou no lugar dos mortos vivos: não precisamos de saber os escândalos de Washington porque temos muito melhor em S. Bento, e todos os dias. Começas a irritar-me, FOX via MEO. Já me basta ter de pagar o estúpido canal (blarghhhhh) benfica porque faz parte do pacote obrigatório. Agora deixar de ver os meus os meus cadaveres ambulantes em decomposição a cair como moscas e visualizar o meu accionista em cada um deles??? Julgo que te falha o alcance dessas iniciativas irreflectidas, FOX! 

GIMMI BACK MY WALKERS!!!!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Digo eu assim sem perceber nada do assunto


Faz-me alguma confusão o suicídio. Não vou aqui debater se é cobardia ou não, porque acredito que cada um sabe de si. Penso que acaba por ser, na maior parte dos casos, um caso de profundo egoísmo. E porque estou a pensar nestas coisas nesta bela tarde de outono? Bem, porque acabo de ler que a enfermeira que se deixou enganar pelos dois tontinhos - que, espero, tenham já às costas o merecido processo disciplinar/criminal e aprendam a  lição– deixou carta de suicídio à família. Portanto, diz que a senhora suicidou-se mesmo. Lá se vai, portanto, a teoria do MI5 a castigar a terrível delatora. Enforcou-se , ao que consta. Dúvida número um: expliquem-me, por favor,  como é que uma enfermeira, com acesso a seringas, morfina e afins, prefere agonizar durante os onze segundos que, diz quem sabe, demora a morte por enforcamento. Dúvida número dois: o motivo. Diz-se que terá ficado envergonhada por se ter deixado enganar. Bem, é certo que a senhora não devia ser muito esperta para achar que a Rainha de Inglaterra ia pegar no telefone e ligar directamente para um hospital para saber novidades da sereníssima  enjoada, atingida por essa doença raríssima chamada gravidez. Volto à minha questão: a humilhação é razão suficiente para se deixar dois filhos e um marido, demais família e amigos, destroçados? Estou em crer que não. Então o que mais? Falta profissional? Não me parece ter existido. Ao que parece esta enfermeira só terá passado a chamada para o serviço onde a enjoadinha mor gasta o dinheiro do erário inglês. Talvez para lixar a vida aos dois animadores? Tsk tsk, era um processo e ainda ganhava dinheiro com a história...Portanto, continuo sem perceber a lógica do raciocínio da senhora. Fraqueza de cabeça parece-me o diagnóstico mais acertado. Que uma pessoa se mate por não ter dinheiro para viver, por não ter razão para viver ou porque está doente e quer abreviar o sofrimento, ou porque deu uma de Bruce Willis e quer salvar o mundo do Armagedão, ainda percebo. Agora por causa da Kate Middleton, já acho um bocadinho de mais.  Desculpem lá, mas se calhar reconsideravam-se algumas prioridades aqui...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Porque a humildade é uma coisa bonita, ainda que nos obrigue a assumir que afinal não somos masters do Universo

  Venho aqui publicamente assumir a minha azelhice técnica




Que alma caridosa me pode dizer como é que se formata  o blogue para que se possa responder aos comentários logo abaixo do comentário a que se quer responder? É que fica muito mais giro... e eu já andei aqui às voltas e não encontrei...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Custa a acreditar, amigo...

É, eu também ainda não estou em mim.
Diz que é feio uma senhora dizer palavrões. Por isso vou remeter-me a um prudente silêncio e vou ver se vejo um filme que não seja de terror. Apre, que Deus odeia-nos mesmo. 

É feio dizer palavrões. É feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrõesÉ feio dizer palavrões.

Alguém em dê um Jameson. Puro. Já.
ARGHRRRRRRRRRRRGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Olhem quem está de volta


Estreia dia 13.
Sou capaz de ir ver. Embora ache que sem o Viggo Mortensen (Aragorn) isto é capaz de ter (muito) menos piada. Não sei, digo eu assim de repente.