Are you talking to me? 'Cause if you are, I really couldn't care less...
sexta-feira, 18 de julho de 2008
'comé que é?'
quarta-feira, 16 de julho de 2008
O luar na moleirinha nunca deu grande resultado...
Mais um desafio...
2) Uma pessoa do mundo dos famosos que gostes?
Há muitas que admiro. Para gostar só conhecendo a fundo. Admiro imenso o Al Pacino, que é um senhor actor. O Viggo Mortensen, que é um artista completo e também pinta, canta, e escreve poesia (e é lindo de morrer, claro). O Michel Platini, que idolatrava em miúda em França e que partilha da minha opinião de que o FCP devia ser castigado e não participar na Champions este ano. Amigos portistas, digo isto com todo o respeito. Não quero chatear ninguém...
4) Do ano 2008 qual foi a prenda que mais gostaste de receber?
Para as meninas, também me limita um bocado o arcaico sistema de registo dos serviços de identificação, porquanto eu gostava de ter uma menina de cabelo preto e olho azul (preciosismo), chamada Anaïs, e obviamente que isso cá derivaria para Ana Luisa ou Ana Cristina ou outra adaptação parva qualquer (acredita, que eu e a minha irmã sofremos isso na pele até hoje). Senão, na eventualidade de procriar, e por terras lusas, gosto de Catarina e Beatriz. Mas são nomes muito normais. Gosto mais de nomes mais exóticos, mais rebuscados... geralmente, estrangeiros. E gosto da liberdade que existe nos Estados Unidos e Reino Unido e França, etc etc, de darmos o nome que entendermos, seja ele estrangeirismo ou não, e não termos de nos cingir a uma estúpida lista de nomes formalmente aceites pelos serviços centrais. ARGH! E se eu quisesse chamar Sunday Rose à minha filha, como fez a Nicole Kidman? Em que é que isso é pior do que Albina da Purificação, por exemplo?
Não se percebem certas coisas...
6) Que vestes neste momento?
terça-feira, 15 de julho de 2008
O quinto elemento...

domingo, 13 de julho de 2008
Porque não te mudas para Lisboa?...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Uma questão de ponto de vista…
Deparei-me esta manhã com uma crónica intitulada ‘feminismo’ do respeitado psiquiatra e professor universitário, Dr. J.L.Pio Abreu, que escreve para o jornal Destak.E continua: « a guerra dos sexos parece-me ridícula. Machos e fêmeas não têm de competir porque são diferentes. Ou antes, são complementares: cada sexo completa-se com o outro e precisa dele...». «Acontece porém que anda muito ressentimento à solta, e isso nada ajuda».
Ora muito bem. Nada a opor sobre a inutilidade da guerra dos sexos. Nada a opor sobre a complementaridade dos sexos e as suas diferenças, ainda que as ‘diferenças’ das mulheres ainda sejam consideradas ‘defeito’ e as dos homens ‘feitio’. E não me venham com histórias, que isto é mesmo assim. Que se defenda que o ‘ressentimento’ é mais do sector feminino, ainda passa, que eu acho, mesmo contra mim falando, que as mulheres levam as coisas mais a peito (também acho que ainda bem, mas não quero ir por aí). Agora que se parta do princípio que o ressentimento não devia existir...Porque é que uma mulher não pode ter um ressentimento contra um determinado homem, se este atentou contra a sua integridade (física, emocional, whatever)? Porque é que, tendo sofrido por causa de determinado homem, não pode, manifestar o seu desencanto, ou expressar a sua opinião sem automaticamente ser considerada uma histérica ou desequilibrada emocional a vitimizar-se?. Chateiam-me estes rótulos e estas ‘culpas’ que se põe sobre as pessoas, e parece que é sempre mais fácil colá-las sobre as mulheres. Não sei exactamente a que ‘ressentimento’ se refere o autor, mas quero acreditar que, se tem força suficiente para se fazer notar, não é gratuito. E, se se justificam os actos de um serial killer - porque, compreendam, os pais lhe batiam, coitado, ou passava muito tempo sozinho, e não se pode por isso imputar o indivíduo e os seus desequilíbrios causados pela inaptação às leis sociais – não percebo porque é que se fica chocado quando uma mulher diz que um homem é um pulha. Se calhar é mesmo. Já alguém, isentamente, pensou nisso? Também vale para mulheres. Eu também digo muitas vezes que fulana de tal é uma cabra. Porque é. Porque me fez desfeita e porque, declaradamente, é uma pessoa que eu considero ‘nociva’. Estou ressentida com ela? Não necessariamente. Mas continuo a achá-la uma cabra e pronto. E afasto-me, como o diabo da cruz, de cabras semelhantes. Sou ressabiada? Não. Se calhar sou esperta. E se calhar é isso que não dá jeito ao senhor Doutor enquanto digníssimo representante do sexo masculino. Porque se calhar dá mais jeito que se continue a achar que as ‘desfeitas’ não são defeito, são feitio, e se encolha os ombros em gracioso conformismo, sorrindo, como uma linda menina, e desculpando tudo uma e outra vez. Comigo, não! Temos pena.
E, para os leitores masculinos que possam pensar que fui vítima de hediondos crimes de honra, dos quais nunca recuperarei, e que me possam porventura achar uma histérica ressabiada a defender o género, fiquem-se com a noção de que estão redondamente enganados. Gosto imenso dos homens. Tenho grandes amigos homens, divirto-me imenso com eles, e muitas vezes de uma forma que não se consegue com as amigas (não, não tem nada a ver com isso!!!). É com os amigos homens que falo sobre a bola, é com os amigos homens que tenho conversas transcendentais sobre a mente dos homens, é com os amigos homens que mais deixo transparecer a minha muy bem camuflada fragilidade e é com os amigos homens (ou pelo menos com um, em particular( grande beijo, Zé)) que bebo dois dedos de Jameson a olhar para as estrelas e a quem solicito um abraço apertado quando as coisas estão menos bem. Portanto, que não se confundam as coisas. Gosto muito dos homens e da sua companhia. Passaria muito pior sem eles, de certeza absoluta. E como eu, a larga maioria das mulheres. Ninguém está ressentido contra os Homens, em geral. Só contra os pulhas. Que os há entre vós, meus amigos. E grandes!...
É tão simples quanto isto, senhor Professor...guarde lá as etiquetas do feminismo, se faz favor. Tem nada a ver...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Dr. Jeckyl and Mrs. Hyde...
Sasha Margarida, no seu melhor. Sim, uma e a mesmíssima cadela, numa foto improvável que ainda hoje estou para saber como consegui apanhar. Estava escondida no baú da vergonha, mas teve de ver a luz do dia. Já irão perceber porquê...
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Desafio
O princípio da coisa é simples: atribuir um adjectivo (defeito ou qualidade) que nos caracterize, usando as iniciais do nome. Eu fiz batota, claro, e estou a usar o pseudónimo. Mas, como só as consoantes é que mudam, acaba por não fugir muito ao original :)
S - Sonhadora. (Ia por sedutora, mas achei melhor não abusar que quem ajoelha depois tem de rezar)
A - Apressada (já fui mais paciente. Agora nem tanto...)
F - Febril (sempre que embarco nos meus delírios)
I - Irritável (ah, pois, lamento, mas tenho pavio curto)
R - Respondona (sempre...)
A - Adorável (às vezes descuido-me e lá calha)
Ocorre-me que se a Grafonola fizer o desafio vai penar com os dois 'o's'. Ó linda, olha que valia a pena! ;)
Falta de chá(rme)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Ainda sobre a Tunísia… ( Que é como quem diz: ‘vamos mesmo levar com a gaja e o seu estúpido deserto até ao final dos tempos’)
1) O grupo: Éramos 12. Quatro casais, um pai e um filho, e duas mocitas a viajar a solo (eu incluída). Deste universo rifava dois logo à chegada, no aeroporto. Passados dois dias pagava a um berbere para me levar outros dois e atá-los a um cacto no meio do nada. No entretanto amordaçava outra, para ver se a conversa variava dos cozinhados e das 473 formas de cozinhar bacalhau. O resto, tudo bem, incluindo o marido desta última que se portou bem até ao momento em que na despedida, já em Lisboa, não encontrou nada melhor para dizer do que ‘então muito gosto e que Deus lhe dê um princípe encantado que a faça muito feliz’. Gosto sempre que me digam isto. Especialmente quando vem a propósito de…absolutamente nada! Enfim...
E como gente boa atrai gente boa, tive a sorte de ser ‘adoptada’ por um simpático casal de Viana do Castelo, castiços como poucos, e criar uma empatia imediata com a Paulinha, companheira de regateios e gargalhadas. Nunca mais nos largámos. Tivessemos um cão e seríamos os famosos Cinco, sempre juntos! Na verdade, criámos um subgrupo, sempre a fazer pandilha com o guia Amen e o motorista Ali, uns queridos.
2) A comida: Condimentada, claro. Não é para estômagos delicados. Gostei muito da variedade das saladas, alegradas por inesperadas alcaparras, e de um guisado de lentilhas, cujo nome se me varreu. Os doces também são algo inesperados para o nosso paladar habituado a cremes de ovos e merengues. Nada disso: tudo muito sóbrio e mais para o seco, com recheio de tâmaras, ou frutos secos. E uma tarte maravilhosa, com creme pasteleiro com aroma de jasmim. Delicioso! Deixo-vos uma foto do incontornável cuscuz, a que tivemos direito na noite tradicional berbere.
3) A bebida: O álcool é parco e estupidamente caro. Compreende-se, o Corão proibe o seu consumo. Mas, ainda assim, têm produção de cerveja, apesar de só existir uma marca. O vinho que provei também era fraquinho, e os sumos do pequeno almoço…xarope colorido. Blargh! Bom mesmo é o chá de menta. E o chá verde com pinhões? Uma delícia.
4) A língua: o árabe é incompreensível. Safa-nos o facto de ainda estar muito patente a influência francesa (o francês é aliás, a segunda língua oficial e de aprendizagem obrigatória), e de misturarem algumas palavras. Ainda assim aprendi algumas 'arabices', nomeadamente a palavra ‘cinco’ (o fonético é ‘ramsa’), e achei que isto me ia permitir regatear com mais facilidade…eu disse ‘aslam’ (olá) e ‘ramsa?’ para comprar um boné. E o miudo começa-me a falar em árabe. Fiquei a olhar e voltei a dizer, mas com menos convicção, ‘ramsa?’. E o puto toca de continuar…e eu sem perceber nada, claro. Tive de lhe dizer em francês ‘amigo, eu não falo árabe’. E diz-me ele: então porque é que me disseste ‘ramsa?’. Opá, porque só sei dizer isso!! E debitei-lhe a rir a minha pobre lista de palavras em árabe. O puto riu-se à brava da minha figura miserável, e lá me deu o boné pelos ‘ramsa’ dinares. Dá jeito saber aceitar com graciosidade a nossa profunda parvoice e rirmos das nossas figuras tristes.
5) A religião: é levada muito a sério. O Corão manda rezar cinco vezes por dia. Começa-se às 4:30 da manhã. Eu sei porque acordei quase todos os dias com o altifalante da mesquita mais próxima a chamar os fieis para a primeira oração. Tem o seu encanto a litania incompreensivel, quando ainda há estrelas no céu. Não sei porque força movida, o certo é que por duas ou três vezes me levantei e pespeguei à janela só a ouvir. E rezar implica também o ritual da purificação, as chamadas abluções. Perdi a conta à explicação do guia, mas o certo é que há preceito para cada zona do corpo: três vezes os braços, primeiro um e depois o outro (n me recordo da ordem), os pés, as mãos, a cara, os olhos, o cabelo…Se não houver água, pode ser com areia. Ou com pedra, que é areia cristalizada. Têm é de estar ‘puros’ e rezar num lugar limpo. São um bocado castradores estes rituais e chateia-me o facto de não permitirem que não-muçulmanos entrem nas mesquitas. A Igreja Católica nisso é mais generosa: toda a gente pode entrar numa igreja, mesmo os não crentes.
6) O ‘direito de foto’: Queres fotografar a mesquita ou o museu do Bardo? Pagas. Queres fotografar as ruinas de Cartago? Pagas. Queres tirar uma foto a pegar num falcão? Pagas. Um dinar, por tudo e por nada. Chatos, pá! Mas no final, ficamos com recordações assim:
7) Os nativos: mais giros do que eu estava à espera. Mas um bocado melgas. E teimosos. Todos os dias me perguntavam, nas diversas cidades, se eu tinha ascendência marroquina. (Nota mental: Tenho de ter uma conversa com a minha mãe!). Uma vez, se eu era polaca (é que tá-se mesmo a ver pelo meu tom alvissimo, cabelo louro e olhos azuis!!!). Outra vez, onde é que eu tinha tatuado os olhos. «Não tenho os olhos tatuados, amigo». Tens, tens. «Não tenho, não». Hum…tens…«Não, pá, é um lápis, vês. Da Avon, dos baratinhos» Ah…mas tens ascendência marroquina, não tens? ARGH!!!!
E atiradiços! Recebi uma ou duas propostas de casamento, uma oferta de 15 dias no deserto, no dorso de um camelo e a dormir numa tenda, de borla.. (De borla, isto é, sem envolver trocas monetárias, mas achei prudente não avançar mais na conversa. Mas o tipo espera-me em Outubro. Espero que sentado…:), mais um convite do meu cavaleiro berbere, com quem galopei nas dunas, no dorso de um belo alazão, para jantar o cuscuz berbere à luz das estrelas e last but not least, uma sessão de massagens anti stress no spa do acampamento no deserto. Este tive pena - apesar de ele também me perguntar se eu era marroquina, o que convenhamos, me começou a irritar depois das primeiras 20 vezes - que o homem tinha os olhos castanhos mais bonitos que já vi. Deixei a tenda aberta e tudo*, mas o imbecil não apareceu…
(* não consegui atar aquilo do lado de dentro…a malta não está acostumada a acampar… E é preciso um curso para dominar a arte das cordas!…)
8) A bicheza: ‘Espectáculo com escorpiões e cobras’, apregoava o programa. E foi. O verdadeiro espectáculo. Um escorpião em estado comatoso e uma cobrinha de nada. Era isto o 'espectáculo'. Nem tirei foto, de tão miserável display…Ao invés disso, no dia a seguir fui a um oásis e pimba, peguei nesta belezura de lagarto do deserto:
E depois, vi o dono deste falcão e dei-lhe o dinar da praxe para tirar mais esta foto:
E com o meu ‘charme marroquino’ ainda conquistei um jovem nativo que me ajudou a empoleirar-me numa viga do tecto para fotografar este ninho de falcão, e respectivos ovos (ah, pois é!!! A malta não brinca em serviço!)
Ksar Ghilane - Portas do Sahara
Sidi Bou Said - vista sobre a Baia de Tunis
Parque Arqueológico de Sbeitla - Kessarine
Port El Kantaoui - perto de Sousse
10) As impressões finais: De bom: ficam-me as recordações, os amigos que fiz, a paz e a comunhão com a natureza agreste. De mau, apenas a frustração de não ter visto um escorpião ao vivo e a cores e de a minha foto a cavalo com o berbere ter ficado tremida. Não se pode contar com homens para nada. Digam-me lá qual é a dificuldade de tirar uma foto a um cavalo ainda parado? ARGH!
Ainda assim, balanço positivíssimo. Aconselho vivamente a experiência dos mil cambiantes tunisianos!
'Shokram' (obrigada) a todos os resistentes que leram até ao fim!