Are you talking to me? 'Cause if you are, I really couldn't care less...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Isto ia dar um post sério...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Estou oficialmente 'estampilhada'!!!
O amigo Sérgio deixou-me aqui um berbicacho ao enviar-me este prémio... é que, de acordo com as regras que, parece, têm de se cumprir, vou ter de nomear mais sete blogues dignos desta distinção. Ora aqui é que começa o meu problema. Sendo novata nestas coisas, já reparei que a maior parte dos blogues que visito já receberam este prémio. Por isso, que me desculpem a repetição os felizes contemplados já distinguidos com este award. Pensem nisto como a honra suprema, portanto! (hoje estou para o narcisismo, peço desculpa!)1-Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entendem-se como bons os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários).
2 - O Blog que recebe o "Diz que até não é um mau blog" deve escrever um post:
Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog
Mostrando tag do prémio e as regras;
Indicando outros 7 blogs para receberem o prémio.
3 - Deve exibir (orgulhosamente!) a tag do prémio no seu blog.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Trabalho de casa do curso de escrita criativa
O som dos petardos troava, deixando no ar um cheiro acre a pólvora antiga. Enquanto se dirigiam da acolhedora capela, com o seu odor a cera quente e a promessas de futuro risonho, para o recinto da festa, Pepe e Lupe, recém casados, eram bombardeados com pétalas de flores e alguns parcos grãos de arroz, que se alojavam na gola da camisa dele e no decote do vestido dela. De olhos fechados, Lupe sorria, agarrada ao marido, sentindo-lhe a mão forte a prender a sua, ligeiramente húmida de emoção. Tremia, apesar do sol abrasador, cujos raios verticais e impiedosos lhe massacravam os ombros nús. Tremia de impaciência. Desejava que a festa acabasse depressa, que os convivas esvaziassem as malgas de fajitas e os tachos de arroz de milho, que os cânticos se calassem e que as danças terminassem o rodopio dos corpos gordos e suados. Mas Pepe, alegre e falador, parecia tão feliz que ela, conformada, se rendeu à alegria contagiante que os esperava no recinto ao ar livre. Os gritos de ‘felicidades!’ enchiam o ar. Os silvos da carne a grelhar no carvão vivo misturavam-se com as ordens ásperas de Papacito, o pai da noiva. Era ele o encarregado da comida. Com mãos hábeis, trinchava grandes peças de carne suculenta, cujo sumo escorria sobre a bancada, e colocava-as delicadamente sobre a grelha. Juntava depois uns pimentos cor de sangue e outros cor de sol, uma mão cheia de sal e avivava o conjunto regando-o generosamente com a sua tequila caseira. Ao lado da grelha, num pote de terracota áspera, o famoso, e secreto, molho de seiva de cacto. Pastoso, encorpado, inebriante. O odor desmentia a simplicidade da confecção, e os convivas rodeavam Papacito, disfarçando a impaciência com cantigas de louvor aos noivos. A voz das concertinas já roucas misturava-se com o trinar das travessas, que as mulheres iam trazendo da cozinha e depositando em cima das mesas, num restolhar dos folhos dos vestidos tradicionais. Crianças rindo, tentando partir a pinhata presa à árvore seca. Vinho a escorrer da pipa rugosa para infindáveis brindes aos noivos. Rosnados e latidos dos cães, magros, disputando os ossos atirados para o chão. Tiros inebriados, disparados para o ar. E corpos a rodopiar, gordos e suados, esmagando o pó pegajoso do chão, tossindo, mais que cantando, caindo, mais que dançando…
Muitas horas depois do sol já ter descido, e do céu se ter coberto com o seu manto de estrelas, os convivas partem. Pepe beija Lupe na testa e, pegando-lhe na mão trémula, leva-a para a primeira noite do resto das suas vidas.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Mais de 18 anos, mais de 30kgs e a respirar sem ventilador
O pior é que este comportamento não é apanágio das classes menos instruídas (vulgos rapazes da construção civil e afins) (sou, sou snob, e depois?). Não. Cada vez mais vejo homens aparentemente mais selectos, bem vestidos e com ar mais ou menos distinto, deitar olhares libidinosos e descarados aos decotes das mocitas, no metro, e mesmo mandar a ocasional ‘boquinha parva’. Uma vez, na avenida da Liberdade, estava eu a entrar para o edifício do escritório, e vejo, pelo vidro da porta, três quadros médios/superiores, daqueles yuppies da gravatinha amarela (nada contra, é só uma constatação), placidamente postados atrás de mim, a olhar-me descaradamente para o rabo. Pararam no meio da rua, reparem bem. Para ver um par de pernas. Que mais básico há que isto???? Estúpidos, ainda por cima, porque vi-os perfeitamente pelo reflexo do vidro, o que me permitiu virar-me e perguntar calmamente se havia algum problema que gostassem de ver esclarecido. Deram à sola de imediato, como putos, e fiquei eu, a olhar para os rabitos deles (nada de jeito, by the way), que os pobres tinham enfiado entre as pernas. É que o homem que manda boquinhas parvas é, por norma, muito cobardolas. O que só me irrita ainda mais. Porque é tão fácil, não é, mandar a boca e fugir?... Porque é que não diz, olho no olho ‘és toda grossa, fazia-te isto e aquilo?’. Porque se calhar levava uma resposta do tipo ‘ e homem para isso’, ou a minha preferida ‘nem um homem, quanto mais tu’? Ou o estalo, directo? Claro que sim. O ‘homem bocas’ é um cobarde do catano. Dá-me um gozo brutal, quando posso, mas confesso que é raro, porque tenho medo de me descontrolar e partir para a violência, confrontar o ‘homem bocas’. Uma vez, andava eu a passear o meu Yurie Manuel (outro canito que está em casa da minha mãe), tive o infortúnio de cruzar um bando de bravos rapazes da construção civil.
Tudo isto para dizer que estou farta dos ‘homens bocas’. Não se aguenta, pá!!! Olhem, babem para dentro, sonhem comigo, se quiserem, mas não abram a boca quando eu passo. A gerência agradece!
(e não pensem os leitores masculinos que eu tenho 1,80, pernas como a Giselle Bunchen, ou copa 44F. Não. Só tenho mesmo mais de 18 anos, mais de 30Kgs e respiro sem ajuda. Pasmem perante a originalidade!)
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Cat Love
Antes que comece toda a gente a pensar que isto é uma produção hardcore para a playboy canina, deixem-me esclarecer. O Gato Gil, actor principal deste vídeo, foi adoptado pela Sasha Margarida -que poderão reconhecer como sendo o monte de pelo caramelo que ressona ao sol de verão) - com a tenra idade de mais ou menos um mês, que foi quando o apanhei da rua. E, como ele não tinha mummy, e como a Nádia sempre foi uma antipática de primeira, e não o deixava aproximar-se sequer, o pequeno Gato Gil foi-se afeiçoando à labrador monstruosa, mas simpática, que o lambia e o deixava dormir entre as patorras imensas, com mil cuidados para não o magoar.
As mentes mais perversas decerto não deixarão de mandar bocas foleiras, mas a verdade é que a Sasha empenhou-se no seu papel de mãe de tal modo que chegou a ter leite, para gaúdio do Gato Gil, que passou muito tempo a mamar na cadela. Por muito mal que isto possa soar, era uma ternura vê-lo, muito pequenino, na barriga da Sasha, agarrado a uma maminha e com as patinhas a fazer pressão, e a Sasha, muito quietinha, para não o perturbar. Tenho fotos que comprovam isto, e não raras vezes acordei de noite com o barulho característico da sucção. Só visto...
E, acreditem ou não, há ali um laço para sempre. O Gato Gil adora a Sasha Margarida, e a Sasha Margarida adora o Gato Gil. E é uma coisa só deles, mesmo, porque a Sasha, apesar de não ser agressiva com os outros dois, também não lhes liga nenhuma. Mas é só abrirmos a porta e entrarmos em casa que ela vai logo apanhar o Gato Gil pelo pescoço e dar-lhes beijinhos caninos. O que equivale a um banho de baba todos os dias. Maluca da cadela, que quase me afoga o gato!!!!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Mais um cantinho na blogosfera
Sunday morning...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Satisfeitos, gatinhos? Já se sentem de novo o Centro do Universo? Ainda bem. Acharam piadinha a mostrar o vosso poder, foi? Pois é... olhem, queridinhos, sabem a latinha de Sheeva que eu dou ao fds? Pois podem esquecê-la durante uns tempos! Para aprenderem a ser humildes e a não hostilizar os outros bichinhos indefesos que eu puser no MEU blogue!
