Porque sou uma querida e não quero que vos falte nada.
Are you talking to me? 'Cause if you are, I really couldn't care less...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
A minha sina com os gatos é uma neverending story de bizarria e contrariedades
Dois gatos saudáveis vão à vacina. Com duas semanas de intervalo. Passados dez dias, o primeiro gato adoece. Perda de peso súbita, febre e desidratação. Gato número dois em excelente forma. Passados quinze dias após a sua vacina, gato número dois adoece. Mesmos sintomas de gato número um, que entretanto está a antibiótico há três semanas, sem ter sido diagnosticado porque os noventa e sete euros que gastei em análises foram, adivinhem lá? inconclusivos.
Pergunta que me ocorreu assim de repente: serei só eu a achar que o wally está na vacina?
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Quando morrer vou direitinha para o céu
Fazemos pelos nossos muitas coisas que não faríamos por terceiros, ainda que se pusessem de joelhos e nos prometessem o nosso peso em frascos de Nutella.
Não têm conta as coisas que se fazem contra vontade, só por amor a outrém. No
topo da lista, e muito justificadamente, vêm as nossas mães. Assim de repente, a coisa mais aberrante que fiz por D. Micas foi gramar com um concerto
do Júlio Iglesias porque tive a brilhante ideia de lhe oferecer dois bilhetes. Noblesse oblige, lá fui eu, agradecendo
aos santinhos o facto de D. Micas não padecer de pimbalheirite aguda que
poderia resultar, um dia, em ter de a levar ao Atlântico ver o Tony Carreira ou
coisa pior.
Pelos irmãos também fazemos muitas coisas surreais como
voluntariarmo-nos para esperar por eles quando estão no turno da noite e não
têm transporte para casa. Durante vários meses,
saía de casa às 7h e voltava para casa já depois da meia noite.
Pelos maridos
também fazemos vários sacrifícios como engomar camisas (sim, somos forretas e não
acreditamos no cinq-a-sec e afins) e abstermo-nos de dizer mal do Benfica, e só Deus é que sabe o que me custa não vilipendiar esse e outros clubes por quem nutro especial antipatia.
Faço muitas coisas bizarras porque gosto das pessoas e quero que sejam
felizes. Para não magoar um amigo, fanático pelos Genesis, ouvi-lhes a
discografia completa, desde o início dos tempos, aqueles tempos em que uma
música durava um lado todo do LP (sim sim, o saudoso Supper’s Ready, Deus o guarde no baú e que eu nunca mais o
veja à frente). E eu nem sequer apreciava os Genesis. Agora, claro, não os
suporto. Por outra amiga, mas por motivos menos nobres – o já não poder ouvi-la
- li a quadrilogia dos vampiros da Stephenie Meyr, que, como seria de esperar,
detestei. A amiga, até hoje, não
me perdoou. Diz que sou demasiado racional na análise da coisa. Que é uma história de amor, bla bla bla. Hum Hum. São vampiros e são lobisomens. Nenhum existe. I rest my case. Mas não a consigo convencer. Pior, ela fez de missão de vida o ter de ajudar-me a redimir-me de outra enorme pecha na minha cultura
literária. E por isso, porque é uma querida, e porque sem ela não consigo encontrar o caminho da
luz, tem lá isto para me trazer amanhã:
Sim. Os três. Yuppi...
Sei que muitos dos leitores que ainda me vão visitando já se estão a benzer,
em choque absoluto. A esses leitores quero dizer o seguinte: eu já não posso
ouvir aquela alma, de manhã à noite, a falar-me no Christian Grey e na tontinha
Anastacia. Eu já odeio os personagens e ainda nem li os estúpidos livros. Mas
tenho um grande problema: gosto mesmo muito desta alma doida que me atormenta o
espírito com as historietas de americanas frustradas que se vestem de cabedal (errata: parece que não mete cabedal, afinal) e
andam por aí a pedir para serem chicoteadas. E como gosto muito desta alminha, e ainda mais da minha paz de espírito, vou (tentar) ler esta treta de uma vez para ver se
volto a ter sossego na minha vida.
Quem disse que os espíritos fortes não se vencem
pelo cansaço não conhece a MJ!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Um dia de chuva
O nosso grande Fernando Pessoa, disfarçado de Alberto Caeiro, escreveu:
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.
(in Poemas Inconjuntos)
Sobre isto, duas considerações:
Claramente Alberto Caeiro não andava de transportes colectivos em Lisboa em 'belos' dias de chuva. E seguramente não tinha cabelo com tendência a frisar. Só pessoas que não reunem cumulativamente estes dois predicados podem escrever absurdidades destas!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Das minhas fraquezas e terrores #1
M-E-D-O.
O mais puro e primário MEDO.
O mais puro e primário MEDO.
É o que me assalta quando vejo uma máquina de costura. Nem chego perto. Sim, sei que é uma lacuna grave na educação de uma fada do lar, mas tenho medo, pronto. Aquilo anda sozinho, enrola e desenrola carretos sem que ninguém peça, anda para a frente quando se quer andar para trás. E o pedal, meu Deus, o pedal, quem é que controla aquele device infernal?
Mais depressa pego num berbequim (e, por Deus! se aquilo me mete medo, também) do que me chego ao pé de uma máquina de costura. Safa! Vade retro, engenho de Satã!
(e, sim, tenho inveja das pessoas que fazem coisas giríssimas com a máquina do demo e depois vão para o comboio mostrar a toda a gente como são prendadas. As reais cabras!!)
sábado, 24 de novembro de 2012
Está tudo explicado
E quando eu pensava que não havia explicação para o meu número de calças ter subitamente decidido andar a par com a minha idade (Why God, why????) e andava aqui a matar-me com saladas e sopinhas, eis que descubro que não vale a pena estar a sofrer porque, segundo um estudo que descobri na net
TRABALHAR COM O CÉREBRO FAZ ENGORDAR
O trabalho intelectual, em detrimento do uso dos músculos, poderá contribuir
para a epidemia de obesidade que atinge o mundo civilizado, que não será apenas
provocada pela falta de exercício físisco, afirmou um investigador Canadiano,
professor de Quinesiologia na Universidade de Laval, no Quebec.
Segundo o
investigador, o cérebro de uma pessoa que está a fazer um trabalho intelectual
ou a trabalhar com um computador utiliza a glucose como fonte de energia. Mas,
acrescenta, uma vez que a actividade intelectual queima pouca energia, provoca
uma necessidade de glucose que faz com que a pessoa absorva depois mais alimento
do que o organismo necessita.
in "semana médica" Outubro 2005
Pronto, e é isto a minha vida. Anda uma pessoa a matar-se a estudar para ter um trabalho qualificado (tem dias) e depois é isto. Penso, logo engordo. Está bonito, está.
(Depois de saber desta aviei-me de dois pratalhões de massa ao jantar. E em calhando vou ali comer um geladito antes de me ir deitar. É que estive a fazer um ensaio sobre literatura e sinto a glucose em baixo...assim como assim, quando for vou balofa, mas vou de barriga cheia)
Ah, mas agora que penso nisso: tenho uma colega que também passa o dia a trabalhar no computador e é mais magra do que eu. Não tão gira, é certo, mas mais magra. Ceteris paribus, só posso concluir que se ela não engorda... é porque não pensa! Pronto, tal como disse, está tudo explicado. (sim, sou uma cabra ordinária, e depois?)
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Tão giro que tu eras #1 ( o cardinal é só para enfeitar, não sei haverá mais edições. Afinal sou uma mulher ocupada e sem tempo para patetices)
Sou uma pessoa (por vezes) distraída. Não é por isso de espantar que só há
duas semanas tenha descoberto que o Jared Leto é o vocalista dos ‘thirty seconds to
mars’. Antes que comecem a vaiar a menina, permiti-me recordar que alguns de
nós têm uma vida e não a passam seguramente a ver a MTV ou grudados no Youtubi.
Ouvimos a tufonia, e já é uma sorte!
Por isso, alguns de nós lembravam-se do Jared Leto como Hephaestion,
o amante amigo dedicado (e podre de giro. Eu cá acho e quero ver os caixotes
do lixo de quem não comungar desta minha opinião) de Colin Farrel em Alexandre, O delicado Grande,
filme que apreciei apenas porque gosto de ver a pernoca dos moços toda de fora,
embora tenha ficado muito decepcionada com a caracterização capilar escolhida
para o Colin Farrel. Colin, sabes que te aprecio q.b., e por isso
te digo com todo o carinho: parecias um parolo com esse cabelo cor de palha. Eu
sei que o Brad Pitt também estava louro como Aquiles, em Tróia, (e que Holywood
é um mundo cão que permite duas estreias de superproduções de clássicos gregos
em menos de seis meses), mas há um factor incontornável a considerar: tu não és o Brad Pitt. A ele
fica-lhe (muito) bem. A ti, nem por isso. Evita, portanto, que a gerência (que
até acha uma certa piada ao teu ar de irlandês suburbano arruaceiro) agradece. Dito
isto, e marcada esta pungente e muito oportuna posição, volto ao Jared Leto. Este
moço...
...afinal também canta. Diz que já há algum tempo. Desde 2002. Bom saber que só estou com dez anos de atraso.
Mesmo chocada com a minha incultura– sim, que a menina não gosta nada de não saber tudinho
destas coisas muito importantes do showbiz -, fui investigar. Mais valia ter
ficado quieta. O rapaz canta, e não desencanta de todo, até gosto muito da colagem que fez ao 'where the streets have no name' dos U2. Claro que isto era o que eu achava antes de ver o video de um cover da Lady Gaga (que a minha religião não me permite reproduzir de tão mau que é)... e esta foto.
Jared, amori... pela tua rica saúde! O que é que te passou pela cabeça (que não o cortador de relva, que até aí consegui perceber)???? Só me envergonhas, homem...
Mas agora já percebo melhor como arranjaste tão facilmente o papel de rabeta, perdão, guerreiro macedónio...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
So close
Visto que o manto frisado que me cobre a cabeça tem vida própria e nem sempre colabora, esta manhã atrasei-me e saí de casa à pressa, sem tempo de ir à pilha dos ‘livros a modos que levezinhos para ler no comboio’. Como estou de greve às imposições académicas até logo à noite, também não fui à pilha dos ‘livros não tão levezinhos que me aborrecem de morte mas me obrigam a ler para poder fazer os testes’. Resulta portanto que só tinha o providencial Destak para me entreter no comboio. O Destak é porreiro porque é de borla e, embora esteja um pouco aborrecida por terem suprimido a rubrica do horoscopo, o que me complica a vida porque fico sem saber o que me vai acontecer durante o dia, sempre é melhor ter meia dúzia de páginas para ler do que página nenhuma. Sim, mesmo que um jornalista ache que ‘edílico’ é uma coisa bonita de se escrever. Adiante.
Como ainda ninguém me ofereceu um
IPAD (!), ao fim de três estações já o Destak
estava lido e relido e eu prostrada na janela, profundamente entediada. Logo
por azar estava tudo muito calmo, nenhuma conversa a que prestar atenção,
nenhum toque de telemóvel ridículo sobre o qual cuspir veneno...nada. Só quando
eu estou a tentar ler é que me entopem os ouvidos com parvoíces, mas claro,
quando não tenho nada para fazer também não colaboram para minorar o meu tédio.
Falsos!
Estava eu nestas considerações quando, de repente... VEJO-O!
Olho de novo. O cabelo impecável. O ar aprumado. Não há dúvida: é mesmo ele na plataforma. Vai entrar na minha carruagem! Agito-me. Sinto a centelha da vida irromper-me pelas veias desencantadas. Aguardo que suba a escada e venha até ao primeiro piso
(nós, os seres superiores, não viajamos
no piso inferior). Sobem duas simpáticas velhinhas e uma adolescente
desgrenhada (não vou desencantar-te já, amiga, mas só para que saibas, isso do cabelo
ter personalidade piora com a idade). Mas dele, nem sinal. NÃOOOOOOO! Ficou lá
em baixo, com as massas (blargh). Um contratempo. Mas nem tudo está perdido; o maquinista, Deus o guarde, está do meu lado e as estações desfilam
agora a velocidade estonteante. Concentro-me. Sei que ELE sai na mesma paragem do que eu, mas
com tanta gente não é garantido que o
consiga apanhar sem danos colaterais. O comboio pára. Finalmente. Precipito-me pela escada, sem
ceder passagem a ninguém. Estou focada. Quase lhe sinto o cheiro. Deus
colabora; saímos ao mesmo tempo da carruagem. Roço no seu casaco. É um bom
casaco. Um casaco caro. Decerto comprado com o dinheiro que recebeu do
Benfica em 2009 para inventar aquele miserável pénalti que
roubou a Taça de Portugal ao Sporting. Preparo o golpe, que se quer cirúrgico, e a parecer acidental. A mala da marmita, pesada de pescada em cama de legumes e
arroz branco com tomilho, retesa-se sob
a força controlada do meu mortal braço direito. Calma, miúda. Nervos de aço. Tu
consegues! No último segundo, um inocente atravessa-se entre nós. 'Sai, idiota,
sai!!!'. Ele não sai. A ocasião perde-se. MALDIÇÃAOOOOO!!!
Atrás de mim, o marido diverte-se com o meu ar contrariado. Diz-me: ‘então, não o mandaste escada abaixo?’. Rosno, entre dentes: ‘não consegui’. Ele abana a cabeça, com um meio sorriso. Já sabe que sou insana. Também sabe que este leão nunca esquece...
We shall meet again, Lucílio Batista.
MUAHAHAHAHHAHHAAHAHAHHAHAHAHAHAHAH...
Nota final da autora: esclarecem-se os passageiros da fertagus que viajaram esta manhã para Lisboa, incluindo o Exmo. Sr. Lucílio Batista, que em momento algum esteve a sua segurança comprometida. Os acontecimentos relatados são verídicos mas foram dramatizados por força da extraordinária capacidade criativa da autora que, pese embora aturadas reflexões sobre o assunto, ainda não conseguiu perceber por que não enveredou por uma carreira no disparate ficcional.
Mais, esclarece-se que as conclusões sobre a qualidade do casaco do senhor Lucílio Batista são verdadeiras, mas que se ignora com certeza a proveniência dos fundos usados para o adquirir e que a autora apenas sugere uma explicação.
Esclarece-se ainda que não tem a autora qualquer preconceito quanto aos passageiros que escolhem viajar no piso inferior, pese embora considere que sejam feridos de julgamento deficitário porque os lugares em cima são muito mais cool!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Ai que prazer...
...não cumprir um dever. Dei uma de Fernando Pessoa: as Literaturas Europeias foram para as couves. Já eu vou ali à cozinha buscar o belo do Earl Grey para depois me espojar ostensivamente no sofá e ver dois episódios de 'The killing'. Mai nada!
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Fartinha que estou da história da literatura
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Das escolhas que fazemos na vida e de como se aplica a máxima 'mais valia que estivesses quieta'
São múltiplas as desvantagens com que uma pessoa se debate quando pretende cultivar-se intelectualmente e não tem vida para essas mariquices.
Para além do investimento financeiro - que
tem retorno previsível na vizinhança do zero, a não ser que consiga insinuar-me
junto de um vereador da cultura da CML de Sesimbra, ou vá, do Seixal (de
Setúbal é que não, que tenho rrreceio de não entenderrrr a a prrrronúncia )- o que mais me custa é o tempo que gasto nesta
dedicação à nobre arte da elevação
intelectual. Parte importante do qual é passado a lastimar o tempo que não
gasto na dedicação a outras nobres artes de elevação espiritual. Não pinto há
três anos. Nunca mais desenhei. Também escrevo pouco, se é que contam como
escrita os debitanços tontos que vou colocando aqui. Tenho álbuns de férias
desde 2010 para recuperar, mais o álbum de casamento director’s cut para terminar. O meu ponto cruz está mais mumificado
do que a Nefertiti que pretendia bordar. O pseudojardim põe a Amazónia a um
canto, só ainda não apanhei por lá crocodilos, mas é dar tempo às lagartixas. Pensei
nisto ontem, enquanto tentava debitar duas páginas sobre as novidades
arquitectónicas da segunda fase da
construção do Mosteiro da Batalha - que
me interessa tanto como o ciclo reprodutivo da formiga africana - e via o sol a
brilhar lá fora. Confesso-me um bocado
cansada desta coisa da elevação intelectual. Preciso mesmo de outra
licenciatura? Ou de ouvir a minha rica mãezinha, que tem sempre razão, perguntar
‘ó filha, mas isso vai servir-te para quê?’ e ter de responder baixinho (sentindo-me
assim mesmo mesmo estúpida) ‘bem, na verdade, muito provavelmente para nadinha
desta vida’. Pois é...
E logo à noite, em vez de ver ‘The
killing’ vou ter de debitar sobre frisos e nervuras, arquivoltas e rendilhados
manuelinos. Sweet...
Moralidade: Para a próxima, quando te derem as
febres da inquietação e da elevação intelectual, pega num livro de receitas e
aprende a fazer molotoff!
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