quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Da greve

Gostaria de formalizar um sentido pedido de apologias aos senhores da Vimeca a quem, num acesso de tontice injustificada, apelidei ontem de 'anormais'. Não foi bonito da minha parte, até porque os senhores foram uns queridos e atenderam a minha chamada telefónica às seis e meia da manhã e confirmaram que iam fazer as carreiras que me interessavam e tudo. Palmas, portanto, para a Vimeca. Claro que eu não sou ninguém para felicitar a iniciativa privada, mas se o Passos pode, eu também posso;  que eu, pelo menos, não roubo nada a ninguém e ainda tenho alguma moral para falar de trabalho honesto. 

Não foi, portanto, por causa da Vimeca que eu não pude vir trabalhar ontem. A Fertagus e Metro, a quem eu, conjuntamente, pago mais de cem euros por mês, é que me falharam. A Fertagus diz que por causa da Refer, o jornal diz que por causa de uma catenária, é escolher a versão. Seja como for, logo, quando for renovar o passe vou dizer à senhora para me fazer o acerto. Vou fazer-lhe perder o mesmo tempo que eu perdi ontem ao ir em vão para a estação. Coitada da senhora, não tem culpa, mas lá está, eu também não! Da Metro já nem vale a pena falar, porque aquilo lá é tudo enxertado em corno de cabra. Isto com todo o respeito que tenho pelos trabalhadores, apesar de ainda não ter apanhado nenhum particularmente simpático ou que tenha resolvido à primeira uma questão que eu tenha colocado. Culpa minha, seguramente, que não tenho nada de fazer perguntas difíceis. Admito que isto de trabalhar o dia todo debaixo do chão há-de queimar alguns neurónios; é mais  do que normal que não consigam perceber, mesmo que se lhes explique com muita força, que parar a circulação não prejudica a empresa, que já vendeu os passes e se está profundamente nas tintas para o utente. Deve ser das vibrações, aquilo deve complicar com o ouvido interno e a malta acha que estas greves vão chatear muito o patrão. Não chateiam, amigos. O patrão adora, o patrão bate palmas de cada vez que recebe um pré-aviso. Sabeis porquê? Porque o que poupa em energia e dia que vos descontam mais do que compensa a meia dúzia de bilhetes avulsos que possam deixar de embolsar. As vossas estúpidas greves só chateiam quem paga (realmente) para beneficiar do serviços que os meus amigos prestam (sofrivelmente). Chateiam quem tem de andar ao sabor da boçalidade grevista dos meus amigos. E embora a greve seja uma prerrogativa prevista na Constituição, também deve estar previsto na Constituição o direito a ir trabalhar em paz e sossego e ter a garantia que o passe de 30 dias serve para a totalidade dos trinta dias. Até porque acabam por ser os utentes que cabam por pagar os salãrios de quem fica em casa a gozar o dia protestar.  Desculpar-me-ão a franqueza. Nestas coisas das liberdades, o risco é sempre onde se começa a entropiar a vida do inocente. Eu também me sinto frustrada. Também estou com este governo pelos cabelos. Mas não me vêem a mim lixar a vida do próximo gratuitamente, pois não? Ó meus amigos, com todo o carinho vos digo: sois burros! Aprendei a fazer as coisas! Quereis fazer mossa no patrão? fazei greve às bilheteiras. Abride as cancelas e deixai passar o povo sem pagar. Aí, já dói ao patrão, que tem os custos todos da operação e ainda redução efectiva de receita.  Como diz? que depois os maquinistas não podem ficar em casa? POIS NÃO! Mas se há uma causa maior...Ou não há?...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

What to, what to do?

Estou aqui num dilema corneliano: venho trabalhar amanhã ou deixo-me ficar em casa a passar as duas máquinas de roupa que não me apeteceu passar no domingo? 


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A lata destes gajos não cessa de me espantar


Partilho aqui um email fofucho que recebi hoje dos meninos do Gaspar. Diz que querem que se peça sempre factura, que senão não se consegue controlar nada, e que é uma maçada para eles, porque depois têm de conseguir receita aumentando os nossos impostos, que é uma coisa que lhes custa imenso, tadinhos, que são tão nossos amigos e só querem o nosso bem. Se não acreditam  vejam o que eles dizem:

"Se todos exigirmos fatura em todas as aquisições que efetuamos conseguiremos:

• Aumentar a riqueza conhecida que Portugal produz (PIB);
• Aumentar as receitas fiscais, sem pagarmos mais impostos;
• Aumentar a equidade e justiça entre todos os contribuintes portugueses;
 Diminuir o défice orçamental e criar condições para uma redução futura da carga fiscal;"


Por outro lado, 

"Quando não exigimos fatura contribuímos para:

 Aumentar a evasão fiscal e enriquecer ilicitamente aqueles que não pagam impostos;
• Diminuir a receita fiscal, que é uma riqueza de todos os portugueses;
 • Prejudicar com mais impostos os contribuintes cumpridores.

Quando é emitida fatura, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) garante o controlo e a cobrança do IVA correspondente. Se a fatura não for emitida esse controlo é impossível."


Pese embora fique extremamente grata por ter estas verdades de Lapalisse na minha caixa postal (ó meu Deus, que seria de mim sem tão iluminado contributo da AT?), tenho umas considerações a tecer. Umas coisas que o amigo Gaspar ainda não percebeu:

a) Eu não sou funcionária do Estado. Não tenho de lhes fiscalizar a economia. Não tenho de me encher de papéis inúteis e ser insultada por pedir factura por uma bica, só porque o Estado é inepto. Peguem nas perninhas e fiscalizem, amigos. Fiscalizem. Mexam-se. Ah, e já agora, taxem as lojas dos chineses e hipers. Portugal também agradecia!

b) Graças a Deus também não sou uma cabra invejosa. Por isso, a do 'estar a beneficiar quem não paga', também não cola. Quero lá saber da vida dos outros. Eu pago o mesmo, peça factura ou não.  Se alguém se safa, olha, tanto melhor! Se me dissessem 'se pedir sempre factura, no fim do ano tem um rappel de 10% convertível em bolas de berlim' ou qualquer coisa do género, a malta ainda considerava. Agora trabalhar à borla? Para o Coelho e para o Gaspar? PQP, pardon my french. 

c) Como eu, muitas pessoas verão nesta assumpção de incompetência uma oportunidade dourada para fazer negócio. Se eu encontrar quem me faça um desconto amigo na peixaria se eu não pedir factura, o que é que acham que eu vou fazer? Hum?...Ah pois...temos peninha, pois temos, somos contra, por princípio, ah pois somos, mas também estamos cansados de ser os honestos parvinhos. Até porque o peixe anda pela hora da morte!

Ah, mas bom, estou a ser injusta...afinal há uma cenoura de que o Coelho e Cia abdicam:

'Em breve receberá mais informação acerca dos benefícios fiscais (até 250 euros) que serão proporcionados a quem exige fatura'

UAU. Amigos, pegai nos 250€, fazei um rolinho e escondei-o onde o sol não brilha, sim?
Daqui não levam nada.
Obrigada.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Curta

Nestes tempos de crise, convém poupar no máximo que podemos. Estou por isso muito satisfeita de ver que o meu último post continua tão actual esta semana como na semana passada... A este ritmo não escrevo mais nada este ano...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Palavras para quê?



Esperando por melhores dias...

(ai, jasus, ca nervos, ca nervos!)


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do atendimento a clientes ou pormenores de qualidade de uma subserviência a que alguém devia começar a prestar atenção


Aproveitando uma reunião de fim de tarde em Lisboa e o facto desta se ter realizado mesmo em frente a uma loja que não me paga para fazer publicidade e que por isso não nomearei ( mas cujo nome começa por ‘M’ e acaba em ‘o’ e tem ‘ang’ no meio), resolvi entrar em busca de um trapinho elevador do astral soturno com que andamos todos. Fui percorrendo a loja, sem grande entusiasmo, confesso, porque me irrita solenemente a moda feita para gajas sem curvas, e a proliferação daquela miséria que são as calças justas, as tais das skinny ou do slim fit, que só fica bem a mulheres anoréticas que só comem ervilhas. Eu, que graças a Deus!  era capaz de matar por uma boa pasta e que exibo orgulhosamente essa característica na pernonga e no rabiosque, não posso usar essas coisas. Quer dizer, poder, posso. Até mais do que muitas texuguitas camufladas que se enfiam nos slims e se esquecem que a banhoca sai toda por cima e andam a fazer figuras tristes como se fossem anunciantes humanos da Michelin. Eu cá sou muito prática: não me favorece, não uso. Moda ou não moda.

No meu périplo, reparei em dois senhores africanos, espojados num banquinho, rodeados por duas jovens assistentes da dita loja. Achei o cenário tão exótico (homens na tal loja foi coisa que nunca vi, nem na secção masculina, por sinal muuuuuuito fraquinha) que me pus a observar discretamente, fingindo-me fascinada por uma gabardinas por ali penduradas. Então a conversa era a seguinte:

  - Não, más o que eu queria mêsmo éra uma coisa mais gárida, que elas pudessi pôr uma bijútaría beránti, e um sápato di sálto alto.

Percebi então que os senhores africanos estavam na verdade a fazer um shopping para donzelas ausentes  e que as assistentes da loja andavam a esvaziar prateleiras para lhes satisfazer os desejos, como se estivessem num atelier de luxo. Como achei aquilo tudo muito pindérico,  larguei as gabardinas e deixei os senhores africanos na vida deles e fui provar umas calças. Ficavam bem, embora alguém deva explicar à tal loja que a mulher portuguesa não mede normalmente 1,80 m e que escusam de fazer pernas daquele tamanho para depois chegarmos a casa e termos trabalho de as cortar. Obviamente, esta vossa amiga recusa-se a pagar para que lhe façam bainhas nas lojas. Sou forreta? Deixá-lo. Era o que mais faltava ficarem-me com o dinheiro da peça, da alteração da peça e ainda com o tecido cortado!

Pego nas minhas calcinhas e lá vou para as caixas. Estava uma pessoa a ser atendida. Passado um bocado, já depois de ter cheirado os perfumes todos e ter olhado depreciativamente para as bijutarias ali penduradas para tentar os incautos, comecei a prestar atenção ao que se passava à minha frente: uma operadora passava freneticamente os artigos que outra lhe ia passando de um gigantesco monte. Uma terceira estava por ali, suponho que a dar apoio moral. Curiosamente, só aquela caixa estava aberta. Depois de ver passar 3 horrendas calças leopardo, percebi que o monte enorme era dos senhores africanos e que a jovem loura à minha frente devia ser a desgraçada da assistente deles, a quem tinha calhado na rifa ficar na loja a pagar a conta. Comecei a olhar fixamente as assistentes, a ver se alguma percebia que havia vida para além dos paralelos 4 a 18. Ignoraram-me olimpicamente, apesar de eu estar muito visível com a minha gabardina vermelha, por acaso até comprada naquela mesmíssima loja, há dois anos atrás. Ora eu sou boazinha, mas não gosto de ser ignorada. Ia começar a barafustar quando me apercebi de que estavam a  fazer subtotais. O primeiro foi de €995. O monte por passar fazia dois do já passado... Olhei para as minhas calças de €19,90 e percebi que nem que eu fosse a Diana de Gales ressuscitada conseguiria chamar a atenção daquelas almas.  Fui por as calcinhas no sítio de onde as tinha tirado e saí ostensivamente da loja, com a firme intenção de não voltar lá mais. Mas estou arrependida, que devia ter feito reclamação. As moças, coitadas, estavam atrás da comissão. Percebo isso. Respeito isso. O que não percebo é desrespeito por outro cliente pagante. Não teria ficado mal abrirem uma caixa para os outros clientes pobrezinhos, cujos rendimentos vêm de trabalho honesto e  não têm proventos de diamantes ou armas ou luvas de empreitadas e não andam a pavonear-se pelas lojas de Lisboa como se fossem a última coca cola do deserto. Irrita-me solenemente esta atitude reverencial ao santo tostão dos paralelos 4 a 18 .  Santa paciência. Tendes dinheiro, ide à 5ª avenida que é muito mais fino, não andeis a entropiar a vida de quem só quer comprar umas calças, senhores! 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fumo branco no Lumiar

Parece que habemus treinador.

 Ladies and gents, I give you....

(rufam tambores, arrulham pandeiretas)

Franky Vercauteren!!!! 
(visualizem por favor o cartaz do 'bater palmas e gritar com muito entusiasmo')


Tem assim umas semelhanças um pouco rebuscadas  com o Viggo Mortensen, o que é sempre bom do ponto de vista desta vossa amiga. 

Em termos de carreira, pois que me lembro do mocinho na Selecção Belga (que, como se sabe, fica sempre muito bem colocada nas competições mundiais e europeias), e até creio que tenho lá para casa um cromo dele na minha caderneta dos mundiais ou europeus. Fui googlar mais e fiquei a saber que tinha uma alcunha fofinha: 'Le petit prince'. Gosto. Eu, que tenho a mania das aristocracias e continuo a achar que Napoleão Bonaparte faz parte da minha linhagem remota, gosto de ver gente com títulos à frente do Sporting. É bonito. E também deve ser o único título que vamos ver este ano, mas isso agora não interessa nada.
Não sei se é um grande treinador, nem se é o treinador indicado para o Sporting. Sei que é um treinador, e que tem o meu apoio, o que, como toda a gente sabe, já é meio caminho andado para lhe correr bem a vida. Estou satisfeita. E até vos digo mais: depois de não conseguir dormir durante os dois dias em que se dava o Couceiro (wtf????? mais do mesmo?) como certo, até podia vir um Godzilla  traveca que eu ia achar lindamente. É assim que andamos.

Não sei porque é que não convidaram o Godinho Lopes para o governo; também é tão iluminado que só se estragava uma casa. 




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ele há gente que não tem grande amor à vida



Isto foi o que a cara metade - benfiquista fajuto, que nem liga à bola a não ser para me chagar o juízo-, achou por bem enviar-me por email, esta manhã.
E depois admiram-se da escalada dos casos de violência doméstica. 

Dito isto, até eu já me rio. Godinho, Godinho, já ias mas é de carrinho!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

EXTRA! EXTRA! Dois perigosos terroristas detidos em Sesimbra City, na noite de sexta feira.



  

Nero Augusto, aka, a Sombra Maléfica e Nikki Aurora, agora conhecida pel' a-que-não-partia-um- prato-e-bem-nos-enganou, foram, na passada sexta feira, formalmente acusados de vandalismo e profanação de solo sagrado. Pendem ainda sobre os dois  facínoras três acusações de homicídio em primeiro grau na forma tentada e uma acusação de homicídio qualificado na forma tentada e conseguida.  Os actos, não testemunhados mas deduzidos com elevado grau de certeza, após aturada investigação na cena do crime, foram perpetrados com requintes de malvadez, tendo resultado na destruição de parte do jardim zen da proprietária, Safira Maria. Ainda em choque no momento desta entrevista, Safira Maria foi incapaz de proferir declarações inteligíveis, limitando-se este repórter a relatar que a proprietária se encontrava pálida e combalida quando foi encontrada a tentar reanimar a, até agora, única fatalidade do pérfido ataque, o Escovilhão, carinhosamente apelidado de Árvore Pompom

Como seria a vítima mortal, se não tivesse selvaticamente
assassinada
Encontram-se ainda em estado crítico, o Abacateiro Joe e Fidelia, a Camélia, cujos prognósticos  continuavam reservados à hora do fecho desta reportagem. 
Escaparam com ferimentos ligeiros, duas espécies de arbusto,  cuja identidade não foi divulgada. Sobreviveram, incólumes, os malmequeres e  três roseiras.


Para além da perda de vidas, há a lamentar avultados prejuízos materiais, sendo necessário substituir dois vasos partidos,  terraplanar o terreno e recuperar ou substituir o equivalente a duas sacas de casca de pinheiro soterradas sob um camadão de terra, que os escroques espalharam no processo de escavação de um gigantesco buraco.

Os meliantes, que de imediato se entregaram sem oferecer resistência, encontram-se neste momento com termo de identificação e residência, e saídas limitadas. Foi-lhes suprimida a dose de festas diárias e não lhes é dirigida a palavra desde o fatídico evento. Em declarações a este repórter, A-que- não- partia- um prato declarou estar arrependida e ter sido coagida por Sombra Maléfica, que alega não se recordar do acontecido.  Estão em curso investigações para determinar se Sombra Maléfica poderá ter agido sob acção de psicotrópicos provenientes de uma flor de Datura, encontrada  parcialmente mastigada no local. Interrogada sobre a existência de uma árvore com propriedades alucinógenas na sua propriedade, Safira Maria recusou prestar mais declarações, fechando-nos a porta com um lacónico 'vocês sabem lá o que é a minha vida!' 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O demo voltou...

E quando pensávamos que a crise deprimia tudo e todos e matava todo e qualquer processo criativo, eis  que José Rodrigues dos Santos nos vem salvar do marasmo  com um livro sobre...a crise!  Seguramente encontrará uma forma original de dizer que a culpa disto tudo é dos malandros dos mercados financeiros (ou do Sócrates, se der mais jeito a quem estiver a ler) e fará com que o seu fabuloso action man, Tomás Noronha, aka master do universo dos seres supremos cujo intelecto superior a todos ofusca, nos arraste, comuns mortais ignorantes e indignos,  num turbilhão de (in)esperadas e brilhantes deduções intelectuais e pungentes dilemas morais do estilo 'papo a sueca de fartos seios, não papo a sueca de fartos seios?'.

Sim, Tomás Noronha voltou. Lamentavelmente, só se vai embora 592 páginas depois. 

Aqui o porquê de eu não suportar este 'indevido'. Que eu não odeio gratuitamente as pessoas. Não todas.

Uma última palavra para aqui agradecer publicamente à grande amiga que, sabendo da solene embirração que sinto por este senhor, fez questão de me enviar este convite para o lançamento. Estou sensibilizada. A sério. Obrigada, do fundo do coração, MJ. É que eu achava que ia ter uma tarde de sábado chata, com as compras de fim de semana e a limpeza da casa. E agora, só de pensar na alternativa que me propões, sinto-me a doméstica mulher mais feliz do mundo. E até calha bem ter de levar os gatos à vacina, não fosse despachar-me a tempo de ainda assistir à sessão de autógrafos e sentir-me tentada (NOT!).