Acabo de descobrir que, em média, tenho menos 29.990 visitas diárias do que a Pipoca mais Doce. E
agora? Como vou conseguir dormir esta noite??
Are you talking to me? 'Cause if you are, I really couldn't care less...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Sonhos perdidos
Lembram-se desta canção? Eu tinha na altura onze anos e já acalentava o grande sonho de vir a ser uma cantora famosa. Já me tinha passado a fase do canto lírico porque, embora não o dissesse em voz alta, e investisse algum tempo a fazer Ohohohoos e Ahahaaahhhhs, e a intercalar os dois, sabia que o auditório só não me atirava tomates porque os tempos já eram de crise, e porque não fica bem maltratar crianças nem dar-lhes cabo dos sonhos. Mas pronto, a coisa não era famosa. Sabiamente, fui adaptando o meu sonho à medida daquilo que conseguia efectivamente cantar. Depois de anos a cantar e idolatrar Marie Myriam, e já depois de dizer adeus à minha querida Paris, decidi que ia ser eu a ganhar um festival da Eurovisão para Portugal. Imaginava-me a ser recebida em apoteose no aeroporto, e a fazer as capas da TV Guia ( que eu nunca fui muito da Nova Gente). Este sonho renovado intensificou-se depois desta canção de Corrine Hermès, que cantei até à exaustão no recreio da escola e até mesmo na aula, em frente à turma, quando as férias escolares estavam à porta e os professores faziam aulas mais ou menos livres, onde cada aluno ia ao quadro fazer qualquer coisa. Uma imitação, cantar uma canção, contar uma anedota. Eu era presença recorrente para cantar e imitar animais. Era uma rapariga popular, na altura. Nem sempre desinteressadamente, que toda a gente gostava que eu ajudasse nos pontos e emprestasse os meus Caran D'Ache, mas isso são águas passadas. Criativa, ingénua e cheia de sonhos tontos. Mas era feliz, especialmente porque ainda não tinha a percepção de que esse sonho iria fazer companhia ao sonho de ser veterinária, a próxima Brooke Shields, a namorada do Jon Bon Jovi ou vir a ter um cavalo palomino. Não necessariamente por esta ordem. Estes, e outros, estão agora muito arquivadinhos na gaveta dos sonhos um-dia-possíveis-mas-lets-face-it-altamente-improváveis-e-alguns-absolutamente-parvos. E ainda bem. Gosto da minha vida actual. O cavalo ainda me custa, mas, quanto ao resto, estou resolvida. A Brooke Shields nunca foi grande actriz e engordou como o cacete. Deixem lá 'tar, obrigadinha. O Jon Bon Jovi não envelheceu lá grande coisa. E quem quer ser veterinária e salvar bichinhos, quando pode mofar oito horas por dia num escritório a encher os bolsos a terceiros e amigos que depois até chegam a ministros. What can I say... I LOVE MY JOB!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Ó pra mim armada em menina dos blogues fashion
Desde que vim trabalhar para o desterro, nunca mais fui às compras de fim de tarde, actividade a que me dedicava amiúde quando trabalhava na minha adorada Avenida da Liberdade. Sim, sim, torcei o nariz, que é a artéria mais poluída da cidade e mai não sei quê, não quero saber disso para nada. Estava a dois passos do Chiado. Tinha uma vida !! Usava o meu multibanco em lojas fofinhas. Tão contente que ele andava, raça do cartão...nunca o vi vibrar no talho ou nos hipermercados como o via vibrar na Promod e na Mango. Temos andado, Visaelectron e eu, com o shopping blues...
MAS...na semana passada, inopinadamente, quando procurava um presente para a minha sobrinha, passei numa sapataria de qualidade duvidosa (desconfio sempre de sítios que vendam sapatos por €9,99, embora os compre se os achar giros, mesmo sabendo que com sorte não se desintegram no primeiro uso) e VI-OS. Os sapatos de que não precisava de todo! Comecei a ouvir uma vozinha na minha cabeça: take us home, take us home... e, de súbito, uma palpitação no fundo revolto da carteira. Também estavas a ouvir, não era, querido Electron?
(Não, não foram estes os eleitos para o armário. Estes seriam os sapatos que eu compraria se vendesse o carro!)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Crónicas de uma jardinagem arriscada
Uma amiga ofereceu-me, há já largos anos, um pé de Datura, vulgarmente conhecida
como trombeta de anjo. Enquanto procurava uma imagem para colocar aqui, dei com
um artigo sobre a árvore. Mais valia ter ficado quieta, que era mais feliz na
ignorância. Diz que toda ela é tóxica, e que é usada para chazinhos
alucinogénios. O que seria uma boa notícia, se eu fosse janadinha. Mas não sou,
só gosto de plantas, de preferência aquelas que eu posso manusear sem medo de
morrer envenenada. Esta informação nova vem colocar em perspectiva o tempo que
decidi passar ontem a catar a planta, folha a folha, para ver se descobria a
razão de metade das folhas parecerem uma renda de bilros, de
tanto buraco que lhe apareceu em dois dias.
Na lista de carreiras alternativas mais
interessantes do que a que tenho hoje, a de detective floricultor seria
seguramente uma hipótese a considerar, pois foi num instante que descobri o
causador dos rendilhados pouco estéticos das folhas. Eis os vis culpados, já
depois da captura:
Para as almas mais sensíveis, preocupadas com o bem estar das lagartas do
demo, posso afirmar que não as matei. Directamente. Agora se o
sol e o alcatrão não são um ambiente compatível com a vida das criaturas, ou se passou algum pássaro
guloso entretanto, pois isso já não será culpa minha. Para as almas preocupadas
com o meu bem estar físico, também estou bem, obrigada, mas para a próxima n me
apanham a fazer isto sem luvas! Até porque uma das lagartas, a real cabra!, deixou-me um líquido
esverdeado na mão que me cheira seria folha de Datura não digerida...
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Canção proibida (note-se o fabuloso trocadilho que provavelmente só se perceberá lá para o meio do post onde já não terá o efeito esperado, correndo mesmo o risco de não ter piadinha nenhuma)
Não sei se por causa do tema em si, ou da voz da intérprete, o certo é que
o cônjuge respondeu com um ‘deixa estar, não te maces’ à minha proposta de revisitar
a cappella o grande clássico infantil
‘Dartacão’ durante o trajecto matinal para a estação. Não perguntei – ele há
coisas que mais vale não investigar a fundo -, mas vou assumir, a bem da
harmonia conjugal, que o que ele quis dizer foi que o tema carecia de interesse
e não era digno dos maviosos trinados desta vossa amiga. Tenho a certeza que
foi isso que ele quis dizer. E isto porque devia estar ainda em transe, sem palavras, após o medley de grandes sucessos do nosso Marco Paulo com que o brindei
logo à saída de casa. E, sim, o carro tem rádio, mas andamos a poupar na bateria. Eu canto de borla. E olhem que até chegamos mais cedo à estação, embora também ache melhor não verificar se existe correlação...
(perceberam o trocadilho? Hum? A canção proibida, grande clássico de Marco Paulo, com que iniciei o tal medley. E a canção que foi proibida, a do Dartacão. Não?...Pronto, paciência)
(Ok, foi o momento family guy do dia)
(vá lá, não tenho férias desde
Abril, dêem-me algum desconto!)
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Manual de sobrevivência no trabalho
Antes de ter de recorrer às drogas (duras) decidi tentar a música primeiro. Agora ando a ouvir a Nostalgia.fr no escritório. É terapêutico e resulta (mais ou menos). Tem-me
reduzido o número de ataques de nervos diários. Passei de 28 para cerca de 14. Uma
média de dois ataques de nervos por hora. Não está mal. Era isso ou este cartaz, que tinha pensado colar na porta do gabinete
Desisti da ideia perante as potenciais represálias do patronato. Isso e o facto de provavelmente ter de explicar o cartaz, especialmente aos visados, o que, já se sabe, pode ser extremamente desgastante. Lamentavelmente, não tenho tempo para pedagogias. Amigos/as,
sois idiotas, sinto por vós (a sério que sinto, que isso é como uma doença crónica, controla-se com esforço e disciplina mas
não se cura), mas não me pagam para vos aturar.
Optei, portanto, pela via fácil,
e agora deixo-me enredar pela minha música francesa jurássica enquanto faço as
coisas estúpidas que sou (mal) paga para fazer e tento suportar o melhor possível
as pessoas idiotas com quem tenho de lidar.
Hoje foi Julien Clerc e este ‘Femmes, je vous aime’ quem me ajudou a controlar a primeira taquicardia do dia. Um homem generoso, o meu Julien.
Gosta de todas. No sentido não badalhoco da coisa. Digo eu...que um homem é sempre um homem. E nunca fiando...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Fim de tarde em Lisboa
Uma esplanada abrigada. Um bom livro. E um Earl Grey.
Mais perfeito só se o pisco-de-peito-ruivo que andou a saltitar a dois passos se tivesse deixado fotografar. Em boa verdade, até vos digo que esta foto foi tirada para não dar por mal empregue o tempo que levei a tirar a máquina da carteira, muito devagarinho para o patife não se ir embora, o que, obviamente, acabou por acontecer antes de conseguir premir o botão do 'on'. O costume, portanto. Mas, passada a frustração habitual, fica-me a recordação deste momento. E também não está mal.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Considero o movimento muito válido. E já se sabe que não resisto a dois pares de olhos felinos. Por isso, não quis deixar de me associar à causa, de que tomei conhecimento através do blog da Teté. Sou muito a favor de não se abandonarem os blogues, como aliás o demonstram as minhas fervorosas postagens deste ano...e do ano passado...e, se calhar, ficamos por aqui, ou o post irónico vai tornar-se um post sério.
I have issues com este espaço. É esse o problema. Temo que a minha falta de produtividade se deva a factores emocionais relacionados com a perda dos membros fundadores deste espaço lúdico, mais do que a falta de material ou de inspiração. Nádia e Sasha, protagonistas de tantos postes delirantes, deixaram-me um vazio tal que algures se perdeu, como lhe chamarei, a chama?
Bem sei que há lanternas de bolso, a pilhas recarregáveis, que funcionam com um click, mas uma tocha, é sempre uma tocha. Mais frágil, mas mais genuína. A minha apagou-se. Tenho de encontrar pitrol para a voltar a acender. Ou recomeçar, noutro espaço, que é uma possibilidade que me parece cada vez mais inevitável.
Depois das férias penso nisso. Não vos sentis abandonados. Eu estou por aqui. Low profile, mas vou andando.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Safira Maria, M.D. ou obrigada, Relvas, por me mostrares a Luz
O meu novo plano para a licenciatura em Medicina Veterinária que sempre
quis tirar.
Safira Maria, árdua e honestamente
licenciada em gestão por universidade idónea, vem por este meio requerer ao
Conselho Pedagógico deste templo do saber que me seja concedida licenciatura em
medicina veterinária com base nos predicados e competências abaixo elencados,
por si só demonstrativos da enorme experiência e contributo para o bem estar da
fauna envolvente, e passíveis de creditação académica para exercício de funções
( ou apenas para afago de ego, vá, que somos todos humanos...)
- Tratar três gatos tinhosos com banhos antifúngicos de dois em dois dias: 70
créditos (20 por cada mais bónus de 10 por um deles ser persa e levar mais três
horas a absorver o produto)
Competência: capacidade de resposta em situação de stress
- Auxiliar veterinária a lidar com obstrução intestinal de cão: 30 créditos
Competência: evidente à vontade no lidar com fluídos e dejetos
- Assistir veterinária no raio X a labrador de 40 kgs: 10 créditos
Competência: domínio das tecnologias. Julga-se pertinente um crédito
extra pelo domínio da ciência da colocação do avental de chumbo de
forma a conseguir ficar, ainda assim, minimamente atraente.
- Acolher e recuperar gato com hipotermia e subnutrição severa: 40 créditos
Competência: capacidade de decisão rápida mas ponderada (Levo o gato? Não
levo o gato? Fuck it, levo o gato!)
- Assistir na biopsia sem anestesia a labrador de 40 Kgs: 10 créditos
Competência: controlo através da confiança criada com o animal
- Assistir na recuperação de cirurgia de labrador de 40 Kgs com mastocitoma
de grau 2, com lavagem de drenos e mudança de pensos: 150 créditos
Competência: dedicação e espírito de missão quando a visão de feridas
abertas e sangue nos é contranatura
- Acolhimento de cachorro fisicamente maltratado e psicologicamente afectado: 100 créditos
Competência: inteligência emocional perante novas situações, aptidão comunicacional em situações tensas
- Cuidar de labrador de
40 kgs com leptospirose fulminante, após veterinário habitual ter desistido e
arrastá-lo até Lisboa para hemodiálise e operação in extremis: 300 créditos
Competência: proactividade e recusa em desistir
- Perder o animal e conseguir
manter-se funcional porque se vai casar daí a uma semana: 1300 créditos.
Competência: capacidade de aceitação das inevitabilidades da vida e reconhecimento de que se deve lidar com o fracasso da mesma forma com que se lida com o sucesso:
reconhecê-lo, mas não deixar que nos cegue e seguir a nossa vida o melhor que podemos.
Outras creditações potenciais:
- salvamento de caracois, bichos de conta e osgas juvenis
Pede deferimento (rápido que também me queria licenciar em psicologia criminal ainda este ano...),
Safira Maria
(Comecei o post a gozar, mas a verdade é que tudo isto mete nojo. O Relvas,
quem o ‘avaliou’, quem lhe apara os golpes. A corja toda. Nojo profundo.)
terça-feira, 3 de julho de 2012
Pequenas ironias do destino
Começo já por dizer que nunca apreciei Saramago. Nem como autor, nem como pessoa. Não me perguntem porquê. Achava-o convencidito e afectado, e isso a mim irrita-me. É de pele, nevermind. É um prurido semelhante ao que sinto quando vejo o Steven Tyler a julgar actuações no American Idol, e a entrar em transe orgástico com toda os concorrentes, porque são todos tão bons e tão celestiais que uma pessoa até se admira de ainda não lhes ter sido erguida uma estátua. É mais ou menos como com o Saramago: há ali manifesto exagero. O tipo não era assim tão bom. Ponto.
Considero portanto um galo do caraças ter tido uma cadeira em que o Memorial do Convento era de leitura obrigatória. Digo 'era' porque, OBVIAMENTE, não o li, que tenho muito mais o que fazer com o meu tempo e a minha sanidade mental já é violentamente posta à prova todos os dias para ainda estar a fazer esta maldade à minha torturada moleirinha. Além disso, já tinha tentado uma vez, e por alguma razão, que me escapa agora, desisti a meio. Ah, lembrei-me da razão: aquilo é um nojo. Foi por isso.
O meu grande azar é que o professor é um grande fã de Saramago ou não teria tido a ideia peregrina de fazer um exame de pergunta única sobre...ora vamos lá ver se alguém consegue adivinhar...pois claro! o estúpido Memorial do Convento. Escusado será dizer que uma pessoa não fica bem disposta quando faz um teste em que 100% da sua avaliação vai ser determinada pelas vidinhas tristes do maneta Baltasar e da pseudo-vidente Blimunda, de um rei que faz promessas para que uma rainha (que não se lava e dorme numa cama cheia de percevejos) tenha um herdeiro e de um padre que quer construir passarolas. Para quê, ninguém sabe, que os padres não têm tempo para andar por aí a voar. Têm é de rezar pelas almas das pessoas, especialmente das pessoas que perdem dias a estudar oito capítulos de matéria que não sairam no teste...e que pagam propinas para isto!
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