terça-feira, 16 de agosto de 2011

Recordação de férias



A caminho do Cabo Espichel


Um preto e branco a transbordar de nostalgia. Que saudades de não fazer nenhum...

Vem-me à cabeça o Bicycle Race dos Queen. Sorrio. Mas só por breves instantes, que me ocorreu outra do Greatest Hits I. Por alguma obscura razão dou comigo a achar muito menos piada ao pensar no Fat Bottomed Girls.


Vou daqui a pensar que (no meu caso, pelo menos) se calhar um pouco mais da primeira levava a bastante menos da segunda.


E vou daqui já irritada, pois claro!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pontos de vista

Notícia do DN esta manhã:
"IVA sobre electricidade e gás sobe já este ano": "É antecipado para o último trimestre deste ano o aumento da taxa do IVA sobre electricidade e gás natural", afirmou o governante. (o governante é o Ministro das Finanças)

Notícia traduzida do Le Figaro, esta manhã: "François Baroin (Ministro da Economia) exclui uma subida do IVA: “aumentar os impostos e as taxas seria uma “solução de facilidade”". Aconselho vivamente a leitura do desenvolvimento da notícia original aqui.


Não sei… se calhar há uma razão para sermos os débeis mentais da Europa que ganham menos e pagam tudo mais caro que os congéneres europeus. Continuamos a ser os “desenrasca agora, e depois logo se vê”. É, e desde há muito tempo, uma questão de exemplo que (não) vem de cima. Mais grave agora, quando se quer mostrar trabalho depressa; e olha que bem que calha ficar com os louros com os sacrifícios dos que menos podem.
Oxalá me engane, que era muito bom sinal, mas palpita-me que ainda hei-de ouvir muita gente dizer “Sócrates volta, que estás perdoado”.


Até lá, uns conselhos de redução de custos energéticos muito básicos, e que eu também vou adoptar lá em casa:
1) Um tacho = 4 ou 5 refeições.
2) Acabam-se os acompanhamentos cozinhados. Não há a costeleta com arrozinho, nem o peixinho de fricassé com puré. Comida de rancho: Massa com chouriço, arroz de bacalhau, caldeirada, jardineira...tudo o que se conseguir fazer usando apenas um bico do fogão!
3) Acompanha-se com saladas cruas (que também ajudamos os agricultores, já que somos nós que temos de tomar conta disso, também...By the way, onde andas agora, ó Paulinho quero-sande- de-córato-e-justiça-para-os-velhinhos?)

4) Adormecer no sofá com a televisão a trabalhar para o boneco até às tantas? Não pode. Temos sono? Caminha!
5) Sala multimédia com tudo aceso? Não pode! Apenas um electrodoméstico de entretenimento ligado de cada vez. Ou o PC ou a televisão!
6) Música? Pode, mas só ao fim de semana, e não mais do que hora e meia.
7) E banho? Banho, pode. Mas dia sim, dia não, e de água fria no verão.
8) Passar a ferro? Pode. Mas só a roupa que for para sair à rua. Lençóis, toalhas, panos da louça, os boxers, as cuequinhas e demais mariquices? É dobrar muito bem e alisar como se puder.

9) Aspirar? Pode. Mas só uma vez por semana. É usar a swiffer, mas reaproveitando os paninhos.
10) Aquecimento central no inverno? I don’t think so. ‘Tá frio? Temos pena! Mantinhas, que são muito boas. Ou dormir com os cães em cima.

11) Se não resultar: Fazer como fazem as minorias desprotegidas e fazer uma puxada ilegal do poste transformador mais próximo.


Estou mais ou menos na palhaçada, mas preocupa-me deveras a cavalada desenfreada destes senhores a quererem mostrar mais trabalho do que o senhor anterior, custe o que custar, porque obviamente não lhes custa a eles. Amigos, olhai à vossa volta e parai com as fantasias. Sois tão ou mais incapazes do que o Senhor Engenheiro no ir ao cerne da questão. Como diz o ditado, só mudaram as moscas...só que estas, para além do resto, têm um claro problema de definição de personalidade e andam armadas em vespas africanas. Ou deveria dizer angolanas? Se calhar, não, que me corre mal a vida...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tenho um Flautista de Hamelin em casa e não sabia

O meu mais que tudo é um rapaz que, para onde quer que vá, me consegue sempre desencantar avistamentos de bicheza interessante. Ele é corujas, no primeiro dia em que saímos juntos para tomar um café, ainda só amigos (yeah, right...), ele é pirilampos, coelhos, flamingos e até, pasme-se! uma raposa (que ficou a olhar placidamente para nós na beira da estrada. Ora ver uma raposa à beira da estrada às duas e meia da tarde, com trinta graus, meus amigos, digo-vos eu, que não é para todos. É um facto que o bicho não parecia estar em grande forma, o que poderia explicar o que fazia a descoberto áquela hora, mas isso agora não interessa nada). O que interessa é que nunca volto para casa sem ver, pelo menos, um coelhito ou uma ave de rapina (que espero vir a identificar um dia, assim o bicho fique quieto o tempo suficiente para eu lhe tirar a pinta e depois confirmar no meu Atlas da passarada).


Depois de duas semanas de boa vida a observar a fauna das redondezas, estou de regresso ao trabalho (oh joy!) e a única fauna que vejo anda a dever horas ao chuveiro, de modos que desde segunda feira ando com um humor tão rançoso quanto as criaturas com que me cruzo no metro.


Ora o meu amantíssimo esposo, que só pensa em agradar-me, conseguiu ontem surpreender-me com um avistamento extraordinário, quando íamos a sair para jantar (tou deprimida, ok, não me apetece cozinhar!!!). Na verdade, por pouco não me entrava o avistamento em casa. Uma destas!

Depois de uma cobra no tapete, fico à espera de algo ainda mais fixe, tipo um coala no limoeiro. A fasquia sobe, meu caro amigo :) :)!!


(Não, não a matámos, que me opus ferozmente à ideia. As probabilidades de ser um animal perigoso são poucas, a fazer fé nos herpetólogos deste país (medo...) e a bichinha era fofinha... Proporcionamos-lhe um agradável banho de mangueira e dirigimo-la (à mangueirada) para mais verdes pastagens (o quintal do vizinho. Sim, sim, vamos avisá-lo, quando ele voltar de férias...)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vão aumentar o IVA, mas pelo menos continuamos a ter melros



Saúdo com entusiasmo a decisão do Sr. Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, de retirar o melro das espécies cinegéticas e assim revogar a estúpida portaria que nos encheu de tristeza há poucos meses e que previa que os senhores caçadores (esses iluminados que em vez de ler um livro, ou cultivarem-se de alguma forma decente, se divertem a matar animais inocentes mata fora) pudessem matar estes encantadores bicharocos alados.



Apraz-me ver que, afinal, não há só idiotas no novo governo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Don't quit your day job

Gosto muito do conceito do programa americano While you were out . Adoro o Evan e o John Bruce, e simpatizo com o mau feitio da Leslie Segrete, uma Deusa com a máquina de costura ( que, a seguir ao berbequim, é daquelas coisas que nem sequer vale a pena por-me na mão). E, ainda que os resultados fantásticos não sejam difíceis de obter se tivermos em conta as aberrações que são as salas e quartos a remodelar, ou seja, uma sala vazia será sempre melhor do que aquilo que lá está, o certo é que há ali gente com talento num formato muito divertido. Se calhar o nosso Querido, mudei a casa aprendia ali umas coisinhas, quanto mais não fosse não parecerem um bando de actores mal pagos a tentar fazer humor enquanto pintam paredes. Creepy!


Anyway... Aproveitando que a minha irmã está de férias, ontem deu-me para fazer uma nova adaptação do While You Were Out, a que chamei carinhosamente, e com muito sentido prático: Enquanto estás de papo para o ar no Allgarve e já que tenho de ir todos os dias dar comida ao Sebastião, que é o gato de Satã, porque se fosse um gato normal vinha cá para casa e pronto, aproveito e faço qualquer coisa desse bocado de terra desolado que tens no pátio, nomeadamente um canteiro.


Foi, claro, mais uma ideia peregrina porque, como toda a gente sabe, não sou jardineira, nem arquitecta paisagista, e se vos mostrasse o estado em que está o meu pseudo-jardim toda a gente se começava a rir, mas deu-me para ali. Como até estou de férias, calha bem. Andei parte da manhã a correr os centros de jardinagem da zona, com um entusiasmo que rapidamente esmoreceu: está tudo caríssimo (uma palmeirinha ranhosa a 44€????)! Passei por isso rapidamente do plano mini oásis luxuriante, para pequena horta caseira. Mais um obstáculo, contudo: a estação não é a mais adequada a sementeiras. Meditabunda e profundamente irritada, resignei-me àquela que é, tendo em conta também o jeito que a minha irmã tem para as plantas, a melhor opção: Kalahari revisited: cactus mix. E como tenho dois limoeiros, resolvi dar-lhe um (que seguramente dará limões primeiro do que o que cá ficar; toda a gente sabe que, sempre que tenho de escolher uma coisa, a outra opção é melhor). E como o limoeiro tem tudo a ver com cactos, mas já a contar com isso, espetei ali um mix de aromáticas a fazer a transição. Infelizmente não encontrei nenhum anão de jardim: só para ver a cara dela ia valer a pena.


Feitas as contas, é como o original americano: não sendo genial, qualquer coisa é melhor do que o que lá estava antes. Digo eu...




Behold!!!


Posto isto, aceitam-se encomendas. Faço bons preços!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Será geneticamente herdado?

Anda por aí uma nova estirpe da SIRCFAC (Síndrome da Incapacidade de Resistir a Coisas Fofas que Abanam a Cauda) e lamentavelmente my husband and I sofremos da forma aguda. Menos mal, só se estraga um lar.

Ainda que algumas pessoas da família não partilhem deste nosso entusiasmo, e prefiram designar esta condição clínica gravíssima por (NAQVFBMUC) VSCL ("(Não acredito que vocês foram buscar mais um cão), Vocês São Completamente Loucos") a verdade é que reconsideraram assim que viram Nikki.


Como não derreter quando nos aparece uma coisa destas pela frente?


Nikki é uma menina com cerca de um ano e aceitam-se palpites para a mistura de raças que vai para ali. No abrigo disseram-nos que era cruzada de Terra Nova com Serra da Estrela. Discordamos. Até melhor opinião, há Samoiedo neste cão. O preto talvez venha de Terra Nova, se bem que eu não descarto Border Collie. Vamos ver o que diz a veterinária, mais logo.




Um pouco da história da princesinha: parece que a anterior dona mudou de casa e deixou Nikki e a sua irmã (igual a ela, mas com as patas brancas, e felizmente também já adoptada) na rua. Parece que por lá ficaram à porta durante uma semana ( o que explica os ossos salientes por baixo daquele pelo todo) até que um vizinho caridoso chamou a Bianca para as ir recolher. À inominável criatura que deixou dois animais destes à sua sorte sem qualquer pudor: que lhe faça muito bom proveito a casa nova, e já agora que seja mesmo por cima de uma falha sísmica.


Tivemos a sorte de ver o anúncio da adopção e foi amor à primeira vista. Fomos ao abrigo com Nero Augusto (afinal a companhia era para ele que andava cabisbaixo desde que Sasha partiu) e Nero Augusto aprovou. Estão a aprender a conviver juntos. Nikki chegou tímida, com medo de escadas e de água. Nunca deve ter tomado banho na vida, e escova também é coisa que aquele pelo viu poucas vezes, mas é claramente uma cadela habituada a estar dentro de casa. Porta-se lindamente. O primeiro dia não foi fácil para ela, mas a confiança vai crescendo a cada dia que passa. Ontem já parecia um pequeno cilindro compressor a pedir festas. E hoje de manhã desceu a escada sozinha. Júbilo e boas notícias para as nossas costas! Apesar de leve, não dá grande jeito carregar um metro de cão escada acima e escada abaixo...

É uma cachorra muito esperta e meiga, que trota como um cavalinho, muito graciosa com a sua cauda em panacho.

Ainda não abocanhou nenhum dos gatos, o que nos dá jeito ( e a eles interessa particularmente).

Ainda não me estropiou roupa interior.

Ainda não escava buracos.


"Ainda" é, portanto, o operativo da frase...

A ver como corre...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Do bonito que é ser bonzinho para os mais carenciados com o dinheiro dos outros

Estava ontem a ouvir o nosso novo Ministro das Finanças e a pensar que pelo menos o Kevin Kostner, quando fez de Robin Hood, sempre tinha o factor palminho de cara a seu favor. Tinha uma fatiota um bocado ridícula, ali entre um duende e a fada Sininho, mas era giro e lutava contra o mau da fita. Ora, ao nosso Ministro reconheço-lhe uma voz interessante, e uma cara simpática, mas o meu entusiasmo acaba por aí. Não gosto por aí além de ser etiquetada como um xerife de Nottingham, a quem tem de se esmifrar o mais que se puder, só porque ganho mais do que o vizinho do lado. Não tenho culpa disso. Se lamento as situações dramáticas que se vêem por aí? Com certeza que sim. Mas gosto pouco que escolham as minhas causa de solidariedade por mim. E gosto pouco de ser subcontratada à força para fazer o trabalho de casa de um governo que quer mostrar trabalho depressa antes que acordem todos do estado de hipnose, quando já tenho o meu que me dá trabalho e que me faz suar sangue e lágrimas por cada euro a mais que ganho acima do salário mínimo. Por isso, desculpem lá se protesto contra a fórmula do estúpido imposto. Dizem-me, quase agressivamente, (pessoas que ganham menos do que eu, evidentemente) que está muito bem e que é igual para todos. Não é igual. Num subsidio de natal de 500€, os 50% incidem sobre 15€. Num subsídio de Natal de 1000€, os 50% incidem sobre 515€. É fazer as contas. É igual pagar 7,5€ de imposto extra e pagar 257,5€? Não me parece que seja... Ah, mas é proporcional e tal...a quê? Onde está a proporcionalidade entre uma taxa efectiva de 1,5% do rendimento e uma de 25,8%? Ah, mas podes melhor tu do que eu, que ganhas mais. É a assunção automática. (Abstenho-me de comentar sobre a razão de uns trabalhos serem qualificados e outros não, e sobre noções bizarras como investimento universitário e níveis de responsabilidade e outras minudências dessas). Também o Belmiro Azevedo ganha mais do que eu. E depois? Só porque é rico tem de facilitar-me a vida a mim? Claro que não. Se é a doer, é para doer a todos igual. Não é fixarem uma percentagem de 50% para todos sobre uma base progressiva. Mas pensam que somos todos débeis mentais? Não admira que as provas de matemática sejam a miséria que são, se toda a gente aceita candidamente que o imposto é igual para todos. Existe na sua base a presunção de que quem tem mais tem de pagar mais, o que à partida já é uma negação de igualdade considerável.


E a seguir? Um imposto para constituir um fundo especial para habitação gratuita para as minorias carenciadas? Tenho de levar os cidadãos da etnia com estatuto especial e dia nacional para casa e dar-lhes comida também?

Não é falta de solidariedade, é mesmo falta de paciência para as soluções fáceis de quem não tem agora, - e de quem não teve no passado - coragem de ir à fonte do problema.


Posto isto, vou voltar para a floresta de Sherwood e esconder-me atrás de uma moita, antes que me venham exigir imposto extraordinário para combater a obesidade em Portugal só porque sou (relativamente) magra!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um milhão de euros


Ou quase. É o que a Christie’s prevê arrecadar no leilão desta obra de Paula Rego. Dirão muitos “que bom, que maravilhoso é ver este nosso país prestigiado com mais um filho da terra a ter sucesso no estrangeiro”. Outros, menos preocupados com reconhecimento além fronteiras de malta que até faz questão de viver além fronteiras e vem cá volta e meia comer sardinhas e beber vinho do Porto e diz que é português porque dá um toque exótico à coisa, são capazes de achar tudo isto uma parolice. I know I do, que não suporto a pintura desta senhora que acho vulgar, na forma e no conteúdo. Mais do que não me dizer nada, choca-me de feios que são os motivos, as figuras, as cores e as mensagens subliminares, na certa inacessíveis a uma amadora de pintura que ainda delira com paisagens impressionistas de há 200 anos. Mas isto é beside the point, o que importa é perceber que delírios grassam no mundo da Arte por estes dias, e quem é que anda a pagar a gente débil mental para nos dizer o que vale ou não vale como obra de arte.

Tive oportunidade de perceber, durante o primeiro semestre do curso de Estudos Artísticos, o porquê do estado miserável a que chegou a Arte, o porquê de um bocado de ferro torcido ou um esborratado digno de uma criança no jardim infantil ser considerado uma obra de arte. Há critérios definidos? Claro que não. Graças à evolução das teorias sobre a Arte e da falta de consenso delas resultantes, convencionou-se em meados do séc. XX, que o melhor é deixar isso a cargo de quem “percebe” do assunto. Ou seja, temos um bando de pseudo-intelectualóides a definir o que é Arte, e o que não é. Porque lhes apetece! Desde que tenham um grau académico, ou estejam no métier, o que eles dizem, vale. Bem... que bom trabalho estão a fazer! E por causa deles, alguém, na sala de leilão, ou ao telefone, vai gastar 800 mil euros para ter esta coisa horrível pendurada em casa, não porque gosta do quadro, mas porque alguém disse que é chic ter um Paula Rego (why, oh God, why?) e porque, por alguma estranha razão, alguém acredita nos pseudo-intelectualóides do mundo da Arte. Farta que estou desses gajos sem gosto, com os seus conceptualismos e vanguardismos e coisas bizarras só porque sim! Vão aprender a desenhar, mas é!
Muito a favor da evolução e do progresso, mas tenho cá para mim que a Arte pressupõe, sempre, algum tipo de talento, alguma predisposição natural para a criação de coisas belas, que a maior parte dos mortais não consegue fazer. Eu cá tenho saudades da quase “divindade” da Arte. Serei bota de elástico, mas a mim não me vendem que uma tela em branco, exposta numa galeria, é uma obra de Arte. Para isso vou ao chinês da rotunda e vejo telas em branco de borla, quantas vezes quiser. Quero lá saber do conceito por detrás da ausência de imagem! Quero lá saber da mensagem! Quero é ser visualmente agradada, quero sentir emoção ao olhar para um quadro, quero ter inveja do dom de quem fez isto ou aquilo. Que inveja posso eu sentir de quem faz coisas sem interesse nenhum? Para além da estupidez de dinheiro que ganha com isso, claro...
Hum... pois...
DAMN IT!

terça-feira, 21 de junho de 2011

a propósito da saída de Villas Boas do FCP (à falta de notícias mais interessantes)



Conversa do treinador do Sporting para a mulher:

‘Então o Villas Boas vai para o Chelsea à má fila? Se eu soubesse não tinha assinado pelo Sporting e ia pedir ao Padrinho o lugar. Já viste, esposa, podias voltar a fazer compras no Via Catarina e ir ao mercado do “Bulhon” e beber o cimbalino no Majestic...’

‘Ó Domingos...Paciência...’

terça-feira, 14 de junho de 2011

Start anew


Por definição, um recomeço é sempre difícil. A máxima é válida para quase tudo. Recomeçar a estudar, quando se esteve muito tempo a matar neurónios com literatura de cordel; recomeçar um programa de exercício físico, depois deano e meio de ronha (e mais dois kgs no rabo); recomeçar a sorrir, depois de um desgosto... E depois há o recomeçar a escrever num blog, quando não o alimentamos durante meses porque se foi perdendo a vontade e por que se foram perdendo os principais intervenientes. Como se recomeça? Devagarinho, com a paciência de que precisa quem perdeu, em oito meses, três animais únicos, embora nem sempre pelas melhores razões, mas com quem se partilharam 14, 11 e 9 anos da vida, e que encheram páginas e páginas de postes deste blogue, agora desfalcado e à procura de rumo.

Pois cá estou eu a recomeçar, devagarinho, um mês e uma semana depois de ter perdido Sasha Margarida, a quem farei a devida homenagem quando tiver um texto digno, e quando conseguir pensar nela sem chorar. Sem pressas. Por ora fica só a intenção de recomeçar. Devagarinho. E porque também se comemoram coisas boas hoje, pareceu-me um bom dia para recomeçar e tentar repor alguma energia positiva nesta coisa lúgubre em que se tornou o tasco. A ver se consigo. A ver...