Pouco faltou para fazermos como na foto do lado. Infelizmente não pudemos ajudar porque o autocarro estava a fumegar fortemente na zona onde os senhores da foto estão a empurrar. Acresce que empurrar um monstro destes Monsanto acima já apresentaria algumas dificuldades a uma meia dúzia de paquidermes treinados, quanto mais a jovens quadros dinâmicos, de fatinho e salto alto (eu, claro) cujo exercício físico mais intenso e confessável dos últimos tempos tem sido o de regar a horta e pendurar cortinados.
Muito grata à Vimeca por este pequeno interlúdio bucólico no meio da A5. Afinal não é todos os dias que temos oportunidade de parar no meio da natureza e aspirar o ar fresco de Monsanto, mesmo se muito disfarçadinho nas emissões de monóxido de carbono dos carros que por nós passaram enquanto aguardávamos serenamente no meio do mato que o autocarro seguinte nos viesse resgatar. E que grata satisfação vê-lo assomar-se, autocarro salvador, cheio que nem um ovo, e que nos proporcionou mais uma inolvidável experiência humana: nada como um ensanduichamento de pé, em plena comunhão com o próximo, a próxima e mais algum parente afastado dos próximos todos, e a harmonia aromática inolvidável de um Chanel nº5 misturado com Rexona. E vá lá que hoje não está muito calor e que, aparentemente, toda a gente tinha tomado banho...
