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terça-feira, 3 de julho de 2012

Pequenas ironias do destino

Começo já por dizer que nunca apreciei Saramago. Nem como autor, nem como pessoa. Não me perguntem porquê. Achava-o convencidito e afectado, e isso a mim irrita-me. É de pele, nevermind. É um prurido semelhante ao que sinto quando vejo o Steven Tyler a julgar actuações no American Idol, e a entrar em transe orgástico com toda os concorrentes, porque são todos tão bons e tão celestiais que uma pessoa até se admira de ainda não lhes ter sido erguida uma estátua. É mais ou menos como com o Saramago: há ali manifesto exagero. O tipo não era assim tão bom. Ponto.
Considero portanto um galo do caraças ter tido uma cadeira em que o Memorial do Convento era de leitura obrigatória. Digo 'era' porque, OBVIAMENTE, não o li, que tenho muito mais o que fazer com o meu tempo e a minha sanidade mental já é violentamente posta à prova todos os dias para ainda estar a fazer esta maldade à minha torturada moleirinha. Além disso, já tinha tentado uma vez, e por alguma razão,  que me escapa agora, desisti a meio. Ah, lembrei-me da razão: aquilo é um nojo. Foi por isso. 
O meu grande azar é que o professor é um grande fã de Saramago ou não teria tido a ideia peregrina de fazer um exame de pergunta única sobre...ora vamos lá ver se alguém consegue adivinhar...pois claro! o estúpido Memorial do ConventoEscusado será dizer que uma pessoa não fica bem disposta quando faz um teste em que 100% da sua avaliação vai ser determinada pelas vidinhas tristes do maneta Baltasar e da pseudo-vidente Blimunda, de um rei que faz promessas para que uma rainha (que não se lava e dorme numa cama cheia de percevejos) tenha um  herdeiro e de um padre que quer construir passarolas.  Para quê, ninguém sabe, que os padres não têm tempo para andar por aí a voar. Têm é de rezar pelas almas das pessoas, especialmente das pessoas que perdem dias a estudar oito capítulos de matéria que não sairam no teste...e que pagam propinas para isto!